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Uso prolongado do álcool gel provoca fissuras e ressecamento nas mãos


Belo Horizonte 15/07/2020 16h07

Pesquisadores mineiros desenvolvem produto que substitui o álcool gel e ainda promove a hidratação da pele

O álcool gel 70% passou a fazer parte do dia a dia da população durante a pandemia. Isso porque o produto foi indicado pelas autoridades de saúde como forma de proteção ao contágio do novo coronavírus. No entanto, quando usado de maneira contínua, promove danos à pele. Ressecamentos, fissuras e dermatites atópicas são exemplos comuns e mais recorrentes. Sem contar as queimaduras, devido ao álcool ser altamente inflamável.

Para a dermatologista Franciele Bianchi, o álcool gel deve ser usado com cautela, pois sua ação antisséptica em excesso pode alterar a microbiota residente na pele. “O álcool gel, além de promover o ressecamento excessivo da pele, pode provocar lesões que servirão de porta de entrada para infecções e alergias. Quando aplicado em pele já ressecada ou com dermatite, esse quadro pode piorar”, explica a dermatologista.

Em situações mais extremas, como é o caso dos profissionais de saúde, o problema é ainda maior. É o que explica a presidente da Sociedade Brasileira de Enfermagem em Feridas e Estética - SOBENFEeE, Mara Blanck. “Durante todo o período de atuação com os pacientes e para zelar pela proteção do profissional, o uso do álcool gel é constante e de caráter obrigatório. É necessário aplicar e reaplicar a substância várias vezes ao dia, em curtos intervalos de tempo. Diante disso, é comum os profissionais apresentarem ressecamentos, fissuras, dentre outras dermatites”, comenta Mara.

Pesquisa

Para modificar esse cenário, já há no mercado alternativas que garantem a proteção, como o Extraya. Produzido pela TCI Laboratório Biotecnológico, testado e aprovado por laboratórios credenciados pela ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o produto é um antisséptico altamente hidratante e não inflamável. A loção combina ativos biotecnológicos e naturais que apresentam eficácia de até 60% superior ao álcool gel contra vírus, bactérias e germes.

“Desenvolvemos um produto multifuncional. Além da proteção, ele é seguro para quem o usa. Por não ser inflamável, é indicado para adultos, crianças e idosos, além de profissionais de saúde”, afirma o pesquisador responsável pelo desenvolvimento do produto, Marcos Guedes.

O Extraya passou por todas os testes necessários para sua regularização junto à ANVISA. A análise atestou que ele oferece proteção prolongada por até 3 horas de uso, diferentemente do álcool gel, que oferece, em média, apenas alguns minutos de proteção.

Sobre o TCI Laboratório de Biotecnologia

A TCI Biotecnologia é uma empresa situada em Mirabela, no Norte de Minas. Em parceria com universidades, dermatologistas, hospitais, centros de pesquisa e laboratórios certificados pela ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a empresa promove a pesquisa científica, com foco no desenvolvimento de produtos dermocosméticos que quando combinados a ingredientes naturais proporcionam resultados rápidos e eficazes. A empresa possui uma equipe técnica altamente especializada, na concepção e elaboração de novas fórmulas.

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