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Como fica a embalagem no pós-pandemia?


Curitiba 17/12/2020 14h21

Artigo escrito pelo consultor da Ibema Papelcartão, Fábio Mestriner*

O ano de 2020 está entrando para a história como “o ano da pandemia”. E nesta mesma época do ano passado, escrevi um artigo cujo título se tornou profético, mas pelo motivo errado. O título era: “Em 2020 o problema não vai ser vender, vai ser entregar”.

Naquele texto, mencionei que faltaria embalagem no Brasil, uma vez que havia a previsão de que nossa economia cresceria cerca de 3,5%, uma vez que há anos não experimentávamos um crescimento dessa magnitude e nossa cadeia produtiva não teria capacidade de responder rapidamente. Mas veio o inesperado e tudo mudou – menos o resultado que eu havia previsto. Faltou embalagem!

Estamos às portas de um novo ano e tudo indica (salvo algum novo imprevisto) que 2021 será o “ano da vacina”, ela que já domina o noticiário. Neste novo ano, nossa economia voltará a crescer e os 12,5 milhões de brasileiros retomarão sua luta para melhorar de vida, apesar de todas as adversidades – e a demanda por embalagens aumentará novamente.

Milhões de embalagens de vacina serão produzidas, o e-commerce continuará crescendo a taxas expressivas, o mesmo acontecerá com o delivery no food service, e a indústria vai ter que se virar para entregar o aumento de demanda, agora já sabendo que precisa correr atrás porque os fatos estão mostrando e os clientes exigindo que isso aconteça.

Resta evidente que, para atender os anseios e as necessidades da sociedade, é preciso cada vez mais embalagens – pois, ao contrário do que muitos desejam ou imaginam, o mundo só anda para a frente, e todos os dias, milhões de refeições precisam ser servidas, banhos precisam ser tomados e os dentes escovados. A população não para de crescer, as pessoas estão vivendo mais tempo vidas mais saudáveis e ativas – a expectativa de vida das mulheres no Brasil, em 2021, deve ultrapassar os 80 anos –, a renda per capita dos países não para de crescer e o comércio internacional, com a ajuda do container (“a embalagem que encolheu o mundo”), está cada vez mais intenso.

Muita coisa mudou em 2020: o home office, o ensino a distância e as compras online se ampliaram gerando novas demandas e a casa das pessoas ganhou uma nova dimensão em suas vidas. Com isso, o chamado “home improvement”, ou melhoria do lar, gerou uma demanda sem precedentes de material de construção, tintas, móveis e tudo que as pessoas perceberam que pode tornar melhor o ambiente doméstico. Quase tudo, inclusive a cozinha, ganhou nova dimensão, pois fazer as refeições em casa se tornou mais comum para os milhões que antes almoçavam no trabalho.

Enfim, muita coisa mudou, mas a pergunta que mais me fazem continua sendo: “mas por que está faltando embalagem?”. A resposta está brevemente descrita acima, mas pode ser resumida no seguinte: embalagem não está limitada apenas ao consumo, ela é uma necessidade humana que não cessa pois está ligada à sobrevivência física e a necessidades de tantas naturezas que fazem dela um item fundamental na sociedade em que vivemos.

Entre os diversos tipos de embalagem, gosto de citar o papel, um material que surgiu no ano 105 da era cristã e que nunca mais parou de crescer em produção e demanda. Neste novo cenário que se apresenta, o papel continuará prestando relevantes serviços, na forma de cartuchos para os medicamentos, bulas de remédios, a embalagem da vacina, e ainda continuará presente nos alimentos entregues pelo food service e pelos produtos no e-commerce, nos home centers em incontáveis produtos que ele reveste de cores, imagens e informações como vem fazendo há séculos.

Portanto, é preciso estar consciente e preparado para o aumento da demanda, e, se me permitirem deixar aqui um conselho, eu diria que os fornecedores de embalagem não podem ser mais designados nem tratados como “fornecedores”: eles precisam ganhar um novo status e serem doravante entendidos como “parceiros estratégicos”. A aliança de fornecimento precisa ganhar uma nova dimensão de relacionamento e passar a integrar o vocabulário das empresas que utilizam embalagens em seus produtos.

*Fábio Mestriner é consultor da Ibema Papelcartão. Designer, professor do curso de pós-graduação em Engenharia de Embalagem do IMT Mauá e autor dos livros Design de Embalagem – Curso Avançado e Gestão Estratégica de Embalagem e Inovação na Embalagem – Método Prático.

Sobre a Ibema: Gerar valor de maneira sustentável por meio da fabricação e distribuição de produtos que conquistem a preferência dos clientes, contribuindo com iniciativas que favoreçam toda a cadeia, com a dedicação e preocupação de garantir o melhor resultado para a empresa e seus clientes. Esta é a missão da Ibema, fabricante de papelcartão, que permeia a sua atuação com base no conceito de foco do cliente. A empresa, fundada em 1955, é hoje um dos players mais competitivos da América Latina. Sua estrutura é composta por sede administrativa localizada em Curitiba, centro de distribuição direta em Araucária com área útil de 12 mil m2 e fábricas instaladas nos municípios de Turvo, no Paraná, e em Embu das Artes, em São Paulo, que juntas possuem capacidade de produção anual de 140 mil toneladas. Em seu portfólio, estão os melhores produtos, reconhecidos pela qualidade e performance na indústria gráfica. A empresa, que atualmente conta com aproximadamente 880 colaboradores, possui unidades certificadas pela ISO 9001, pela ISO 14001 e pelo FSC (Forest Stewardship Council). Para mais informações sobre produtos e serviços, acesse o nosso site, disponível também nos idiomas espanhol e inglês: www.ibema.com.br.

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