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O por que você acredita que foi demitido?


Rio de Janeiro 07/11/2018 00h04

Claudio Riccioppo - Executivo de de RH com maior destaque no eixo Rio São Paulo em 2018 da dicas importantes

Profissionais demitidos e que estão fazendo contatos ou participando de processos seletivos sabem quão difícil é enfrentar o infalível rito do questionamento sobre as razões que ocasionaram a demissão. A pergunta surge logo nos primeiros momentos do encontro, e a inadequação da resposta pode comprometer todo o desenrolar da entrevista. Estar preparado para explicar com clareza os reais motivos do desligamento é um exercício essencial para os candidatos.

A demissão está relacionada a questões como exclusão, rejeição, marginalização. Embora sejam sentimentos que nos acompanham desde sempre, poucos são os que sabem lidar com eles. Além disso, o rebaixamento da auto-estima que vem na seqüência acaba por abalar a imagem de si mesmo, embaçando a compreensão da realidade.

O desligamento dói, machuca, constrange. Nem sempre a justificativa da demissão tem coerência com as avaliações de desempenho do demitido – o que gera revolta e incerteza. Via de regra, o demissor não está preparado para comunicar os verdadeiros motivos da dispensa, e os aspectos omitidos muitas vezes são passíveis de interpretações subjetivas.

Equivocadamente percebida por muitos como sinal de inadequação ou incompetência, a demissão exige dos indivíduos firmeza e confiança para encarar a situação sem se deixar abater. Ao medo de “assumir a incompetência” e perder oportunidades, o demitido deve contrapor a busca do autoconhecimento. Só a tomada de consciência quanto aos pontos fortes e vulneráveis será capaz de fazer frente aos novos desafios.

Como lidar com a demissão? A primeira atitude é respeitar-se, concedendo a si mesmo o tempo necessário para que os sentimentos se acomodem. Paralelamente, deve-se buscar ajuda especializada ou contar com o apoio de alguém maduro para, deforma isenta, do ponto de vista afetivo, fornecer feedbacks autênticos e construtivos.

É inequívoco que a responsabilidade por gerir a carreira cabe ao profissional, não podendo ser delegada ao empregador. Da teoria à prática, no entanto, ainda há muito a ser feito. Mais do que nunca, o executivo tem de assumir as rédeas do destino, buscando uma auto-avaliação que favoreça seu reposicionamento. Só assim ele terá condição de fazer escolhas conscientes e consistentes, firmando se como dono e condutor de sua carreira.

Em tempo: ser demitido faz parte da trajetória profissional. Recolocar-se, também. Respostas assertivas sobre os motivos do desligamento denotam maturidade e podem favorecer o desempenho durante entrevistas de emprego, abrindo novas perspectivas de trabalho, renda e realização.

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