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AKF e Clamber unem-se à EuQueroInvestir, que passa a assessorar R$ 1.6 bilhão com clientes


São Paulo (SP) 18/09/2017 11h13

Juntas, empresas de SC querem atingir R$ 10 bi em assessoramento em até 3 anos

Três empresas de Santa Catarina, com ligações históricas com a XP Investimentos, decidiram juntar forças e passam a assessorar R$ 1,6 bilhão. A AKF, de Joinville (de Kleber Falchetti), a Clamber, de Florianópolis (de Fabricio Tomasoni), se fundem à EuQueroInvestir (Balneário de Camboriú), de Juliano Custodio, e traçam planos ambiciosos. A meta é atingir R$ 10 bi em assessoramento financeiro em até 3 anos.

As empresas vão usar o nome EuQueroInvestir após a consolidação da fusão, que seguirá sob a gestão de Juliano Custodio, que planeja o lançamento de um home-broker próprio até o final do ano.

“O site da EuQueroInvestir gera mais leads do que conseguimos atender, e as equipes muitíssimo bem treinadas e experientes destas duas empresas vieram a calhar”, afirma Juliano Custódio. “Ainda que não estejam unidas juridicamente, o trabalho já é feito sob uma só gestão. Nosso método se mostrou muito eficiente e rapidamente absorvido pelas duas novas operações”, acrescenta.

A experiência adquirida pelo método Falconi – líder do mercado em consultoria de gestão -, adaptado ao modelo de negócios da Índice, é seguido à risca e tem sido o principal pilar da fusão.

“Passamos os últimos 3 anos quadruplicando a EuQueroInvestir. Sabemos que agora os desafios são maiores, mas mesmo assim nossa meta é ousada. Queremos chegar a R$ 10 bilhões em 3 anos. Como diz o Fabrício, quem sabe até lá o mercado muda e aparece um chinês querendo nos comprar também", brinca Juliano Custódio.

Um pouco de história...

O ano de 1999 foi emblemático sob vários aspectos: O Real enfrentava sua primeira grande crise, após valores não recebidos por parte do governo de Minas Gerais, Fernando Henrique Cardoso iniciava seu segundo mandato presidencial, Ronaldinho Gaúcho iniciava sua carreira na seleção brasileira e o mundo temia o provável caos gerado pelo bug do milênio (o que sabemos, não se confirmou). Segundo o Horóscopo Chinês, foi o ano do Coelho, mas para três jovens empreendedores do Sul do país, 1999 foi o ano do pulo do gato!

Na garagem de uma república da UFSC em Florianópolis, estudantes do curso de economia iniciavam seus trades com um fundo de R$1.000,00. Foi aberta uma conta em um escritório de Agentes Autônomos de Investimentos e a empatia com os sócios foi imediata. Em pouco tempo, alguns dos estudantes já atuavam como AAI. O backoffice deste escritório ficava em Porto Alegre (457 km ao sul, pela BR 101), e quem os atendiam eram os futuros fundadores da XP: Marcelo, Ana e Guilherme.

Com o surgimento da XP Investimentos, os promissores estagiários tempos depois acabaram comprando o escritório, tornando-se credenciados à XP (um relacionamento que dura até hoje).
A mesma rodovia nos leva de Florianópolis até a cidade de Joinville.

No ano de 2007 a XP Investimentos comprava a Manchester Corretora, enviando para lá dois de seus promissores agentes para liderar a operação: Juliano Custódio, para o gerenciamento da nova empresa, e Kleber Falchetti, que fora trazido do Santander, para liderar o processo de vendas.

Falchetti anos antes já iniciara estreita amizade com Fabrício Tomasoni, um dos estudantes da “República de Floripa”.
Um ano depois, Juliano Custódio saia para alçar seu voo independente, fundando a Índice Investimentos. Pouco tempo depois, Falchetti seguia o mesmo destino, montando a AKF. A partir daí os caminhos dos três seguiram diferentes rumos, ainda que a boa e velha BR 101 insistisse em se oferecer como atalho entre eles.

A Clamber, sob a liderança de Fabrício, mesmo com todo o movimento em direção à venda de Fundos e Renda Fixa, manteve o foco em seu DNA de investimentos em ações, figurando ano após ano como uma das principais operações da XP no Brasil.

O ano de 2013 foi importante para a empresa de Juliano Custodio, que passou por um grande turn around que gerou seu famoso braço de educação on-line: a EuQueroInvestir.com

O resultado é que a Índice Investimentos, de Juliano Custodio, cresceu de um NET sob assessoramento de R$ 30 milhões ao final de 2014 para os atuais R$ 840 milhões - isso em apenas 3 anos. Este case de gestão, focado na capacidade de montar negócios on-line e investimentos em tecnologia, foram as razões que atraíram as três empresas para esta improvável parceria.

Com a fusão, os planos de Custódio, Tomasoni e Falchetti, que juntos gerenciam hoje R$1,6 bilhão, encontram guarida em suas trajetórias no mercado, ironicamente tão extensas quanto a rodovia que antes os separava. Alguém ousa duvidar de quem transformou R$1000,00 em uma empresa de R$1,6 bilhão?


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