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Como reduzir os custos na oficina mantendo a qualidade


São Paulo, SP 10/12/2018 15h32

Qualidade no atendimento e no serviço prestado é um diferencial em qualquer negócio. Porém, muitos profissionais têm dificuldade em oferecer um preço competitivo e conseguir manter as contas em ordem. A ANFAPE – Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças – destaca alguns pontos que merecem atenção para uma administração de sucesso, com lucro e funcionários e clientes satisfeitos.

Investir em tecnologia e automatização de processos

Algumas etapas do trabalho podem ser potencializadas com a automatização. Isso não significa substituir a atividade humana, mas sim otimizar recursos e facilitar o trabalho dos profissionais de uma maneira geral. A tecnologia deve utilizada a favor da equipe, transformando etapas que eram realizadas manualmente em procedimentos mais práticos, como a adoção de um sistema de gestão eletrônico, por exemplo. Assim, os processos diários ficam mais rápidos e os profissionais podem se dedicar a outras tarefas mais estratégicas. Cadastro de clientes, de fornecedores, organização das finanças, estoque e agenda são alguns dos itens que podem ser gerenciados com programas de computador próprios para estas tarefas.

Evitar desperdícios

Gastos que podem parecer pequenos, somados ao final do mês representam um valor considerável. Montar uma planilha com custos fixos e variáveis ajuda na visualização das despesas e a entender o que deve ser cortado, reduzido ou mantido. Materiais de escritório (impressão, cópias, produtos descartáveis), energia elétrica, estoque mal planejado, contratação e demissão de funcionários, tributação, são alguns dos itens que devem ser observados de perto.

Utilizar peças de qualidade

Existem peças de reposição com diversas procedências e utilizar somente produtos com qualidade é um diferencial. A dica aqui é escolher as autopeças similares, oferecidas pelas fabricantes independentes, pois possuem procedência reconhecida, marca própria, garantia e chegam a custar 50% menos do que as peças originais, produzidas pelos mesmos fornecedores das montadoras.

Pesquisar fornecedores e acompanhar os custos

Manter-se atualizado é sempre importante. Pesquisar com frequência preços e fornecedores é fundamental para conseguir negociar prazos e descontos. A internet facilita o processo, pois é possível fazer a cotação de serviços e produtos com diversos fornecedores e comparar qual a melhor opção.

Embora experiência e reputação devam ser levadas em consideração, existem muitas empresas novas que estão investindo em tecnologia e oferecem um atendimento diferenciados para ganhar um espaço no mercado.

A capacidade de fornecimento é outro ponto de atenção: pontualidade na entrega e o cumprimento dos prazos são essenciais para que a oficina consiga cumprir o combinado com os clientes.

Manter a manutenção e a organização em dia

Manutenção inadequada de equipamentos, desorganização e movimentação constante de veículos são alguns dos principais fatores de risco em uma oficina. Para evitá-los é simples. Uma oficina organizada transmite segurança e profissionalismo aos clientes, além ser fundamental para a eficiência e dinamismo na rotina dos funcionários. É importante que cada tarefa seja realizada em uma área específica e tenha suas ferramentas próprias.

A manutenção preventiva também é indispensável, pois é uma das formas mais seguras de evitar acidentes. A inspeção nos equipamentos e ferramentas de trabalho devem ser feitas regularmente. Outros itens de segurança também devem ser verificados, como mangueiras de incêndio, extintores e instalações elétricas.

Sobre a Anfape - www.anfape.org.br

A Anfape - Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças surgiu com o intuito de representar e fortalecer o setor de reposição independente de autopeças no Brasil. Desde a sua constituição, em 2007, a entidade buscou reverter às ações de algumas grandes montadoras de automóveis que se valiam do expediente de registrar os componentes visuais de seus veículos (capôs, para-lamas, para-choques, faróis, retrovisores etc.) como desenhos industriais com o propósito de inibir a atuação dos independentes no segmento de reposição, o que se dava por meio da proibição da produção e da comercialização das peças.

No início de 2007, a Anfape formulou uma representação junto ao Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência - CADE denunciando a conduta de grandes montadoras. Tal iniciativa teve como objetivo assegurar às empresas do mercado independente de autopeças o direito de produzirem e comercializarem itens visuais dos veículos.

No final de 2010 o CADE decidiu pela abertura do Processo Administrativo. A Superintendência, que conduziu a investigação, opinou após pesquisas, análises e outros estudos, pela condenação das montadoras. Outros órgãos representativos como a Procuradoria Especializada junto ao CADE - Pró-CADE e o Ministério Público Federal também emitiram pareceres favoráveis, no entanto o órgão decidiu pelo arquivamento do processo. Mas, a ANFAPE continua sua luta e deve atuar em novas esferas jurídicas em prol do mercado de reposição no país.


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