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Danielle Alves - Vida de modelo: da passarela para a vida real


São Paulo 02/12/2018 12h17

Curiosidades da vida de modelo

Não há como negar: o Brasil é uma fonte inesgotável de modelos que alcançam o estrelato mundial e figuram, com frequência, na lista da Forbes das mais bem pagas no mundo. Alguns exemplos são Gisele Bündchen (1ª), Adriana Lima (2ª) e Alessandra Ambrósio (13ª).

É justamente sobre a última que preparamos este post especialmente para você conhecer mais sobre a trajetória dela, desde a infância até o sucesso internacional nas passarelas. Você também pode se inspirar para investir na carreira do seu filho. Afinal, ele pode se transformar na cara da nova geração de top models brasileiros. Confira!

Quem vê Gisele Bündchen loira e glamourosa em anúncios e desfiles pode pensar que a vida de modelo se resume à parte boa. Afinal, ganha-se muito dinheiro para entrar por segundos numa passarela e fazer caras e bocas na frente das câmeras. É justamente sobre essa ilusão a respeito do cotidiano das modelos brasileiras mais bem-sucedidas que Top Models – Um Conto de Fadas Brasileiro discute. No documentário, que estreia nesta sexta-feira, o diretor Richard Luiz expõe dificuldades e fragilidades de 24 profissionais como Gisele, Isabeli Fontana, Carol Trentini, Adriana Lima e outras. Com depoimentos de estilistas, fotógrafos, donos de agências e jornalistas especializados, o filme também compõe um retrato da ascensão brasileira às passarelas do mundo.

Richard teve facilidades que outro diretor com a mesma proposta talvez não tivesse. Há 12 anos sua produtora é responsável por documentar todos os desfiles e elaborar o material audiovisual do São Paulo Fashion Week (SPFW). A intimidade com o tema, a circulação livre nos bastidores e o convívio com as supermodelos fez a diferença. Vê-se nitidamente nos depoimentos que as entrevistadas estão à vontade, sem medo de se expor.

Outro fator que chama a atenção é que a maioria está pouquíssimo maquiada, o que ajuda a tirar a aura de beleza irretocável que têm. São lindas, sim, mas não são pinturas. São mulheres. E questões femininas ficam patentes em seus relatos. Isabeli Fontana, por exemplo, conta que decidiu engravidar no auge da carreira, apesar de ter ouvido que um filho acabaria com sua vida profissional.Caroline Ribeiro fala que, no início, não ser loira nem ter olhos claros dificultou o acesso a bons trabalhos. E revela que durante toda a adolescência foi examinada como um bicho por selecionadores. “Olhavam meus dentes e falavam que eram feios. Eu era nova, foi difícil”, recorda ela.

Para complementar as histórias do início da carreira das supermodelos, o filme acompanha uma aspirante a top na seleção para um trabalho. As imagens da moça sendo analisada por dois homens, acrescidas à sua fala sobre sonhos e perspectivas, levam à discussão sobre o impacto da profissão na formação da identidade das meninas. É uma abordagem interessante, principalmente porque o filme discute, ao mesmo tempo, o que é preciso ter para virar supermodelo. Quando estilistas, donos de agências e fotógrafos respondem que o mercado quer atitude, maturidade e personalidade, o filme leva à reflexão: como ter isso tudo aos 13 anos (idade em que geralmente começam)?

Entre os muitos méritos que tem – inclusive o de mostrar campanhas que marcaram a história da moda e o de documentar trajetórias –, talvez o maior acerto de Top Models seja o de dar voz às mulheres que, em sua maioria, conhecemos apenas pelo corpo e rosto estampados em revistas e produtos que compramos. É bacana ver que não foi por acaso que elas conseguiram projetar o Brasil no circuito da moda internacional. Isso foi fruto da insistência apesar dos nãos e da perseverança que mantiveram quando não eram chamadas para nenhum trabalho. Dá mais orgulho ainda de ver.

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