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Marcas investem em projeto educacional para suprir gap de talentos em tecnologia


São Paulo 24/05/2021 08h37

Na SoulCode Academy, o envolvimento vai para além do budget; empresas e executivos investem tempo e compartilham experiências na formação profissional de programadores

Os sócios-fundadores da SoulCode Academy - MIchele Mifano

Preocupados com o gap profissional alarmado por estudos, que indicam a existência de mais de 500 mil vagas abertas no mercado brasileiro e em dados que indicam que o mercado de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) equivale hoje a 6,5% do PIB brasileiro, grandes empresas e marcas têm mudado a forma de se relacionar e investir. A pegada sustentável agora olha para educação e formação profissional e visa suprir a demanda do mercado por profissionais de tecnologia.

Pensando nisso, a edtech brasileira SoulCode Academy criou um modelo de negócio em que grandes marcas e empresas podem patrocinar e serem parceiras da escola de programadores, que permite uma base sólida aos alunos – são 720 horas e 4 meses em período integral de um curso intensivo de Full Stack Jr, totalmente gratuito. Há turmas para outras modalidades, como Google Cloud, para carreira na nuvem e para Front-end e Mobile Developer.

Desta forma, marcas como a TNT Energy Drink, primeira patrocinadora de todas as turmas para 2021, IT Lean e Niteo, empresas parceiras, abraçaram a causa. “O novo modelo de negócio coloca no pacote o investimento em inclusão social, nova formação profissional, oportunidade, diversidade e acesso à empregabilidade”, afirma Fabricio Cardoso, cofundador e diretor-geral da SoulCode Academy.

Um exemplo disso é a segunda turma do curso de programação gratuito promovida pela edtech, voltada apenas para mulheres, que teve início em 8 de março, Dia das Mulheres. A escola recebeu mais de 1.300 inscrições para 30 vagas. “Para além de investir capital, as marcas parceiras e seus executivos se envolvem com o projeto, dispõe de tempo, engajamento, compartilham suas experiências com os alunos”, afirma Juana Pinkalski, cofundadora, diretora acadêmica e líder de Inclusão e diversidade da edtech.

Desde o início da primeira turma, há um programa de palestras, o SoulCode Talks, em que profissionais convidados falam sobre assuntos relevantes à formação pessoal e profissional deles. A participação dos membros do Conselho Consultivo da SoulCode Academy, composto por grandes executivos do mercado, vai além de questões administrativas. A turma exclusiva para mulheres, por exemplo, conta com um programa de mentoria realizado por executivas renomadas e será conduzido por Alessandra Bomura, CIO Latam da Logicalis, mentora de transformação digital e projetos de impacto social, que atuou como CIO na GVT e na Vivo e Valéria Soska, VP de Vendas da SAP Concur para América Latina.

Eliana Cassandre, head de marketing da TNT Energy Drink, é uma das executivas que participam do programa. “Resistência e diversidade estão no DNA da TNT, então não poderíamos deixar de incentivar e estimular mulheres a explorar o mercado de tecnologia. Trocar experiência e conhecimento com outras mulheres é o caminho para o empoderamento feminino nessa área, com novos pensamentos e atitudes. Sem dúvida essa série de bate-papos só tem a contribuir positivamente na formação dessas novas profissionais”, afirma Cassandre.

Assim como Eliana, os executivos das empresas parceiras e e marcas patrocinadoras se envolvem em cada bootcamp, desde o início da turma. Durante os cursos, os alunos realizam projetos práticos, onde as empresas, o conselho e os executivos são envolvidos para acompanharem o desenvolvimento dos alunos.

Além de toda a questão de inclusão e de um apoio real durante a formação, o olhar mais próximo permite às marcas e empresas, de acordo com critérios próprios, eleger alunos para serem candidatos a futuras vagas de trabalho em programação nas empresas em que atuam. “Estimamos que mais de 80% dos alunos saiam empregados e que 15% a 20% deles empreendam na área”, ressalta Juana.

O crescimento de startups no Brasil e a digitalização das empresas demonstram a falta de profissionais com conhecimento tecnológico para atuar no setor. Por outro lado, cerca de 15 milhões de pessoas estão em busca de trabalho, subempregadas ou descontentes com seus empregos. Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, até 2024 a área vai requerer uma demanda média de 70 mil profissionais por ano. Em São Paulo, as vagas de tecnologia cresceram 600% em 2020, apesar da crise pela qual vive o Brasil devido à pandemia.


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