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E-commerce deve crescer 22% ao ano em toda a América Latina


São Paulo 17/01/2020 14h55

Segundo um estudo da DHL, a previsão é que no Brasil o segmento cresça cerca de 17% até o próximo ano

Pixabay

De acordo com uma pesquisa realizada pela DHL, o e-commerce deve crescer cerca de 22% ao ano em toda a América Latina. O estudo foi dividido em três segmentos e algumas regiões: Brasil e México - mercados maiores; Colômbia, Argentina, Chile e Peru - médio porte; América Central e Caribe - menores.

“Os dados acima mostram o potencial imensurável do e-commerce. Com menos de três décadas no País, o segmento movimenta bilhões por ano, sem contar nos empregos que são gerados.”, menciona o sócio da Dassi Boutique, e-commerce de roupas e acessórios, Danilo Costa.

Além da visão geral do setor, a DHL ainda trouxe em sua pesquisa dados como relacionamento com o cliente, as empresas que têm uma boa relação com seus clientes tem sucesso em suas vendas online. O estudo ainda aponta informações como a importância redes sociais, a relevância dos grandes marketplaces e, principalmente, os problemas de logística.

Entre os principais problemas estão: lentidão no processo, congestionamentos, infraestrutura para entrega no last mile e complexidade dos processos de logística para casos como devolução e trocas.

Os altos índices de trocas é, atualmente, um dos maiores obstáculos do setor. No Brasil, as devoluções respondem por 25% das compras totais. Já os Estados Unidos, categorias como moda possuem taxas de troca em torno de 50% nas lojas online e nas unidades físicas cerca de 9%.

O material ainda apresenta cinco elementos que compõem um centro de distribuição:

Zona de livre comércio;

Infraestrutura eficiente (portos e aeroportos);

Regulamentação comercial e aduaneira;

Conhecimento específico de logística de e-commerce;

Cooperação entre indústrias

“O empreendedor conta com muitos serviços terceirizados, principalmente, dos Correios. É difícil você controlar empresas terceirizadas, extravios, furtos, etc. o empresário tem a opção de contratar uma transportadora, o serviço é relativamente caro e você também corre os mesmos riscos, mas, ainda sim, o serviço via transportadora conta com seguro, caso a mercadoria seja desviada do caminho original.”, destaca a CEO da Dassi Boutique, Sirlene Costa.

Já outro estudo realizado pelo Crunchbase, sobre o segmento, a perspectiva é um aumento de 21,3% nas vendas do varejo em e-commerce para 2020. No Brasil, de acordo com a Euromonitor e PayPal, até 2020, o segmento sairá de US$ 19,5 bilhões para US$ 28 bilhões, um aumento de 43,5%. Enfim, indiferente qual a fonte, a informação clara é que o setor ainda tem um imenso potencial de crescimento, conforme histórico.

“Vale ressaltar que o e-commerce de hoje, não é mais apenas uma loja online, grandes empresas como o Magazine Luiza já anunciou sua entrada em outras frentes como, por exemplo, os meios de pagamentos com o Magalu Pagamentos.”, pontua Danilo Costa.

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