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Moradores de Belo Horizonte têm mais medo de ser contaminado pelo coronavírus do que das consequências econômicas da crise


Belo Horizonte 06/04/2020 15h50

Pesquisa CDL/BH-Instituto Quaest mostra também uma ampla aprovação às medidas tomadas para conter o avanço da doença

Belo Horizonte, 6 de abril de 2020 - A população de Belo Horizonte tem mais medo de ser vítima da epidemia de coronavírus e não conseguir tratamento adequado do que das consequências econômicas que a crise de saúde irá provocar. É o que mostra pesquisa da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH)/Instituto Quaest, que ouviu 600 pessoas entre os dias 28 e 31 de março e tem margem de erro de 4,2 pontos percentuais.

Segundo o levantamento, 65% dos entrevistados estão mais preocupados com a doença e 35% com a economia. As mulheres e os mais velhos são os que mais temem a doença. Já entre as classes sociais não há diferença significativa de percepção. A grande maioria dos belorizontinos aprova as medidas adotadas para conter o avanço da epidemia: fechamento de escolas e universidades (91% de aprovação), obrigação de ficar em casa (84%), fechar totalmente o comércio (77%) e fechar as fronteiras estaduais (75%).

Quanto às medidas que devem ser tomadas daqui em diante, 41% dos entrevistados defendem manter o isolamento e o comércio fechado até o surto passar. Outros 35% defendem manter o isolamento por entre 10 e 15 dias e daí reabrir o comércio. Somente 17% defendem isolar apenas o grupo de risco.

“O resultado da pesquisa mostra a gravidade da crise e como a população está consciente da necessidade de colaborar para que tudo seja superado da melhor maneira possível”, avalia Marcelo de Souza e Silva, presidente da CDL/BH. “Há as duas faces da crise que precisam ser enfrentadas com seriedade e responsabilidade: a saúde e a economia”.

A pesquisa também avaliou o desempenho dos governantes diante da crise. A avaliação do desempenho da Kalil durante a crise é favorável, com 69% de aprovação. O governador Romeu Zema (Partido Novo), tem um desempenho regular para positivo, tendo 27% de aprovação. Bolsonaro é quem tem o pior desempenho, com apenas 22% de aprovação.

Riscos na economia

Os moradores de Belo Horizonte também estão pessimistas com as consequências na economia da epidemia de coronavírus, segundo a pesquisa. Pelo levantamento, caiu de 57% para 13% em menos de um mês aqueles que acham que a capacidade financeira para consumo irá melhorar nos próximos seis meses.

A capacidade de se manter financeiramente durante a crise é um problema sério para os moradores de nossa capital. 19% deles afirmam conseguir se manter por menos de um mês se ficar sem renda. Outros 15% se sustentam por um mês, 10% por dois meses e 14% por três meses. Os que têm fôlego maior são poucos: 15% aguentam de 4 a 6 meses, 11% até 1 ano e 10% mais de um ano. O problema é maior entre os jovens e de menor renda.

O temor é justificado também pelo risco do desemprego crescer com a epidemia. Segundo a pesquisa, 31% teme perder o próprio emprego ou o de alguém da família, enquanto 32% não veem esse risco e 37% não souberam responder. Outro ponto preocupaste é que 49% dos entrevistados disseram já ter sofrido prejuízo econômico com a crise.

Por conta desse cenário, 44% dos belorizontinos admitem já estar gastando menos do que o de costume, enquanto 21% gastam da mesma forma e 35% tiveram que consumir mais. Dos entrevistados, 22% já cancelaram algum contrato ou pagamento de serviço e 42% pretendem cancelar se o surto perdurar.

“O resultado da pesquisa é alarmante e reforça a necessidade de o governo federal dar um socorro mais efetivo e célere à população que já sofre com os efeitos da crise”, avalia Marcelo de Souza e Silva, presidente da CDL/BH. “Os bancos e agentes financeiros também precisam rever seus métodos e reduzir a zero a taxa de juros no período de crise.”

A pesquisa também aferiu os hábitos de compras online, que ganhou importância durante a crise como alternativa às lojas fechadas. 27% dos pesquisados afirmam ter comprado mais do que de costume para entregas em casa. Outros 28% compraram a mesma quantidade de sempre e 14% compraram menos do que de costume. Há ainda 31% que jamais compraram dessa maneira.

A pesquisa ouviu 600 pessoas entre os dias 28 e 31 de março e tem margem de erro de 4,2 pontos percentuais.

Consulte a pesquisa completa em: https://bit.ly/3aZMJRa

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