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Quais são os principais fatores que o investidor de CDB precisa ficar atento


São Paulo - SP 12/09/2018 11h33

O CDB é um excelente começo para investir seu patrimônio

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Entrar de cabeça no mundo das finanças pode ser assustador. São muitos termos, condições, regras e outras particularidades que pode deixar qualquer investidor de primeira viagem com o pé atrás! Principalmente pela cautela a mais que os brasileiros possuem quando o assunto é dinheiro, é bastante comum estar avesso aos investimentos.

Felizmente, o mercado financeiro pode ser mais simples do que parece. Isso porque é preciso saber onde e como investir: claro, é fundamental pesquisar bastante e estar atento ao cenário político-econômico, mas existem classes de ativos, destinadas aos menos experientes e mais céticos, que podem — e vão — ajudar a ver o investimentos de outra forma.

A renda fixa, de maneira geral, é o primeiro passo para mudar essa mentalidade: são aplicações com rentabilidade calculável, complexidade baixa e pouca necessidade de manutenção. Dentre elas, ainda, existem outras particularidades, mas o segredo para investir bem é sempre ir com calma: vale mais a pena conhecer bem sobre poucos ativos do que pesquisar sobre todos superficialmente.

Os certificados de depósito bancário, por exemplo, dentro da renda fixa, são um excelente começo para investir seu patrimônio. Afinal, são simples de serem entendidos, seguros, possuem rentabilidade interessante e ainda são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito. Muitas informações de uma vez? Não é preciso se preocupar: basta conhecer esses fatores principais sobre o CDB para começar a multiplicar seu dinheiro.

Como o CDB funciona?

Os certificados de depósito bancário são títulos privados emitidos por bancos de diferentes portes. É parecido com outros ativos de renda fixa, pois funciona como um crédito a instituições financeiras que necessitam de recursos para seus projetos, mas, nos CDBs em específico, esse dinheiro é repassado aos clientes dos bancos como empréstimos.

Na prática, é como se o investidor emprestasse também dinheiro aos bancos. Como retribuição, no vencimento do título, a instituição devolve esse valor acrescido de juros, que caracteriza a rentabilidade do ativo financeiro. Esse valor, por sua vez, pode ser definido no momento da compra ou calculado no dia do resgate.

Isso porque os CDBs podem ser pré ou pós-fixados; para o primeiro caso, existe uma porcentagem fixa que determina o rendimento da aplicação e, para o segundo caso, há um índice, como o CDI ou o TBF, que influencia o valor desse retorno de investimento.

Rentabilidade do CDB: bancos pequenos x bancos grandes

Existe uma relação de risco e retorno que envolvem todas os investimentos do mercado e, claro, deve ser avaliada no momento de escolher qual o certificado ideal para compor a carteira de investimentos: de maneira geral, quanto menor o banco, maior a rentabilidade.

Essa premissa pode ser explicada em dois pontos básicos, um deles envolve a necessidade das instituições em obter crédito — bancos menores precisam de mais financiamento e podem oferecer condições melhores para adquirir os títulos — e o outro se trata da possibilidade de sofrer calote, visto que bancos menores têm mais chance de falência.

É preciso, então, medir ambos os lados é ponderar os riscos e rendimentos. Perfis mais conservadores optam por bancos maiores, pois possuem menos risco de crédito, ainda que o retorno seja um pouco menor. De todo modo, os CDBs possuem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito, que faz o ressarcimento em até 250 mil reais.

Quais custos envolvem os certificados?

Existem dois pontos que devem ser levados em consideração quando os CDBs são avaliados: aplicação mínima e impostos. Ainda que pessoas menos experientes possam facilmente investir nesse ativo, com menos de 10 mil isso não seria possível - pra conseguir as melhores taxas, inclusive, o ideal é aplicar mais de 50 mil reais.

Com relação aos tributos, incidem sobre essa aplicação dois impostos: o IR, ou Imposto de Renda, e o IOF, ou Imposto de Operações Fiscais. Para o Leão, a taxação diminui conforme passa o tempo e pode variar entre 22,5% é 15%; já para o IOF, a cobrança só ocorre caso seja necessário resgatar o patrimônio antes de 30 dias.

No geral, existem vantagens e desvantagens, como todo investimentos, que influenciam diretamente na decisão de investir nos certificados de depósitos bancário. O mais importante a se ter em mente é que tudo vai depender do perfil de investidor e quais objetivos se pretende realizar — afinal, o mais importante é sempre investir.

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