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Crise colocou o carioca em posição vulnerável frente ao cibercrime


Rio de Janeiro 10/05/2018 10h55

Mind The Sec Rio 2018 debateu as vulnerabilidades do Rio no cenário mundial do cibercrime com especialistas e empresários cariocas; Conferencia apresentou ao mercado quais serão as novas diretrizes para ação das equipes de segurança nos próximos meses e quais são as novas soluções para o segmento

No decorrer do ano de 2017, o Brasil foi alvo de 205 milhões de ciberataques, praticamente um para cada brasileiro. Esses ciberataques afetaram computadores pessoais, de empresas de todos os portes e até de hospitais, deixando um rastro de algumas dezenas de bilhões de reais em prejuízos. Mas não é coincidência que esses casos tenham acontecido em um período tão curto de tempo e causado tanto estrago, principalmente no Rio de Janeiro, responsável por cerca de 30% desse montante: o Brasil está vulnerável e o motivo é financeiro.

"Em tempos de crise, a predisposição para praticar fraudes aumenta. Esse fato, somado aos cortes de treinamento de pessoal e a contenção dos investimentos em segurança deixam as empresas desprevenidas frente às novas ameaças, como os ransomwares", explica Priscila Meyer, fundadora do Mind The Sec Rio de Janeiro, o principal evento corporativo sobre Segurança da Informação e Cibersegurança do Estado, que acontece hoje, 10 de maio, no Sheraton Grand Rio Hotel & Resort, no Leblon.

A percepção de Meyer corrobora com os resultados de uma série de pesquisas recentes. Os brasileiros acessaram, em média, oito links maliciosos por segundo nos últimos três meses do ano, de acordo com o Relatório DFNDR Lab, da empresa de segurança PSafe. Só nos aplicativos de mensagem, como WhatsApp, o número de ataques duplicou no quarto trimestre, passando de 21,3 milhões para 44,1 milhões, o que representa um crescimento de 107%. O WhatsApp é o meio preferido para espalhar ataques, correspondendo a 66% do total registrado - o que representa algo em torno de 29 milhões de casos. O segundo tipo de ataque mais comum usando links maliciosos foi via publicidade suspeita, que totalizou 6,3 milhões de detecções no período, seguido por phishing bancário, com 4,5 milhões de casos. Na parte de malwares foram listadas fraudes por SMS (3,1 milhões), cópias maliciosas (755 mil) e ataques bancários (6 mil).

Quando esse comportamento inseguro acontece no ambiente corporativo, esses números reforçam a percepção dos executivos brasileiros em relação aos perigos atuais. A 2ª Pesquisa Nacional Sobre Conscientização Corporativa em Segurança da Informação* mostra que 27% dos gestores de segurança da informação das 200 maiores empresas do país registraram um aumento no número de incidentes de segurança nos últimos 12 meses. Para mais de 61% deles, o clique indevido em links inseguros recebidos via e-mail, SMS etc. é a maior preocupação. "Por mais que os profissionais de segurança da informação sigam se atualizando e que as empresas continuem investindo em novos mecanismos para proteger o negócio de ações maliciosas, os criminosos também se aprimoram e buscam novas brechas, não só no âmbito tecnológico", alerta Meyer. "Nossa pesquisa aponta que no Brasil cerca de 58% das violações de segurança são resultado de falha humana", reforça.

O resultado disso é a ascensão de ameaças cada vez mais sofisticadas, que se tornam mais destrutivas para o negócio e mais lucrativas para o cibercrime. De acordo com a pesquisa Cost of Data Breach 2017, do Instituto Ponemon, os danos médios causados pelas violações de dados chegaram a R$ 4,31 milhões por ano no Brasil. A média de negócios perdidos por organizações devido aos incidentes de segurança chegou a R$ 1,57 milhão em 2017.

No Brasil, um levantamento da PwC aponta que o investimento em segurança da informação no país cresce a um ritmo anual de 30% a 40%, atingindo cifras de até US$ 8 bilhões, enquanto que no restante do mundo, esse crescimento gira entre 10% e 15% ao ano. Para as pequenas e médias empresas, o cenário é ainda mais alarmante. Por acreditarem que o gasto com tecnologias de segurança é alto, optam por não investir em soluções de combate à ataques virtuais e, como consequência, acabam se tornando alvos fáceis dos cibercriminosos. "Como muitas dessas PMEs não contam com uma área de TI dedicada para realizar o backup com frequência, acabam perdendo todas as informações, incluindo as mais sensíveis", finaliza Meyer.

Sobre o Mind The Sec

O Mind The Sec é a maior e mais qualificada conferência corporativa brasileira sobre Segurança da Informação e Segurança Cibernética.

Promovido pela Flipside - Security Beyond Technology, o evento reúne os mais consagrados palestrantes e executivos nacionais e internacionais do tema para debates em um formato que privilegia o relacionamento de alto nível e a troca de conhecimento entre especialistas, empresas e fornecedores de soluções.

A Flipside - Security Beyond Technology é a principal fornecedora de treinamentos em conscientização corporativa em segurança da informação da América Latina, responsável pela educação e atualização das boas práticas das equipes de segurança das maiores empresas do Brasil, atuando onde a tecnologia não alcança.

A empresa também promove as duas maiores conferências de segurança da informação e cibersegurança do continente, o Roadsec e o Mind The Sec, que juntos recebem todos os anos mais de 20 000 profissionais de segInfo de todos os níveis.


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