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Quilombolas brasileiros vão aos Estados Unidos para tratar de questões raciais e de direitos humanos


Brasília-DF 16/10/2018 18h17

Viagem promove importante debate, dando voz a uma minoria brasileira junto a organizações internacionais

Em frete ao Capitólio, em Washington

Lideranças quilombolas brasileiras estão nos Estados Unidos até o dia 20 de outubro para um intercâmbio sociocultural, promovido pelo governo norte-americano a profissionais brasileiros que atuem nas área de educação, democracia, diversidade, jornalismo, empreendedorismo, defensores dos direitos humanos, entre outros. A viagem foi mediada pela Equipe de Conservação da Amazônia (ECAM) e pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), que atualmente realizam trabalhos importantes de empoderamento dos povos tradicionais da floresta.

Embarcam para esse tour representantes da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Sandra Braga (quilombo Mesquita - GO), Célia Pinto (quilombo Cururucu - MA) e José Carlos Galiza (quilombo Guajará Mirim - PA). Na agenda, uma visita à Washington, onde se encontrarão com representantes que defendem pautas de ativismo racial. Em tempos de tantos embates envolvendo as questões raciais na política brasileira, vão discutir assuntos como regularização fundiária, conflitos e ameaças (homicídios contra quilombolas) e proteção do meio ambiente.

Ainda em Washington, visitarão a Howard University, uma das universidades que mais formam profissionais negros nos Estados Unidos, nas mais diversas áreas de formação e tem como compromisso tácito oferecer oportunidades às minorias. Lá, devem ocorrer discussões de perspectivas acadêmicas da discriminação racial nas Américas. A comitiva ainda passará pelo Congresso Nacional dos Índios Americanos e pelo Museu Nacional de História e Cultura Afro-americana, onde se encontrarão com estudiosos e lideranças de movimentos étnicos.

“As lutas dos afroamericanos nos Estados Unidos é algo muito arraigado e forte no país, o que no Brasil acontece um pouco mais velado. A ida de representantes brasileiros dá voz não só a pessoas que sofrem por serem negras, mas carregam cicatrizes históricas de seus antepassados e o tempo todo precisam defender sua terra e suas raízes”, destaca Vasco Van Roosmalen, da Ecam.

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