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No mês que celebra o Dia Mundial de Combate ao Câncer, ganha destaque o avanço da cirurgia robótica no Brasil e nos EUA


Rio de Janeiro, RJ (DINO), Brasil 09/02/2018 16h47

É notável o avanço da cirurgia robótica principalmente nos grandes centros urbanos, como um método cirúrgico da mais alta excelência, que possibilita uma cirurgia minimamente invasiva, fornecendo ao médico movimentos em escala com máxima precisão e em tempo real. Como através desta tecnologia, a incisão é feita por pequenos furos, há uma menor perda de sangue, menos dor e um pós-operatório melhor.

Cirurgia Robótica

A cirurgia robótica evoluiu muito ao longo dos anos, através do sistema da Vinci®, tecnologia muito difundida e utilizada nas cirurgias de câncer no Brasil e no mundo. "Nos Estados Unidos, nas cirurgias de câncer de próstata, 95% desse procedimento é feito através da técnica", comenta Mauricio Rubinstein, que acaba de tomar posse como presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica RJ.

Com a tecnologia, o cirurgião manipula o robô Da Vinci® por meio de um console, possibilitando realizar cirurgias minimamente invasivas com inúmeras funções e facilidades, fornecendo ao médico movimentos em escala e manipulação de tecidos delicados. O sistema traduz imediatamente para as pinças cirúrgicas, os movimentos das mãos, pulsos e dedos do cirurgião com máxima precisão e em tempo real. O modelo atual com quatro braços: um braço câmera, um direito, um esquerdo e um auxiliar, oferecendo também visão 3D e alta definição com ampliação da visualização da imagem em dez vezes.

Sua criação teve início nos anos 80, quando o Departamento de Defesa dos Estados Unidos lançou um projeto para desenvolver um programa de cirurgia remota em campos de guerra. A ideia foi substituir médicos por robôs, afim de minimizar as perdas nos conflitos. Desde então, a telecirurgia avançou e em 1995, foi lançado o robô cirúrgico, que vem evoluindo e está disponível no mercado desde 2000 para utilização em cirurgias laparoscópicas.

O urologista Mauricio Rubinstein, que foi fellow em cirurgia robótica, em 2004, na Cleveland Clinic Ohio (EUA) e desde então desenvolve esse trabalho, explica que o Brasil registra resultados positivos com a técnica, já há mais de dez anos. Com avanço notável principalmente nos grandes centros urbanos, como um método cirúrgico da mais alta excelência, o médico explica que o robô possibilita uma cirurgia minimamente invasiva, diferente da cirurgia tradicional aberta, na qual é feita uma incisão do umbigo para baixo. Na robótica, como a incisão é feita por pequenos furos, há uma menor perda de sangue, menos dor e um pós-operatório melhor. Muitos chegam a não precisar de medicamento para dor após a alta do hospital.

"Ao contrário da cirurgia tradicional, na qual o paciente fica por três a quatro dias no hospital, os pacientes que se submetem a robótica, ficam de 24 a 48 horas internados no pós-operatório", explica Rubinstein, que já recebeu o Prêmio "Ureteroscópio de Ouro" com destaque na área de Endourologia e Videolaparoscopia . E consequentemente como é menor o tempo de hospitalização, diminuem também os riscos de infecção, além da pessoa poder retornar mais rapidamente à rotina diária.

Quando perguntado sobre o futuro da robótica, com naturalidade o urologista prevê que com a evolução cada vez mais expressiva desta tecnologia, há uma grande possibilidade de uma cirurgia ser realizada à distância e até entre países diferentes.

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