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Apostas esportivas: para quando a regulação?


São Paulo - SP 31/07/2018 18h01

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O tema das apostas esportivas é complexo e polêmico. A mídia especializada traz continuamente notícias de desenvolvimentos do setor, como a recente parceria da SBTech com a Golden Nugget; a mídia generalista relembra que é arriscado e ilegal, alertando para os perigos. Ilegal, claro, se a aposta for colocada em sites baseados no Brasil, pois quando o site está baseado no exterior, nada tem de ilegal.

Como em muitos outros temas da vida nacional, as apostas são algo que vai sendo ‘empurrado para a frente’: não é permitido mas todo o mundo faz sem problema. Não faltam sites apostas online que qualquer cidadão pode acessar, só precisando um computador ou até mesmo um celular com acesso à internet. Para mais, no caso das grandes casas de apostas baseadas em países com regulação exigente sobre a matéria, o risco de calote e falta de pagamento é muito reduzido.

Para quando a regulação deste setor?

Um mercado em crescimento

Um artigo recente do portal Terra, datado do passado mês de março, refere que o mercado nacional de apostas esportivas vem crescendo. O site aponta que, na atualidade, os apostadores nacionais movimentam cerca de R$ 2 bilhões por ano. O potencial deste mercado em termos de receita fiscal e de crescimento do próprio esporte (em termos de patrocínios, etc.) é bem grande.

Europa: mercado consolidado

Seguindo na direção oposta, o mercado europeu de apostas vem se desenvolvendo com grande força nos últimos anos, movimentando bilhões de euros. Longe de discutir a legalidade ou proibição, a discussão na Europa trata de levar as apostas para novas plataformas para captar novos públicos, em especial os jovens, que vão cada vez mais se afastando da televisão, que é vista como um meio tradicional.

Além disso, é sabido que os principais clientes de apostas do futebol europeu estão na Ásia, principalmente na China e em países vizinhos, que seguem os astros, times e ligas do Velho Continente com a maior atenção. A própria contratação de Cristiano Ronaldo pela Juventus é vista como uma grande manobra de marketing por parte do clube italiano, e o mercado asiático um dos principais destinatários.

O Brasil como fornecedor de mão de obra

No final, fica a ideia de que o Brasil continua se limitando ao papel de exportador de mão de obra, fornecendo os talentos para o mundo (tem milhares de jogadores tupiniquins atuando em ligas por todo o planeta) mas sem conseguir fazer lucro com o imenso potencial de seus jogadores.

Se considerar só o Brasileirão, já dá para ver um potencial incrível em termos de atração de receita; se acrescentarmos os restantes campeonatos de futebol nacionais e estaduais, é fácil de imaginar o quanto a indústria pode crescer. Será que liberar não é uma atitude mais adulta e responsável?

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