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A inovação que favorece e faz o agronegócio crescer


São Paulo - SP 25/04/2019 11h03

Fabrício Drumond, vice-presidente da SUPERBAC - Divulgação

Já faz um tempo que termos como Big Data, inteligência artificial e agricultura globalizada ou 4.0 passaram a fazer parte também do meio rural e o setor, que é um dos mais importantes para a economia do País, passou a contar com uma série de soluções para atender as mais diferentes demandas.

Só para ter uma ideia, um levantamento realizado no final de 2018 pela SP Ventures, em parceria com o Centro Universitário FEI – Fundação Educacional Inaciana, identificou 338 startups focadas, exclusivamente, no oferecimento de soluções voltadas para o agronegócio.

E com mais tecnologia disponível, o produtor rural sentiu a necessidade de estar mais conectado. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2016 e 2017, o percentual de pessoas conectadas na zona rural passou de 32% para 39%.

Assim, é cada vez mais comum vermos o agricultor fazendo uso dos dispositivos móveis e sempre de olho na tela do celular. É de lá que saem as informações sobre a previsão de tempo, a cotação das commodities, o custo de um equipamento de última geração e dados sobre o lançamento de um novo fertilizante. É também no celular que ele faz uso de serviços bancários e ainda consulta a programação dos eventos em sua área de interesse.

Com maior acesso às notícias do seu universo e a dados estratégicos, o que se vê é a melhora dos processos, tomada de decisões mais assertivas, melhor planejamento de compra e venda, aumento da competitividade e expansão da rentabilidade dos negócios.

De norte a sul do Brasil, do pequeno ao grande produtor, a tecnologia vem se consolidando como parceira do ‘homem do campo’, que é, cada vez mais, o homem do mundo globalizado. Temos assim uma agricultura menos intuitiva e mais eficaz.

Quando o assunto é insumo, principalmente o fertilizante, a busca por soluções mais eficientes e que melhor atendam a necessidade do produtor também vem crescendo ano após ano. O insumo, que durante décadas, tinha a única função de repor nutrientes retirados do solo com as sucessivas plantações, vem se modernizando e se tornando um aliado de suma importância para o produtor.

Mais do que repor nutrientes, os novos fertilizantes agora provam e comprovam a sua eficiência safra após safra, com ganho no volume de produção, melhora no enraizamento e folhagem das plantas e aumento da produtividade do solo. São os chamados fertilizantes de alta performance.

Não basta mais o produtor perceber os resultados. É preciso corroborar, por meio de planilhas e gráficos, que o investimento realizado na compra dessa nova modalidade de fertilizante oferece o melhor custo x benefício.

Do lado das empresas que fornecem para o segmento, a tecnologia é também uma grande aliada, principalmente no desenvolvimento de produtos inovadores e que atendam um produtor cada vez mais exigente. Pesquisas feitas por aqui são compartilhadas com instituições internacionais e o caminho inverso também é uma prática constante. Essa troca encurta caminhos e permite que fertilizantes sob medida sejam usados para atender as demandas de cada cultivo.

O investimento em pesquisas e inovação para o desenvolvimento de novos fertilizantes vem sendo bem recebido pelo mercado. Para 2019, segundo dados divulgados pela Freedonia Group, empresa de pesquisas, a demanda por fertilizantes no Brasil deve crescer 3,2% ao ano e alcançar 18,6 milhões de toneladas até 2022.

Ao olhar o agronegócio brasileiro, o que vejo é que o uso da tecnologia é um caminho sem volta. Com a adoção de práticas e produtos inovadores, o Brasil tem tudo para se consolidar como um dos maiores players do agronegócio mundial.

(*) Fabrício Drumond é Vice-presidente da SuperBAC.

Antes de integrar a equipe SuperBAC, Drumond foi diretor de desenvolvimento de negócios do Grupo Opersan e diretor executivo da Ecopolo, empresa especializada em soluções de tratamento de águas e efluentes. Em três anos, liderou o crescimento e expansão da companhia, dobrando o seu portfólio de estações de 18 para 36 operações. Drumond também trabalhou durante seis anos nos Estados Unidos, como Partner, na Gallup Consulting, nos escritórios de Washington e Nova Iorque, liderando projetos nas áreas de gestão e estratégia em empresas Fortune 500. Também atuou na área de logística da Unilever e na área de desenvolvimento corporativo da Elektro. Drumond é graduado em Administração de Empresas pela FACAMP e possui MBA pela University of Nebraska.


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