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Fluência em um terceiro idioma é diferencial importante no currículo


São Paulo, SP 31/01/2019 11h48

Com uma concorrência cada vez mais acirrada no mercado de trabalho, ter algum diferencial no currículo passa a ser decisivo para uma carreira bem-sucedida.

Divulgação: Udemy Brasil

Com melhores perspectivas econômicas no horizonte, o Brasil volta a figurar tanto como possível lar para multinacionais quanto como um país com uma forte presença no comércio exterior. Essa internacionalização das empresas e cargos obriga, como consequência, o mercado de trabalho a se adaptar a essas mudanças, impondo novas regras que são essenciais para alcançar melhores resultados – como a necessidade de profissionais fluentes em outros idiomas.

Hoje em dia, saber inglês é tão essencial que a simples ausência de conhecimentos sobre a língua muitas vezes é critério de eliminação em processos seletivos. O inglês, aliás, deixou de ser diferencial. Portanto, caso você queira se destacar, conhecer um terceiro idioma para além do português nativo e do inglês passa a ser uma enorme vantagem competitiva.

A necessidade de saber em qual idioma focar depende das necessidades da área na qual você pretende atuar: o profissional deve planejar com atenção qual língua estrangeira será mais importante para a carreira ou o cargo em específico. Para quem deseja fazer negócios com empresas vizinhas latino-americanas, o espanhol é fundamental. Já os setores gastronômico e de cosméticos estão diretamente ligados ao domínio do francês. Por sua vez, nas áreas de robótica e dos automóveis o alemão configura-se como idioma prioritário no Ocidente. O mandarim, o japonês, o árabe e o russo também figuram como terceiro idiomas com bastante procura no mercado globalizado atual. Sendo assim, a escolha do idioma a ser aperfeiçoado está diretamente relacionada com o objetivo de diferenciação.

‘¿HABLAS ESPAÑOL?’

Sendo o segundo idioma nativo mais falado no mundo (atrás apenas do mandarim), nativo de cerca de 20 países, o espanhol é uma das línguas oficiais da Organização das Nações Unidas (ONU), da União Europeia, do Mercosul e da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL). É, ainda, a segunda língua mais falada nos Estados Unidos.

“A maioria dos brasileiros pensa não ter a necessidade de estudar espanhol até que precisa se comunicar de fato com alguém no idioma. Até costuma-se entender (quase) tudo, mas dar continuidade à conversa normalmente é bastante difícil”, conta Juliana Maester, relações públicas e professora de espanhol, atuando também como instrutora na Udemy, a maior plataforma global de educação online.

Juliana afirma que é comum ouvir relatos de alunos que desistem de tentar o famoso “portunhol” em viagens para países hispanófonos por simplesmente não serem compreendidos pela população local. “Para aqueles que tem contato com pessoas de fala hispana em ambiente de trabalho, a importância é ainda maior! Boa parte das grandes empresas brasileiras estão expandindo seus negócios para os demais países da América Latina e as negociações e dia a dia de trabalho desenrolados no espanhol fluem de maneira muito mais natural”, acrescenta a instrutora.

Indagada se é mais fácil para um brasileiro aprender espanhol do que qualquer outro idioma, por causa das semelhanças, Juliana é categórica: “Em termos de tempo de estudo, normalmente o avanço no espanhol é bem mais rápido em relação a outras línguas não-latinas. Mas a mesma semelhança pode também se tornar uma vilã se o aluno não se atentar, por isso há uma maior necessidade de aplicar-se aos estudos, especialmente em relação à gramática e conjugação de verbos - sem falar nos inúmeros casos de ‘falsos amigos’, aquelas palavras idênticas ou muito parecidas ao português, mas que têm significados bastante diferentes”, completa, frisando que é preciso equilibrar bem a facilidade de assimilação com o estudo e que o estudo autônomo através de plataformas online tem cativado cada vez mais alunos que buscam novos aprendizados ao mesmo tempo que desenvolvem suas atividades rotineiras.

‘PARLEZ-VOUS FRANÇAIS?’

O francês, que até o começo do Século 20 serviu como a linguagem preeminente da diplomacia e de assuntos internacionais, bem como a língua franca entre grande parte da Europa, é a língua oficial em 30 países e é, também, a língua oficial em todas as agências da ONU, sendo a segunda língua mais ensinada no mundo depois do inglês.

Para Rodrigo Andrade, professor de francês há mais de 7 anos e instrutor na Udemy, a procura pelo francês está numa nova crescente que não deve acabar tão cedo. “Pela minha experiência, o francês já vem sendo tão procurado no Brasil quanto o Espanhol, se não mais”, analisa. “A importância está em realmente aprender o francês da forma correta, otimizada. Não só o básico, pois hoje em dia apenas o básico não serve mais – atualmente, empregadores e universidades, por exemplo, já pedem no mínimo o nível B1 ou B2, que segundo o quadro europeu de línguas corresponde ao nível Avançado. Resumindo, tem que se dedicar”, afirma.

Rodrigo explica que o aprendizado do francês por um brasileiro não é difícil, pois ambas são derivadas do latim, ou seja, muitas coisas podem ser associadas à nossa língua-mãe, desde gramática até vocabulário. “A única dificuldade de início é a pronúncia, mas nada que ouvir muito o idioma não resolva. Meu curso na Udemy, por exemplo, é voltado mais para quem quer aprender a pronúncia da língua francesa da maneira correta. No mercado há muitos cursos de francês, porém poucos trabalham em um ponto fraco que muitos estudantes têm, que é a pronúncia. Então, estruturei um curso onde trabalho os cinco pilares mais importantes para isso que vai mudar isso, além de dar dicas e desvendar certos, como o temido som do R”, comenta.

Para Sergio Agudo, Country Manager da Udemy para o Brasil, não há mais como culpar a falta de tempo ou o alto investimento como empecilhos para aprender novos idiomas. “A capacitação em um terceiro idioma é necessária, é hoje uma exigência de mercado, e está a cada dia mais acessível para todos, com a internet e as inovações tecnológicas facilitando o formato de aprendizado. Cursos on-line conseguem contemplar muito mais recursos do que uma sala de aula tradicional, por exemplo. A possibilidade de encaixar essa aprendizagem em pequenos horários livres ao longo do dia, sem depender da disponibilidade de um professor ou do tempo de deslocamento, também é uma grande mais-valia. E é algo fundamental para quem quer crescer em suas devidas carreiras”, finaliza.


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