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Terapia ocupacional é importante aliado no processo de envelhecimento


São Paulo - SP 07/06/2018 02h10

Perdas físicas, cognitivas e sociais são nossas principais preocupações quando nos deparamos com o processo de envelhecimento pelo quais vão passar todos aqueles que chegarem à terceira idade. Idosos sofrem naturalmente com perda de força muscular, aumento da fragilidade óssea, diminuição de atenção, falhas de memória, falta de amigos e até perda da própria identidade.

Uma das formas de acompanhar o processo de envelhecimento de forma que ele ocorra com mais qualidade de vida para o idoso é a terapia ocupacional. Ela será responsável por aumentar a autonomia e a independência do idoso, além de ser usada como forma de reabilitação e socialização na terceira idade.

A terapia ocupacional avalia as necessidades de cada paciente e propõe intervenções conforme a faixa etária e sua realidade pessoal, familiar e social, com o objetivo de tornar mais fácil e autônomo o desenvolvimento funcional do idoso no ambiente doméstico e de lazer. Com a terapia ocupacional é possível trabalhar compensações das perdas físicas, cognitivas e sociais durante o processo de envelhecimento.

Se o idoso vive em uma casa de repouso, é essencial verificar se a residência conta com terapeutas ocupacionais, de forma a permitir que o morador tenha a sua disposição uma série de atividades que vão compensar as perdas típicas do processo de envelhecimento.

Perdas físicas

Perdas físicas são os sintomas mais claros do envelhecimento. O organismo começa a trabalhar de forma mais lenta e é fácil perceber fatores como fragilidade óssea, perda da elasticidade, redução da força muscular e problemas nas articulações. A terapia ocupacional entra prevenindo a aceleração desses processos degenerativos.

Segundo o Conselho de Terapia Ocupacional (Crefito), promover a manutenção das funções corporais é uma das medidas preventivas das perdas físicas. Por isso, como parte do tratamento terapêutico são feitos exercícios físicos, caminhadas e dança que melhoram o tônus muscular, a circulação sanguínea, estimulam a coordenação motora e ainda tiram o idoso do sedentarismo, prevenindo obesidade.

Perdas cognitivas

Menos atenção, perda de memória e dificuldade para raciocinar são alguns dos sintomas das limitações cognitivas recorrentes no processo de envelhecimento. A terapia ocupacional também atua nessas perdas, estimulando o cérebro e aumentando a autonomia do idoso. A maioria das atividades com esse propósito são feitas por meio de oficinas em grupo de memória, dança, artesanato, autocuidado e jogos.

A função da terapia ocupacional é elaborar uma série de atividades que estimule a cognição, considerando os interesses que o grupo de participantes tem e a função de reabilitação de cada atividade. Por exemplo, um jogo infantilizado pode não gerar interesse a um grupo de idosos e não resultar eficiente. Para essa faixa etária, ideal são atividades artesanais, como pintura, cerâmica, tecelagem, tricô, mosaico, ou atividades culturais, como leitura, revisão e crítica de livros, discussão de assuntos do cotidiano, apresentações musicais e encenação em peças teatrais.

Perdas sociais

São muitos os relatos de idosos que perderam seus cônjuges, amigos e parentes e acabam se sentindo sozinhos, pois interagem pouco com pessoas da mesma idade. Ajudar a superar essa dificuldade é outra função da terapia ocupacional, que vai tratar de despertar no idoso o interesse em participar de atividades em conjunto, com outras pessoas, inserindo-o em um novo ambiente social. A intenção é promover boa saúde mental e melhor a qualidade de vida.

Entre as atividades que podem ser desenvolvidas estão passeios coletivos, visitas a museus, comemorações de festas, danças de salão, concursos de beleza e todas outras que estimulem a vida e a interação com outros idosos e idosas. É importante também permitir que o idoso faça atividades ocupacionais que o torne útil, como limpeza, jardinagem e cuidado de animais.

Reabilitação

A terapia ocupacional também é usada para fins de reabilitação de idosos com algum tipo de limitação causada pelo envelhecimento. Normalmente, o trabalho é feito em parceria com fisioterapeutas, para evitar dor e movimentos bruscos. Parte do trabalho do terapeuta ocupacional é tornar o dia a dia da pessoa idosa mais autônomo, assim ele auxilia na mobilidade dentro de casa, mesmo quando é necessário o uso de equipamentos, como bengala, andador e cadeira de rodas.

A terapia ocupacional também reabilita o idoso para o desenvolvimento das atividades da vida diária com autonomia, como vestir, comer, locomover, comunicar e cuidar da higiene pessoal. As atividades práticas também são importantes de serem estimuladas, como fazer compras, telefonar, cozinhar e cuidar do próprio dinheiro e da casa.

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