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Censo EAD mostra que a modalidade de ensino continua crescendo e soma mais de 9 milhões de alunos no Brasil


São Paulo - SP 06/11/2019 12h02

Um estudo recente realizado pela ABED registrou aumento de 17% em números de alunos matriculados de 2017 para 2018.

Muitos alunos optam pelo ensino a distância pelas inúmeras vantagens que a modalidade oferece, entre elas, flexibilidade de local e horário para estudar. - Crédito: Divulgação

Desde quando começou a despontar e conquistar seu espaço no Brasil, há pouco mais de uma década, a Educação a Distância tem ganhado cada vez mais adeptos e já é responsável por cerca de 20% das matrículas em graduação no País. Visando a melhoria da qualidade dessa modalidade de ensino, a Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) tem se dedicado a acompanhar esse cenário em todo o território nacional e realiza anualmente um mapeamento do setor, em seus diversos aspectos. Trata-se do Censo EAD.BR, cuja edição mais recente, de 2018, foi lançada no último dia 20/10, durante a abertura do 25º Congresso Internacional de Educação a Distância (CIAED), que aconteceu em Poços de Caldas (MG).

O levantamento, que este ano completa 11 edições, é um estudo completo e não contempla apenas os cursos regulamentados, agrega também as práticas de EAD em cursos livres não corporativos e corporativos, que, juntos, já chegaram a ter 300% de matrículas a mais que os cursos regulamentados. Além disso, o estudo ainda aponta um aumento considerável em relação à concentração no Sudeste – saindo de 37%, em 2016, para 43%, em 2018 – e conta com sede em praticamente todas as unidades da federação, com exceção do Amapá.

Outro dado que merece atenção é o número de alunos de todas as modalidades de Educação a Distância, que passou de 7.773.828, em 2017, para 9.374.647, em 2018, ou seja, teve um crescimento de 17%. No entanto, vale observar que esse crescimento não foi tão vertiginoso quanto o apresentado de 2016 para 2017. O Censo EAD.BR 2018 também mostra que os alunos que mais frequentemente optam por cursos totalmente a distância estão nas faixas entre 26 e 30 anos (39,3%) e 31 e 40 anos (37%), que, juntas, compõem 76,3% dos discentes dessa modalidade de ensino.

Em 2018, o maior índice de matrículas registrado foi o de cursos superiores de licenciatura, que soma 324.302, seguido de cursos superiores que agregam bacharelado e licenciatura (306.961). Já os cursos que ainda não decolaram são os superiores de doutorado, que totalizam 144, e de ensino médio, tanto na modalidade regular (204) quanto na educação de jovens e adultos (EJA) (322). Entretanto, é importante destacar que com a nova regulamentação dessas áreas, a tendência é que os cursos nesses níveis de ensino cresçam.

Segundo a coordenadora do Censo EAD.BR, Betina Von Staa, este novo levantamento mostra o quanto a modalidade de ensino vem se consolidando no mercado educacional, bem como de apontar as tendências para os anos subsequentes. “Além da coleta e análise de dados, o estudo reúne temas pertinentes ao universo da Educação a Distância para serem examinados com mais profundidade, sendo que para esta edição, os assuntos explorados são: qualidade na modalidade a distância, perfil das instituições fornecedoras, recursos educacionais oferecidos aos alunos, gestão e negócios em EAD e práticas relacionadas à acessibilidade”, complementa.

A questão da acessibilidade

O Censo EAD.Br 2018 mostra que apesar de estar garantida pela Constituição Federal, ao assegurar que todas as pessoas portadoras de deficiência tenham acesso à educação, à saúde, ao lazer e ao trabalho, entre outros direitos, as instituições formadoras de EAD no Brasil apresentam números baixos de investimentos nesse quesito. Por exemplo, 18,5% não executam ações que promovem a inclusão e na melhor situação, o número ainda pode ser considerado baixo: apenas 20,7% oferecem atendimento de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Já em relação aos recursos tecnológicos oferecidos, nota-se uma pequena melhora, embora distante do ideal: 55,56% das provas são adaptadas; 52,59% dispõe de computadores com recursos de acessibilidade; 28,17% proporcionam lupas e lentes de aumento; 23,70% oferecem roteiros de aprendizagem diferenciados; 19,26 concedem material em braile.

Para o presidente da ABED, Fredric Litto, é uma satisfação muito grande para a Associação Brasileira de Educação a Distância contribuir para o universo da EAD há tantos anos, por meio deste levantamento anual que apresenta as práticas de aprendizagem a distância nos âmbitos acadêmico e corporativo. “O nosso objetivo é justamente oferecer a todos os interessados no tema, entre eles, profissionais atuantes na modalidade, gestores e pesquisadores da área de Educação, um estudo completo sobre o assunto. A Educação a Distância é uma realidade cada vez mais presente na atual sociedade e tende a crescer progressivamente”, ressalta.

Para quem quiser acessar o Censo EAD.BR 2018 completo, basta clicar no seguinte link: http://abed.org.br/arquivos/CENSO_DIGITAL_EAD_2018_PORTUGUES.pdf.

Sobre a ABED

A ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância) é uma sociedade científica sem fins lucrativos, religioso ou político partidário, não tem caráter sindical ou classista ou governamental. A entidade tem sua diretoria eleita direta e periodicamente, em eleições livres e democráticas, e possui a missão voltada para o desenvolvimento da educação aberta, flexível e a distância no Brasil. Criada em 1995, por um grupo de educadores especialistas em educação mediada por tecnologias, com o objetivo de mostrar que educação a distância é viável sob diversos pontos de vistas – acadêmico, pedagógico, econômico e legal. Atualmente, a associação conta com mais de 17 mil membros, entre professores, pesquisadores, profissionais das áreas de educação e corporativa e instituições de ensino.

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