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93% dos profissionais brasileiros acreditam que as habilidades necessárias para o cargo atual irão mudar em cinco anos, aponta pesquisa


São Paulo, SP 25/02/2019 12h16

Para diminuir este déficit, 46% dos brasileiros atualizam e/ou aprendem habilidades profissionais por meio de cursos online, a opção mais popular.

Sergio Agudo é o Country Manager da Udemy para o Brasil - Divulgação: Udemy Brasil

Apesar de uma perspectiva econômica mais positiva já figurar no horizonte dos brasileiros, a falta de emprego ainda assola mais de 12 milhões de pessoas, segundo dados recentes do IBGE que revelam uma taxa de desemprego de 11,6%. Com base nisso, não é de surpreender que 93% dos profissionais brasileiros concordem que as habilidades necessárias para o trabalho atual mudarão dentro dos próximos cinco anos, uma crença ainda mais forte entre os Millennials (94%), de acordo com a segunda edição do Relatório Lacuna de Habilidades, desenvolvido pela Udemy - a maior plataforma de educação online do mundo - com mais de 1.000 trabalhadores em tempo integral, em todo o território nacional.

Essa incerteza sobre o futuro profissional dos trabalhadores pode ser motivada pela crescente carência de competências existente no Brasil: 95% dos brasileiros consideram que existe um déficit de conhecimentos profissionais – além disso, 7 em cada 10 entrevistados disseram que essa lacuna de habilidades os afeta diretamente. Talvez por isso que mais da metade (55%) dos entrevistados acredita que tem menos oportunidades de crescer profissionalmente do que as gerações anteriores.

Se acrescentarmos a isso que 93% dos trabalhadores já tiveram que adquirir habilidades adicionais para realizar seu trabalho de forma eficaz e que 54% acreditam que sua localização geográfica limita suas oportunidades de emprego, fica claro por que os brasileiros estejam procurando soluções para essa situação por conta própria - o estudo revela que 66% dos empregados têm um emprego paralelo ou pensam em iniciar um, a maioria (71%) motivada pela renda extra que isso gera. No entanto, esse valor representa uma queda de 20 pontos percentuais em comparação a 2017, um reflexo das dificuldades econômicas enfrentadas no país nos últimos anos.

Mesmo assim, aspectos como a política e o advento da automação também tem um papel a desempenhar neste contexto e são vistos como preocupantes, com 61% dos entrevistados afirmando que a automação, assim como a Inteligência artificial, substituirá seu trabalho nos próximos cinco anos. Já para 78% dos profissionais, o clima político atual terá um impacto negativo em sua área, com essa taxa subindo para 81% quando se refere apenas à previsão dos Millennials, a geração mais preocupada com isto.

“Nós, brasileiros, estamos cada vez mais conscientes da necessidade de adquirir ou atualizar nossas habilidades e conhecimentos para permanecermos competitivos no mercado, o chamado lifelong learning”, avalia Sergio Agudo, Country Manager da Udemy para o Brasil. “Não é de surpreender que sejam precisamente os Millennials - o grupo etário mais jovem e o que mais se prepara para o futuro - que estão mais conscientes desse déficit nas competências trabalhistas no Brasil”.

Habilidades de liderança e digitais, as mais valorizadas

Em relação às habilidades que mais importam no mercado atual, os profissionais brasileiros indicaram que as habilidades técnicas e digitais (programação, análise de dados, web design, marketing, SEO, etc) seriam as mais valorizadas pelos chefes ou empregadores (32%), seguido de perto por habilidades de liderança e gestão (trabalho em equipe, resolução de conflitos, gerenciamento de equipes, etc., com 31%). No entanto, para eles esses tipos de habilidades de liderança e gestão também são os mais difíceis de aprender (35%). Quando indagados sobre seus colegas, quase um terço dos brasileiros considera que o pensamento crítico e a resolução de problemas são as soft skills que mais fazem falta no ambiente de trabalho.

Mesmo assim, 76% dos entrevistados consideram o mercado de trabalho brasileiro competitivo ou altamente competitivo. Neste contexto internacional, há espaço para aprender mais: os profissionais brasileiros classificaram o Inglês (99,6%), o Espanhol (88%) e o Francês (53%) como os três idiomas estrangeiros mais úteis para se trabalhar ou fazer negócios.

"Precisamente para permanecer competitivo em um mercado de trabalho em constante mudança em todo o mundo, faz sentido que os trabalhadores brasileiros estejam adotando uma atitude de treinamento constante", sublinha Sergio Agudo, acrescentando: "Nesse sentido, 46% dos brasileiros usam cursos online para ampliar suas habilidades profissionais. Aliás, a formação corporativa se faz cada vez mais necessária”.


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