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Eventos culturais de pequeno e médio porte impulsionam economia regional


São Paulo - SP 10/01/2019 15h44

Os eventos vêm sistematicamente captando e mobilizando recursos para o crescimento das diversas regiões brasileiras

Estudos especializados apontam que o mercado global de eventos atingirá um patamar de 67 bilhões de dólares até 2025, isto tomando como base apenas shows e eventos com faturamento baseado na venda de ingressos.

O ex-ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão, no final de 2018, destacou o potencial de crescimento do setor, fruto da diversidade cultural brasileira que encontra poucos paralelos no mundo. Lembrou, também, que a economia criativa do país tem resultados superiores a setores tradicionais como o têxtil e o de eletroeletrônicos, sendo responsável por 2,65% do PIB.

Com todo este crescimento é necessário que os profissionais atuantes no setor busquem uma constante qualificação e ideias inovadoras, tanto no formato dos eventos, quanto na sustentabilidade financeira para que possam ser viabilizados. É o que explica Robson Assis, presidente do Instituto Terra Utópica, sediado na Região Centro-Oeste, entidade que promove ações sem fins lucrativos ligados a arte, cultura e educação: “Quase 80% dos eventos no Brasil são de pequeno e médio porte e esperamos um crescimento entre 5% e 10% em 2019, sendo que grande parte deste crescimento é ligado diretamente ao terceiro setor.”.

Quem atua no setor, reconhece a importância das atrações de pequeno porte, mas destaca que o ideal é conseguir um equilíbrio, pois as atividades menores, por serem mais frequentes, favorecem a ocupação de espaços, empregos diretos e indiretos. Já as ações de grande porte geram maior visibilidade e receita, como a ocupação hoteleira e movimento na malha aérea e viária.

Em um cenário de recessão, independente do tamanho do evento, é necessário bastante cuidado na hora do planejamento. “Quem atua na área deve ter um plano de negócios sólido com todos os custos muito bem mensurados, captar patrocinadores e parceiros comprometidos com a filosofia do projeto e qualificação adequada para os gestores do projeto.” Completa Robson Assis, que é administrador de empresas e pós-graduado em Marketing Cultural. O próprio Instituto Terra Utópica fez a lição de casa e já realizou projetos patrocinados pelo Banco de Brasília (BRB), Fundo de Apoio a Cultura do Distrito Federal, parcerias com o poder público como a Secretaria da Criança do DF (Secriança) em um projeto de contação de histórias em mais de 50 escolas públicas e também captação junto a empresas privadas.

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