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Voluntários da ONG Canto Cidadão compartilham suas experiências


São Paulo/SP 29/08/2018 14h53

Nesse Dia Nacional do Voluntariado, conheça histórias inspiradoras de quem doa seu tempo para ir além

Divulgação/Canto Cidadão

Com o objetivo de reconhecer as pessoas que doam seu tempo para causas de interesse social, o Brasil comemora em 28 de agosto o Dia Nacional do Voluntariado. Instituído pela lei nº 7.352, em 1985, a data é uma oportunidade para mostrar as histórias de pessoas anônimas que escolhem contribuir com o bem da comunidade, como é o caso dos voluntários da ONG Canto Cidadão.

Criada em 2002 pelos empreendedores sociais Felipe Mello e Roberto Ravagnani, o Canto Cidadão já preparou mais de dois mil voluntários. E entre eles está o casal Angelita Pingnatari e Pedro Acarino Junior, que conheceu a ONG há cerca de 1 ano e hoje participa do projeto fazendo visitas hospitalares.

A decisão pelo voluntariado veio após uma crise no casamento. “Ficamos dois meses separados e, quando retomamos, decidimos que muitas coisas deveriam mudar. E a mais importante delas seria começar a ajudar outras pessoas”, conta Angelita. Por isso, os dois resolveram se dedicar a um trabalho voluntário que mexesse diretamente com a vida das pessoas.

Quem teve o primeiro contato com o Canto Cidadão foi a Angelita. Uma amiga dela compartilhou um post nas redes sociais, falando sobre a abertura das inscrições para voluntariado como Doutores Cidadãos. “Parece que aquele post foi feito para nós. Imediatamente fiz nossa inscrição e só avisei o Pedro quando cheguei em casa”, relembra. Angelita diz ainda que logo se interessou em saber mais sobre a ONG. “Me apaixonei pelo trabalho e dedicação desta organização”, conta.

Também voluntário do Canto Cidadão, o radialista e ator Giovane Sturba Di Renzo conta como conheceu a organização. “Foi através do Roberto Ravagnani, um dos fundadores, que fez uma palestra sobre voluntariado na empresa que eu trabalhava, em 2010”, recorda. Na época, Giovane já havia se interessado pela causa dos Doutores Cidadãos, mas acabou saindo da empresa e não participou do projeto. “Mesmo assim, aquilo ficou registrado e, uns dois anos depois, eu tive um sentimento de ‘nossa, o que me falta para começar a fazer isso, agora que eu posso? ’”.

Há seis anos atuando no Canto Cidadão, Giovane viveu histórias bastante intensas e resolveu escrever sobre alguns atendimentos que realizou enquanto voluntário do Canto e, segundo ele, são relatos de momentos marcantes para uma vida inteira.

Um exemplo é o caso de uma menina de 3 anos que sobreviveu ao incêndio e desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu, no centro da capital paulista. “Eu tinha um voo marcado para o Rio de Janeiro e estava difícil ir ao hospital naquele dia, mas fui mesmo sim. Fiz o atendimento e conheci essa menina que mal reagia, mal interagia comigo. Comecei a cantar pra ela”, relembra. No mesmo dia, já no aeroporto, Giovane viu que seu voo tinha sido cancelado. “Era para eu ter ido ao hospital naquele dia”, diz.

Veja o relato completo da história no Facebook: encurtador.com.br/vKL12

Quando a ciência apoia a intuição - Em 2001, quando Felipe e Roberto ainda atuavam em dupla, sem terem constituído o Canto Cidadão, o hospital infantil IRCCS Burlo Garofolo, na cidade italiana de Trieste, percebeu, ao observar um grupo de 40 crianças, que aquelas que tinham contato com palhaços no ambiente hospitalar apresentavam menos ansiedade.

A crença nessa potência, que ambos já conheciam pela prática, os motivou a formalizar a ONG e, assim, ampliar continuamente as atividades socioculturais. Em 2002, começou o trabalho voluntário dos Doutores Cidadãos, palhaços hospitalares especializados nos públicos adulto e idoso, programa que já beneficiou mais de três milhões de pessoas, em dezenas de hospitais.

“O voluntariado bem feito pode beneficiar tanto quem recebe quanto quem faz, aumentando as chances de ampliação de lucidez individual para a construção de um país mais justo e acolhedor”, explica Felipe Mello.

O impacto social e pessoal de ser voluntário - Os três voluntários do Canto Cidadão contam que o trabalho social feito não tem apenas impacto na vida de quem recebe, mas principalmente na vida de quem faz. “No voluntariado é como se eu colocasse meus talentos, dons e o que tudo o que posso oferecer à disposição do outro. Então, é um ciclo que eu acredito ser muito importante na minha própria vida hoje”, explica Giovane.

Já Angelita e Pedro comprovaram na prática que o voluntariado diminui os níveis de estresse, melhora o bom humor e muda os propósitos da vida. “O voluntário, ao se doar, ganha muito mais do que dá”, diz Angelita.

Ela ainda aconselha: “Para quem ainda não é voluntário, vale a pena procurar algo. Existem vários projetos e você pode usar como referência o Centro de Voluntariado de São Paulo”.

Sobre Canto Cidadão – ONG que desde 2002 utiliza a arte, a comunicação e o protagonismo para sensibilizar e agir por meio de programas sociais nas áreas da saúde, educação e cultura. Suas atividades já beneficiaram diretamente mais de três milhões de pessoas. Site: www.cantocidadao.org.br

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