Negócios em Foco

Telemedicina é opção em tempos de pandemia


Belo Horizonte 01/06/2020 10h00

Lei foi sancionada pelo Governo Federal e está em vigor enquanto durar a crise

Para evitar a aglomeração em hospitais, centros de saúde e consultórios médicos, a telemedicina entra em campo como reforço para a população brasileira, em tempos de coronavírus. Essa modalidade de atendimento a distância já existe há muito tempo, mas agora ganhou uma lei sancionada pela presidência da República, em abril de 2020, e estará em vigor enquanto durar a pandemia.

A telemedicina é eficaz, afirma a médica psiquiatra Kelly Pereira Robis, professora de Medicina da UFMG e da PUC/MG. “Essa ferramenta de atendimento tem gerado um resultado bem positivo. Tenho observado que os meus pacientes estão vendo a telemedicina como algo positivo e prático”, diz.

A psiquiatra alerta, entretanto, que a telemedicina apenas deverá ser usada quando o exame físico não é essencial. “Quando as informações sobre o paciente podem ser colhidas de um modo virtual tão bom quanto o presencial, daí nós, médicos, podemos utilizar essa ferramenta”, explica. Idosos, crianças pequenas e pessoas que tenham pouco hábito com a tecnologia não são recomendáveis para usar a telemedicina.

O uso da telemedicina já é comum na área da saúde, mas é restrito no Brasil, sendo permitidos apenas em casos específicos e emergenciais:

emissão de laudos a distância e a prestação de suporte diagnóstico ou terapêutico. Mas, como forma tentar conter o contágio devido a pandemia, o Conselho Federal de Medicina liberou de forma temporária três novos moldes para a prática no país.

A Teleorientação para que profissionais da medicina realizem a distância a orientação e o encaminhamento de pacientes em isolamento. O Telemonitoramento realizado sob orientação e supervisão médica para monitoramento ou vigência a distância de parâmetros de saúde e/ou doença; e a Teleinterconsulta que é exclusivamente para troca de informações e opiniões entre médicos, para auxílio diagnóstico ou terapêutico.

“Com os recursos da telemedicina, continuaremos exercendo nosso atendimento aos pacientes da mesma maneira, mas, de forma mais segura para o paciente e o médico”, avalia Kelly Pereira Robis.

Essa regulamentação do Conselho Federal de Medicina não autoriza o teleatendimento, que é a consulta completa, feita de maneira online.

Contato | Anuncie
Copyright © 2020 | Todos os direitos reservados.

Negócios em Foco

Notícias empresariais

Localização
São Paulo - SP, Brasil

E-Mail
redacao@negociosemfoco.com