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Loção antisséptica oferece até 3 horas de proteção contra os poucos minutos do álcool gel


Belo Horizonte 02/07/2020 15h56

Desde o início do isolamento social no Brasil, em março deste ano, o índice de vítimas de queimaduras causadas pelo álcool gel cresceu 25%, segundo levantamento da Unidade de Tratamento de Queimados do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte/MG. O álcool foi o mais indicado como forma de proteção ao contágio do novo Covid-19, contudo, a substância, além de esterilizante e solvente, é também inflamável, o que tem gerado esse aumento expressivo nos casos de queimaduras.

Para modificar esse cenário, a empresa mineira TCI Laboratório de Biotecnologia, em parceria com hospitais, universidades, dermatologistas, centros de pesquisa e laboratórios credenciados pela ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, desenvolveu um antisséptico não inflamável que combina ativos biotecnológicos e naturais, com eficácia até 60% superior ao álcool gel contra germes, bactérias e vírus.

Trata-se do EXTRAYA, testado e aprovado em laboratórios certificados pela ANVISA, como loção antisséptica eficaz na prevenção contra vírus, germes e bactérias e que agora começa a ser distribuído em todo o país. De acordo com Marcos Guedes, pesquisador responsável pelo desenvolvimento do produto, a descoberta favorece não somente a proteção, mas também a prevenção de acidentes. “Desenvolvemos um produto multifuncional. Além da proteção, o EXTRAYA é seguro para quem o usa. Por não ser inflamável, é indicado para adultos, crianças e idosos, além de profissionais de saúde”, afirma o pesquisador.

Guedes destaca que o EXTRAYA passou por todas os testes necessários para seu registro na ANVISA. A análise atestou que o produto oferece proteção prolongada por até 3 horas de uso, diferentemente do álcool gel, que oferece, em média, apenas alguns minutos de proteção.

Além da ação antisséptica, o produto possui outras especificidades que justificam o uso, como não causar dermatites atópicas, reações muito comuns provocadas pelo uso constante do álcool gel. “Muitas pessoas têm relatado o ressecamento das mãos causado pelo uso constante do álcool gel e, até mesmo rachaduras e fissuras na pele”, ressalta Guedes. O EXTRAYA ainda possui alta capacidade de hidratação da pele, diferentemente do álcool 70%, que atinge a derme e epiderme, levando à perda de colágeno e elastina, e ao envelhecimento precoce da pele.

Para a dermatologista Franciele Bianchi, o álcool gel deve ser usado com cautela, pois sua ação antisséptica em excesso pode alterar a microbiota residente na pele. ‘O álcool gel, além de promover o ressecamento excessivo da pele, pode provocar lesões que servirão de porta de entrada para infecções e alergias. Quando aplicado em pele já ressecada ou com dermatite, esse quadro pode piorar. Além disso é preciso ficar atento aos resquícios de álcool gel que ficam na pele e que podem causar queimaduras se houver contato próximo ao fogo, pois o produto é extremamente inflamável”, explica a dermatologista.

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