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Especialistas comentam fusão entre Embraer e Boeing, avaliada em US$ 4,75 bilhões


São Paulo - SP 05/07/2018 18h57

Foi anunciada a assinatura de um memorando entre a empresa brasileira e americana, visando a criação de uma joint venture

A Embraer S.A é um conglomerado transnacional brasileiro fabricante de aviões comerciais, executivos, militares e agrícolas. A empresa nasceu como uma iniciativa do governo brasileiro dentro de um projeto estratégico para implementar a indústria aeronáutica no país, em um contexto de políticas de substituição de importações. E recentemente, a Embraer anunciou a assinatura do memorando de entendimentos com a empresa americana Boeing, uma corporação multinacional de desenvolvimento aeroespacial e de defesa. O memorando estabelece as premissas para criação de uma joint venture, ou seja, a criação de uma nova empresa, que receberá a divisão de aviação comercial da Embraer. A nova empresa será de capital fechado, com sede no Brasil e avaliada em US$ 4,75 bilhões.

A Embraer terá 20% do capital e a Boeing terá 80%. A operação prevê que a empresa americana pagará US$ 3,8 bilhões à Embraer. De acordo com o Economista-Chefe da Nova Futura Investimentos, Pedro Paulo Silveira, a abertura de uma empresa de joint venture entre a Embraer e Boeing pode fortalecer o poder das vendas da empresa brasileira, além de agregar novas tecnologias. “A operação é positiva para a Embraer e estratégica para ambas as empresas. A combinação de negócios deve aumentar o potencial de vendas e criar mais valor aos seus clientes, com um portfólio de produtos sinérgicos e uma rede de assistência mais eficiente. A Boeing vê na nova família de jatos comerciais da Embraer, chamada de E2, a possibilidade de crescimento orgânico. Do lado da Embraer, surge a possibilidade de ganhar um pedaço do mercado de jatos regionais de menos de 130 lugares, antes liderado pelo duopólio Boeing e Airbus”, explica Beatriz Martins, Analista de Investimentos da DMI Group.

Porém, não é para todos que essa ação tem olhar positivo, existe um receio dos fornecedores ao ampliar o acesso ao mercado internacional, já que o acordo não preserva os fornecedores nacionais. Ou seja, as empresas brasileiras poderiam perder espaço para a concorrência internacional, entretanto, muitas delas conseguem enxergar uma oportunidade de alcançar o mercado global. “A ABDI, que já trabalha em parceria com a Embraer, entende que o acordo é uma oportunidade para o fortalecimento da cadeia de fornecedores, posicionando as nossas empresas de forma mais competitiva no mercado global”, explica o Presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Guto Ferreira.

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