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Perdeu o emprego no RH corporativo? Como empreender na área em 4 passos


Uberlândia 22/06/2020 14h22

Crise do coronavírus também atinge profissionais de Gestão de Pessoas nas empresas que estão reduzindo quadros. Saiba como se planejar para manter a renda com um negócio próprio

Aparecida Morais, sócia da Recrutei - Divulgação

Os desligamentos que estão sendo realizados pelas empresas, em função da crise gerada pela pandemia de Covid-19, também atingem os profissionais de Gestão de Pessoas. O RH não passa incólume à redução de quadros - e com isso, a tendência é de que pessoas com boa qualificação se vejam sem trabalho de uma hora para outra. Como manter a renda em um período em que as contratações na área são escassas?

Uma opção é aproveitar a bagagem acumulada no mundo corporativo para empreender no segmento de RH. “Essa migração já acontece na área, com muitas pessoas deixando as empresas para seguir um caminho como consultores ou headhunters independentes. Deve se tornar ainda mais comum agora”, diz Aparecida Morais, sócia da Recrutei, plataforma de recrutamento e seleção que atende esse público. Para que essa transição tenha maiores chances de sucesso, Aparecida lista quatro passos essenciais. Confira:

1) Preparando a transição: Elabore um cronograma e avalie as finanças

Antes de iniciar uma jornada empreendedora, é necessário que o profissional analise sua capacidade financeira no médio prazo, considerando os investimentos que precisará fazer para poder trabalhar. “O ideal é não depender exclusivamente da receita do novo negócio para a sobrevivência, porque pode ser necessário algum tempo até a sua maturação”, recomenda Aparecida. Se a pessoa ainda estiver trabalhando em uma empresa, vale a pena planejar uma saída gradativa. “Elabore um cronograma incluindo todas as etapas, desde a saída da empresa até o início efetivo das atividades no novo empreendimento”. Quem tem possibilidade, pode avaliar fazer essa transição em um período de 3 a 6 meses.

2) Definindo um nicho: Avalie sua experiência e pense em parceiros

Revisite suas áreas de especialidade em Gestão de Pessoas. “Isso é fundamental para que você possa definir o escopo do seu negócio. Será uma consultoria? Uma empresa de terceirização? Uma parceria?”, diz Aparecida. Em muitos casos, vale a pena pensar em uma combinação de áreas que possa gerar uma proposta de valor atraente. “É possível juntar recrutamento e seleção com capacitação, ou capacitação com performance, ou ainda cultura organizacional com clima. Essa é uma maneira de mitigar os riscos do novo negócio, já que em certos períodos uma área pode acabar ficando menos demandada por alguma circunstância”. explica.

3) Entendendo o mercado: Estude o potencial da área e escolha um modelo de negócio

Pesquise sobre o potencial de mercado para sua consultoria, imaginando cenários com diferentes possibilidades. “Este mapeamento pode ser realizado por meio de uma sondagem mais ampla ou até mesmo com abordagens focadas, dependendo do nível de networking que você possui”, sugere Aparecida. Em paralelo, dedique algum tempo para definir que modelo de negócio você vai adotar. “Considero as parcerias complementares, em que cada empreendedor mantém um foco e conta com um parceiro para projetos mais abrangentes, muito interessantes e estratégicas”, afirma.

4) Abrindo as portas: Considere a burocracia, os recursos e a tecnologia

Consulte contrate uma assessoria contábil e fiscal para ter certeza de qual modelo jurídico é o melhor para seu empreendimento. É possível prestar serviços como uma pessoa física autônoma, mas considere a possibilidade de ter um CNPJ - que pode ser um MEI (microempreendedor individual), uma Eireli (empresa individual) ou uma sociedade limitada, por exemplo. “A melhor opção depende da atividade escolhida. Algumas só são permitidas em certos enquadramentos jurídicos”, diz Aparecida. Não esqueça de prever os recursos de que precisará: local de trabalho, equipamentos, serviços de marketing ou de outro tipo, colaboradores, parceiros. Uma alternativa para otimizar os recursos é lançar mão da tecnologia. “Vale a pena automatizar as tarefas que forem possíveis, usando sistemas e plataformas, de modo que o trabalho seja mais eficiente e renda mais”, sugere.


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