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VARIZES ATINGEM MAIS DE 20 MILHÕES DE PESSOAS


Niterói 06/11/2019 14h58

As varizes não são só uma questão estética, a doença precisa ser tratada.

As varizes são um problema sério que, só no Brasil, atingem mais de 20 milhões de pessoas, sendo a maioria mulheres. Só no Estado do Rio, o problema está entre as 30 principais causas de afastamento do trabalho, segundo um levantamento feito no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A população feminina é mais atingida por essa doença por causa dos hormônios. No entanto, o problema também pode afetar os homens, que por falta de informação ou conhecimento, na maioria das vezes, só costumam buscar o tratamento quando a doença já se encontra em um estágio avançado. Quase 90% dos homens procuram o médico por insistência da esposa.

As varizes não são só uma questão estética, a doença precisa ser tratada, já que as veias dilatadas podem estar associadas a complicações mais graves como processos inflamatórios na pele como tromboflebite, feridas como úlceras varicosas e ter relação até com a trombose. A partir dos 30 anos é comum aparecerem varizes que podem ir piorando com o passar do tempo.

Fazer um check-up vascular é muito importante, porque com o passar dos anos acontece o envelhecimento natural dos vasos sanguíneos. O principal fator de risco para se ter varizes é a presença desta doença na família: a hereditariedade. Porém, o sobrepeso, provocado pela obesidade, aumenta a pressão sobre as veias e dificulta o retorno venoso. E outros fatores que contribuem são o uso de hormônios e o sedentarismo. Movimentar as pernas é muito importante para “bombear” o sangue das veias. Ficar muito tempo sentado ou em pé ou parado é ruim para as pernas. Os exercícios são muito importantes para a circulação corporal. Outra medida é deixar de fumar. O uso do cigarro é responsável por diversas doenças, porque as substâncias contidas nele agridem o organismo e também as paredes das veias.

O anticoncepcional não é vilão. Mas o médico deve ser capaz de transmitir claramente às mulheres as informações sobre os riscos e benefícios do uso da medicação, além de avaliar na história clínica da paciente, condições médicas relevantes que possam influenciar na escolha do método contraceptivo, baseado nos fatores de risco presentes. O uso pode desencadear varizes, por causa do hormônio. O medicamento também aumenta a incidência de tromboflebite e os vasinhos por causa do estrógeno.

Dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro (SBACV- RJ) apontam que 18% da população adulta têm varizes. Como as varizes possuem variações os tratamentos são aconselháveis caso a caso. A prescrição de medicamentos, tratamentos a laser, cirurgias e as injeções no interior dos vasos podem levar ao desaparecimento do problema. Pacientes com varizes e que não podem recorrer a uma cirurgia tem como opção de tratamento o uso de espuma de polidocanol, que já está disponível em alguns hospitais da rede pública. O procedimento é um tipo de escleroterapia, onde é injetada uma substância no interior da veia para induzir o seu fechamento. É utilizado um ultrassom e um aparelho de alta definição para melhor aplicação do produto. Vale lembrar que é um procedimento médico e só um angiologista ou cirurgião vascular deve realizar.

A SBACV lançou uma campanha nacional para alertar sobre os riscos de se submeter a tratamentos vasculares sem o devido acompanhamento médico especializado. O tratamento de varizes, seja o de espuma, escleroterapia ou cirúrgico, deve ser feito por um profissional qualificado. Esse alerta vale para pessoas de qualquer idade.

Dr. Ricardo Brizzi – Angiologista e cirurgião vascular. É membro da Sociedade de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro e um dos responsáveis pelo setor de cirurgia vascular e endovascular dos Hospitais Badim, Israelita e Norte D’Or.

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