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Artigo - Acupuntura urbana pela mobilidade


Florianópolis - SC 09/07/2018 14h37

Artigo escrito pelo advogado Anderson Nazário*

Anderson Nazário - divulgação

Florianópolis é uma cidade que precisa urgentemente adotar práticas da acupuntura urbana, focada principalmente na melhoria da sua mobilidade, sob pena de tornar impossível a locomoção da sua população. Isto porque a prática da acupuntura urbana, busca executar pequenas mudanças, capazes de gerar grandes melhorias para a cidade em geral.

Como exemplo disso, pode-se citar as seguintes intervenções: nova pintura da alça da ponte Colombo Salles, de entrada na ilha, ampliando de duas para três faixas, que aumentarão em 50% a vazão do tráfego oriundo da via-expressa; nivelamento dos acostamentos existentes entre a última ponte da avenida das saudades e começo da SC-401, aumentando em 33% a capacidade de tráfego e reservando duas pistas para o norte da ilha e outras duas para o leste da ilha; asfaltamento da saída do bairro Itacorubi, em frente a Epagri, reduzindo as filas de veículos que se originam do leste da ilha; proibição de estacionamento em um dos lados das ruas próximas à entrada da avenida Madre Benvenuta, melhorando o fluxo de veículos daquela região; reposicionamento dos estacionamentos em frente ao Teatro Álvaro de Carvalho, acelerando a distribuição dos veículos que se originam da avenida Nereu Ramos; revisão de pontos de paradas de veículos de transporte de valores em frente a instituições financeiras, dentre outros.

Dito isso, importante lembrar que o conceito de acupuntura urbana foi sustentado pelo teórico social finlandês Marco Casagrande e muito praticado por Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba, cidade que foi referência em mobilidade por muitas décadas.

Além do mais, por se tratarem de pequenas intervenções, não provocam grandes incômodos à população enquanto estão sendo executadas, gerando pouquíssimos danos colaterais, nem mesmo aqueles pequenos e temporários.

Como se não bastasse, tais intervenções podem ser realizadas na grande maioria das vezes pela própria estrutura municipal, sem depender de novas licitações ou desapropriações, o que acelera muito a percepção de seus resultados pela população e a consequente aprovação de tais atos da administração municipal.

*Anderson Nazário é especialista em Direito Tributário, Direito Ambiental e Direito Empresarial, diretor do escritório Nazário Advogados Associados e diretor da Acatmar.

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