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CNN diz que óleo de coco não é veneno como afirma o The Guardiam


Maceió 25/08/2018 17h15

Médicos divergem sobre palestra da médica de Freiburg e Havard sobre o uso do óleo de coco

Coco seco e óleo de coco após extração - MC Comunicação

A palestra da Dra. Karin Michels, - Prevenção para uma vida saudável, do Instituto de Prevenção e Epidemiologia de Tumores do Hospital Universitário de Freiburg, Alemanha, e professora de Saúde Pública, em Harvard -, no último dia 22 de julho, sobre as restrições ao uso de alimentos, incluindo o óleo de coco e a banha de coco, sobretudo, foi publica inicialmente no The Guardiam - https://www.theguardian.com/food/2018/aug/22/coconut-oil-is-pure-poison-says-harvard-professor?CMP=fb_gu -, e reproduzida na versão para o português, na íntegra, trazendo novamente à luz a discussão sobre o uso das gorduras saturadas, mas sem esclarecimentos mais aprofundados, deixando muitas dúvidas aos brasileiros que acreditam nas pesquisas nacionais, o que está gerando confusão na compreensão da abordagem do tema.

Entretanto, a palestra - que pode ser ouvida no link: https://www.youtube.com/watch?v=Mnc_aoN7lMM&feature=youtu.be - sinaliza para a restrição de diferentes alimentos, até mesmo os naturais, se não forem ingeridos de forma correta e orientada. Em sua palestra, Karin Michels ressalta os maléficos dos alimentos in natura, que sofrem a ação dos agrotóxicos, e também citou os processos a que são submetidos, destacando os alimentos processados, com agregação de sal, açúcar, óleos, gorduras ou outras substâncias ao alimento original.

Manteiga é a pior gordura

Dentre os óleos com índices significativos de saturação, ela cita os mais nobres, como o azeite de oliva. E, na categoria das gorduras que não são benéficos para a saúde a manteiga se destaca. Por outro lado, ela ressalta que é relevante o uso de alimentos encontrados ‘in natura’, nos mercados e feiras, o que incluiria o coco. Um de seus derivados naturais, o óleo de coco, é um alimento utilizado em diferentes países, sobretudo na Ásia, desde os primórdios da humanidade, mas cedeu lugar aos óleos industrializados, com os adventos da modernização e de seus processos de comercialização.

Óleo de coco é rico em ácidos graxos

De forma contraditória, a médica frisa a importância do uso de ácidos graxos, mas não informa em sua palestra como o coco é rico nestas propriedades, por possuir ácido capróico, ácido caprílico, ácido cáprico, ácido láurico – este presente em grande quantidade no coco -, ácido mirístico, ácido esteárico, ácido oleico, dentre outros. Ficamos na dúvida, se de fato a intenção seria a de informar o público, uma vez que os argumentos não foram esclarecedores, em sua maioria.

Gordura saturada é apontada como a melhor para preparo de alimentos

Apuramos que o fato de o óleo de coco possuir um teor de gordura saturada muito alto não o coloca na lista dos condenados, ao contrário, em números, cerca de 87 % da sua gordura é saturada. Essa gordura, segundo pesquisas, faz com que esta característica o aponte como uma das melhores opções de gordura para cozinhar em alta temperatura, porque as gorduras saturadas conservam a sua estrutura quando aquecidas a altas temperaturas, ao contrário dos ácidos poli-insaturados encontrados nos óleos vegetais. Entendemos, ainda, que os óleos vegetais como milho e soja são convertidos em compostos tóxicos quando aquecidos e podem ser sim ruins para a boa saúde. Colhemos depoimentos de especialistas e vamos continuar com essa apuração, uma vez que receamos ver fatos transformados em fakes, justamente quando ser trata de um produto natural, genuinamente benéfico, praticamente pronto para consumo, se não fosse o fato de o óleo de coco ter que ser extraído a frio, colocando-o mais uma vez em vantagem frente a outros produtos, inclusive no que concerne o seu ponto de fusão.

Quanto ao fato de ser alegado não haver pesquisa suficiente de boa qualidade para fornecer uma resposta definitiva sobre o uso do óleo de coco, e se tratar ou não de um alimento benéfico e legítimo, informamos que temos a pesquisa realizada no Brasil, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, inclusive com a publicação de artigo científico. Será que não podemos ao menos enaltecer nossas pesquisas? Valorizar nossos pesquisadores e nossas instituições de ensino? Ou vamos deixar que as informações internacionais, simplesmente permeiem a nossa comunicação local e não sejam de eficácia para informar ao leitor as faces diversas dos fatos? O que será de fato eficaz para ajudar a reduzir os níveis do colesterol LDL e melhorar o bom colesterol HDL?

Repercussão na CNN questiona o fato de o óleo de coco ser mesmo um veneno, apontado para necessidade de novas pesquisas

A conceituada edição internacional, CNN, do último dia 22 de agosto, comentou a matéria do The Guardiam, de forma veemente, contestando que o óleo de coco seja de fato um veneno, e reafirmou que essa informação “colide com o consumidor que acredita que o óleo de coco é bom”. Como pode ser lido no link: https://edition.cnn.com/2018/08/22/health/coconut-oil-pure-poison/index.html?no-st=1535032999. A matéria da CNN informa ainda que uma pesquisa de 2016, no New York Times, sugeriu que 72% dos americanos acham que o óleo de coco é saudável, contra apenas 37% dos nutricionistas pesquisados.

O óleo de coco melhor que óleos hidrogenados e manteiga

Outra apuração contundente da CNN, com o Dr. Walter C. Willett, professor de epidemiologia e nutrição no Harvard TH Chan Escola de Saúde Pública, revela que "Há muitas alegações sendo feitas sobre o óleo de coco ser maravilhoso para muitas coisas diferentes, mas que não há nenhuma evidência de benefícios de saúde no longo prazo, e que o óleo de coco está em algum lugar no meio do espectro em termos de tipos de gorduras, e que provavelmente é melhor do que óleos parcialmente hidrogenados, ricos em gorduras trans”, informa a CNN. Na matéria, é citada ainda a posição da American Heart Association, que recomenda cerca 5% ou 6% das calorias da gordura saturada para ingesta na alimentação, cerca de 13 gramas ao dia. O óleo de coco "provavelmente não é tão ruim quanto a manteiga, mas não tão bom quanto o azeite de oliva extra virgem", disse à CNN Kevin Klatt, pesquisador de nutrição molecular da Universidade Cornell, que está estudando os efeitos metabólicos do óleo de coco .

Em outro trecho da entrevista, Dr. Walter C. Willett diz que “o fato é que ainda não é sabido ao certo o que exatamente um HDL elevado significa em termos de risco para a saúde. Em parte porque existem muitas formas de HDL que têm diferentes consequências para a saúde ...".


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