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Gartner mostra como executivos conseguem manter seus empregos após ciberataques


São Paulo- SP 21/08/2018 14h15

Sete razões porque CEOs serão demitidos após violações como ciberataques – e como se prevenir

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento imparcial em tecnologia, divulga os motivos porque muitos CEOs serão demitidos por causa de ciberataques e como eles podem se manter em seus cargos.

“Tendências no âmbito regulatório indicam um aumento da responsabilidade para conselhos de administração e executivos na comunicação e prevenção de ciberataques”, diz Tom Scholtz, Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner. “Embora você não possa controlar a ocorrência de ataques, é possível supervisionar o nível de preparo das organizações para responder e enfrentar a tempestade”, afirma o analista. “Fomente o engajamento de seus executivos – o risco é deles.”

Segundo o Gartner, o roubo de dados privados de 143 de milhões de norte-americanos fez do caso envolvendo o ciberataque da Equifax um dos maiores da história. A maneira como a companhia lidou com a situação foi acompanhada de diversas análises, resultando na saída do CEO Richard Smith em meio à crise, em 2017. Trata-se de um sério lembrete para qualquer CEO dos perigos envolvidos na violação de dados, diz o especialista.

Para o Gartner, muitos CEOs serão demitidos por causa de ciberataques. Vejas sete razões das demissões de altos executivos por erros de segurança, e como eles devem fazer para manter seus cargos:

1. Responsabilidade fragmentada - Mais CEOs serão tidos como os “responsáveis”. Sem um bom esforço de engajamento contra os risco não há como responsabilizar – “Eu apenas fiz o que o pessoal da segurança me mandou fazer”. Ofereça aos seus executivos condições para decisões adequadas, não proteção. Modelos fortemente baseados em responsabilidade, nos quais os riscos estão a cargo de quem tem autoridade para cuidar deles, garantem que problemas de segurança não se agravem.

2. Desconexão cultural - Muitos Conselhos de Administração acreditam que cibersegurança é um problema técnico resolvido por pessoas técnicas, escondidas em TI. Ao contratar as pessoas certas com conhecimento técnico, é possível diminuir as chances de ser atacado e manter distância das manchetes.

3. Servidor que nunca sofre correções - Embora haja uma legítima razão corporativa, muitas organizações possuem servidores completos sem nunca terem sido atualizados ou corrigidos. Decisões de negócios conscientes precisam ser tomadas levando em consideração o que será feito, mas, mais importante, o que não será feito para se proteger.

4. Seu executivo de segurança é o defensor da sua organização - Equipes de segurança são contratadas por serem especialistas e seu trabalho é proteger a organização. Esses silos são a questão, colocar pessoas na função de proteger os resultados de negócios que não entendem. Fomente o engajamento de seus executivos – esse é o risco deles.

5. Jogar dinheiro no problema - Você não pode comprar sua saída – você ainda não estará perfeitamente protegido. Evite resultados negativamente impactantes devido a elevação de custos operacionais existentes prejudicar potencialmente a habilidade de a organização funcionar.

6. Tolerância ao risco e apetite brando - Organizações criam declarações genéricas de alto nível sobre seu apetite por risco que não suportam a tomada de boas decisões. Evite prometer para apenas engajar em atividades de baixo risco. Essa prática é contrária aos bons negócios e cria outras boas razões para demissão se você está envolvido em atividades de risco.

7. Pressão social - Culpar uma organização por sofrer um ataque de hacker é como culpar um banco por ser roubado. A diferença é que bancos são defensáveis – a maior parte das organizações não é. O primeiro passo para se recuperar é admitir que você tem um problema. Suas ações reforçam como as pessoas percebem a dificuldade. “CEOs precisam redefinir a maneira como lidam com risco e segurança para evitar serem demitidos”, acrescenta Scholtz. “O propósito do programa de segurança é criar um equilíbrio entre a necessidade de proteger e a exigência de conduzir os negócios”, diz o especialista do Gartner.

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