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Trackmob aponta cinco tendências para o terceiro setor no segundo semestre de 2021


Curitiba, PR 20/07/2021 15h22

Empresa especializada em inteligência de doação identificou, junto a consultores da área, estratégias que devem ser adotadas pelas organizações do terceiro setor

Reprodução

A Trackmob, empresa especializada em inteligência de doação para o terceiro setor, fez um levantamento com grandes nomes do mercado e identificou as principais tendências para ONGs e OSCs nos próximos meses. A digitalização, uso de ferramentas virtuais, parceria com influenciadores e participação social em projetos de pesquisas de interesse público serão importantes para o desenvolvimento das ONGs no Brasil, como já é comum em países da Europa, Estados Unidos e Canadá.

“O ano de 2020 trouxe diferentes desafios para os empreendedores sociais. No Brasil, muitos estados praticaram e ainda hoje, 15 meses depois do início da pandemia por aqui, praticam medidas mais restritivas de circulação de pessoas para frear a propagação do vírus e isso impacta diretamente na sobrevivência das organizações. Como estamos sempre ligados ao que acontece no setor, buscamos mapear com especialistas quais serão as estratégias que ONGs e OSCs do país devem adotar de agora em diante”, revela Jonas Araujo, CEO da Trackmob.

A tecnologia, e as interações no mundo virtual, serão cada vez mais importantes para a realização dos serviços no terceiro setor brasileiro. “Será preciso, ainda mais agora, prestar atenção aos canais digitais, isso para instituições que apoiam todo tipo de causa. Os doadores, as pessoas que apoiam as ONGs, já vêm acompanhando os serviços e interagem cada vez mais por meio de publicações nas redes sociais”, complementa Araujo.

Aceleração no processo de digitalização e uso de ferramentas on-line

Com a necessidade de integração do mundo físico com o virtual, acelerada desde o início da pandemia, os gestores que atuam no terceiro setor precisaram se atentar às tecnologias já existentes há algum tempo no mercado para obter melhores resultados durante os últimos meses.

“A aceleração digital no mundo trouxe muitas possibilidades, a tecnologia ficou mais acessível. Acho que nesse último ano, o destaque não fica por conta do surgimento de novas ferramentas, mas sim a incorporação de ferramentas existentes e melhorias de processos. A personalização e o uso de dados para criar uma melhor experiência para o doador acredito que foram, e estão sendo, pontos fundamentais para essa mudança no cenário”, comenta Flavia Lang, sócia e gestora da Tools4Change Brasil (captação face2face).

“Os chatbots, por exemplo, já existiam faz algum tempo, mas poucas organizações testaram e incorporaram como ferramenta de comunicação e captação de recursos. O ‘vídeo message storytelling’ (VMS), meios de pagamentos como PIX e carteiras digitais e o QRcode também são bons exemplos”, complementa Lang.

Influenciadores digitais como embaixadores das instituições

O número de parcerias entre ONGs e influenciadores digitais, sejam grandes ou pequenos, aumentou durante os últimos meses, segundo Rodrigo Alvarez, proprietário da Mobiliza, que atua há 20 anos com gestão e captação de recursos para diversas organizações brasileiras e internacionais. “Com o mundo mais digital, cresceu a importância dos influenciadores digitais. Nesta linha, a tendência de captar recursos através de embaixadores ‘peer to peer fundraising’, (captação de recursos em pares, em tradução livre) deve ser potencializada”.

Ainda segundo o especialista, temas ligados à saúde e assistência imediata, como a entrega de cestas básicas e produtos de higiene pessoal, tiveram maior relevância durante esse período, mas outras causas também ganharam força. “Riscos à democracia, fake news, racismo e mudanças climáticas, em especial a atenção à Amazônia. Com a retomada da economia, o tema da inclusão produtiva também deve ter relevância no cenário nacional”, finaliza.

“Vemos que cada vez mais temas como os já citados acima, que são inerentes a sociedade, ganham mais espaço nas mídias sociais e, portanto, organizações com essa temática tendem a ganhar cada vez mais voz nos espaços digitais”, complementa Jonas Araujo.

Parcerias para enfrentar a crise

Grandes instituições públicas intensificaram a parceria com empresas e sociedade durante os últimos meses, no intuito de fortalecerem suas ações de enfrentamento a pandemia.

“No Brasil, ainda não é comum termos instituições públicas construindo de forma ativa e planejada, processos de mobilização de parcerias com diversos setores da sociedade. Neste sentido, a pandemia foi um catapultador do surgimento de campanhas diretamente ligadas a instituições de pesquisas e universidades. Dois casos de maior destaque neste período pandêmico, são o do Butantan, que contou com importante apoio da iniciativa privada para expansão da sua fábrica de vacinas, e a Fiocruz, que apesar de já contar com um setor captação muito antes da existência da Covid-19 , viu seu volume de recursos e parceiros crescer exponencialmente. Foram 495 milhões captados em pouco mais de 12 meses, com iniciativas que passam por empresas, indivíduos e poder judiciário”, destaca Luis Donadio, responsável pelo desenvolvimento, estruturação e implantação do Escritório de Captação de Recursos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A Fiocruz é parceira da Trackmob e só em 2020 conseguiu arrecadar mais de 400 milhões com a campanha Unidos contra a Covid-19.

O legado da pandemia

Donadio também acredita que, apesar de todos os desafios enfrentados, a pandemia estimulará a evolução e aprendizado para as organizações no que diz respeito ao processo da captação "O grande volume de recursos doados durante a pandemia não irá permanecer na medida em que superarmos este cenário. Os indicadores de doação já demonstram uma volta a “normalidade”, porém, o que permanece é o fortalecimento da cultura de doação no país, assim como o aprendizado de que é possível engajar a sociedade/empresas em causas sociais, independentemente do tamanho ou da visibilidade que a organização tenha. Mas para isto se faz necessário que as mesmas continuem a aperfeiçoar seus processos de captação, inclusão tecnológica, comunicação e transparência. Parece estar definitivamente enterrado o mito de que brasileiro não doa, mas é importante não esquecermos que pessoas e instituições continuarão a doar para organizações/causas que as convidem ao engajamento, facilitem o processo da doação e saibam comunicar com transparência seus resultados."

Sobre a Trackmob

Fundada em 2012, a Trackmob existe para empoderar as organizações, entender seu momento e contribuir para sua evolução. Foi a primeira empresa a oferecer as soluções de captação e gestão de recursos que são utilizadas, hoje, pelas maiores e mais importantes ONGs do país. É uma empresa especializada em inteligência de dados e sistemas para o terceiro setor, com profundo conhecimento sobre o setor e o processo de doações no Brasil e no mundo. Este ano foi selecionada pela Endeavor para participar do seu programa de aceleração Scale-up. Atualmente, a Trackmob disponibiliza uma suíte de quatro produtos: um CRM para ONGs, uma página de doação online, o Portal do Doador (onde doadores acompanham o andamento das causas que apoiam) e o Aplicativo Móvel Face to Face, que converte uma pessoa interessada em nova doadora no local onde ela estiver. Entre seus clientes estão Médicos Sem Fronteiras, Fundação Dorina Nowill para Cegos, Habitat Brasil, Aldeias Infantis SOS Brasil, Greenpeace, Conectas, Hospital Pequeno Príncipe, Fraternidade Sem Fronteiras e Teto.


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