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Por que o botox vem sendo utilizado por pessoas mais jovens?


Rio de Janeiro - RJ 10/05/2018 12h52

A aplicação da toxina botulínica, nome científico da substância, tornou se mais acessível ao público. Especialista fala sobre o procedimento

Procedimento que ganhou popularidade no início dos anos 2000, a aplicação de botox funciona, popularmente, para reduzir o número de rugas e marcas na área do rosto. Além de nos tratamentos estéticos, seu uso pode auxiliar na redução de algumas doenças. Com a crescente popularidade do procedimento, tanto no Brasil como em outras partes do mundo, grupos de faixas etárias mais jovens vêm adotando o botox cada vez mais cedo.

Para a Dra. Luciana Godinho, biomédica especializada em estética a popularização das aplicações de botox cresceu por conta da redução no preço para realizar o procedimento. Além disso, a rapidez do resultado em comparação com outros produtos, como cremes para tratamento da pele, conta no momento da decisão. A especialista diz que, apesar da existência de outros tratamentos com as mesmas finalidades do botox, o procedimento estético lidera a procura.

Dentro dessa tendência, o termo prejuvenescimento foi cunhado. Ele faz referência aos jovens que utilizam de procedimentos estéticos de forma precoce para evitar o envelhecimento. Em dados gerais liberados pelo censo 2016 da SBCP - último sobre o assunto, o número de procedimentos não-cirúrgicos, onde o botox encaixa-se, aumentou 390% no Brasil.

O nome popular da técnica faz referência à marca Botox. O nome real do produto é toxina botulínica, substância que impede a contração dos músculos. De acordo com Dra. Luciana, o botox é um dos procedimentos estéticos que não é invasivo. "Justifica-se, sim, usá-lo em pacientes nos finais dos 20 anos, que é antes das rugas permanentes aparecerem".

Controvérsia

Realizada tanto por médicos quanto por dentistas, a aplicação de botox pelos especialistas em saúde bucal é questionada pela SBCP. Em dezembro de 2017, uma liminar da Justiça Federal do Rio Grande do Norte proibiu dentistas, que haviam ganhado permissão com a resolução 176/2016, de realizarem tais procedimentos. O Conselho Federal de Odontologia (CFO) recorreu e a aplicação pelos profissionais continua dentro da legalidade. Por enquanto, só cirurgiões e biomédicos podem fazer essa aplicação.

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