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Como distinguir a fome emocional da fome física


São Paulo 01/07/2020 19h19

Susan Bowerman, Diretora Sênior Global de Treinamentos de Nutrição da Herbalife Nutrition, explica a diferença

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Alguns sinais podem ajudar a distinguir a fome emocional causada por estresse da fome física e real.

Comer como uma fuga dos sentimentos costuma aparecer repentinamente, em geral, como uma maneira de escapar de sensações negativas que estão sendo vivenciadas, com a esperança de que a comida nos faça sentir melhor.

Acontece que, de tempos em tempos, comemos por questões emocionais. Mas, apesar de ser uma decisão consciente algumas vezes, na maioria delas, acontece de maneira automática. Isso porque a pessoa não sabe exatamente o que a incomoda, mas acredita que a comida é a única coisa que aliviará seu desconforto.

Já o apetite físico tende a aparecer gradualmente. A fome começa a surgir, mas é possível aguardar para comer e isso lhe dá tempo para escolher sabiamente os alimentos e saciar o apetite com algo saudável. Por outro lado, comer por estresse geralmente causa desejo por alimentos com açúcar, gordura e calorias (como chocolate, por exemplo).

Quando a fome é física, a pessoa está disposta a considerar várias opções que satisfaçam seu apetite, o que significa que provavelmente ela vai tomar uma melhor decisão. E, quando o estômago é preenchido, o apetite é satisfeito sinalizando que você já comeu o suficiente.

No entanto, quando as emoções são o “motor”, é fácil ignorar o que o estômago sinaliza e comer muito mais na tentativa de se sentir melhor. Além disso, comer por estresse pode melhorar seu ânimo momentaneamente, mas, com a mesma rapidez, podem surgir sentimentos de vergonha e culpa.

Para manter uma dieta saudável, a especialista em nutrição propõe algumas ideias para colocar em prática a fim de evitar o comportamento de comer por emoção:

Faça uma agenda sobre sua alimentação: isso pode ser muito útil para identificar o que faz você comer por estresse. Quando sentir fome, avalie-a em uma escala de 1 a 10 (1 = quase desmaiando de fome; 10 = estou tão cheio que não consigo mais vestir minhas roupas). Em seguida, escreva como você se sente naquele momento.

Admita seus sentimentos: se está ciente de que são as emoções que levam você a comer por estresse, por que não aceitá-las? Às vezes, é bom sentir raiva, solitário ou entediado. Os sentimentos podem ser desagradáveis, mas não são perigosos e você nem sempre precisará ‘repará-los’ comendo.

Trabalhe a resiliência: cada vez que você come por estresse é um lembrete de que não consegue controlar suas emoções. Portanto, quando a situação surgir, pergunte a si mesmo: “O que de pior pode acontecer se eu não comer?” Sim, seu nível de estresse pode aumentar um pouco, mas vai passar. Pratique tolerar suas emoções ou encontrar outras maneiras de lidar com o estresse.

Encontre alternativas: reserve alguns momentos para refletir sobre seus sentimentos e pensar em maneiras de resolver seu problema. Faça uma lista das coisas que você pode fazer em vez de comer, como caminhar, ouvir música ou meditar.

Esqueça os maus hábitos: quem come por emoção reforça continuamente a ideia de que a melhor maneira de tratar emoções negativas é com comida. E isso acontece antes que você tenha a chance de pensar sobre isso, como acontece com outros hábitos ruins. Portanto, esqueça os maus hábitos e prepare algo diferente e saudável para comer quando tiver um dia ruim.

Espere passar: aqueles que comem por estresse geralmente temem que o desejo piore se não satisfazê-lo. No entanto, eles costumam se surpreender quando percebem que o desejo simplesmente desaparece. Então, em vez se entregar aos desejos imediatamente, espere alguns minutos e deixe-o desaparecer.


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