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Bruno Fagali destaca a importância de compreender o perfil ético dos profissionais, em um negócio


13/08/2018 09h46

Investir no chamado compliance individual, pode reduzir riscos como: o vazamento de informações, a exposição negativa da imagem da instituição, sabotagem, fraudes e apropriação indevida de ativos

DINO

Atualmente, no ambiente corporativo, pensar em compliance é uma obrigação. O termo está relacionado ao ato de estar em conformidade com regras e procedimentos legais. Até porque, é através desta estratégia que uma empresa pode melhorar os seus níveis de governança e reduzir os riscos de fraudes e desvios éticos, destaca o advogado Bruno Fagali, que também é membro da Fagali Advocacia.

Para a implementação de um programa de compliance eficiente, a criação de um código de ética e conduta, por exemplo, é essencial — bem como uma comunicação eficaz para que todos dentro da empresa estejam cientes do que podem e do que não podem fazer. Vale salientar, todavia, que é fundamental, também, preocupar-se em compreender o perfil ético dos profissionais envolvidos com a companhia para mitigar riscos para o negócio — como é o caso do vazamento de informações, exposição negativa da imagem da instituição, sabotagem, fraudes e, até, apropriação indevida de ativos, reporta Bruno Fagali.

"Constatado em pesquisa, os colaboradores condicionam o uso de informações confidenciais a fatores de pressão situacional ou análise benefício versus prejuízo. Os dados também mostram como ainda é sensível o tema ‘Confidencialidade’ nas organizações, pois, se por um lado, muitos colaboradores não têm ciência de que trabalham com dados sigilosos, por outro, há uma fragilidade na postura adotada pelas empresas frente à questão", escreveu, em matéria sobre o tema, o jornal O Estado de S. Paulo, no último dia 11 de julho.

Ainda conforme o que acentuou a reportagem, "os profissionais lidam com diversos dilemas morais e éticos no ambiente de trabalho e espera-se que suas decisões sejam baseadas nos valores da organização, algo que nem sempre ocorre e, em muitos casos, pode ser previsto".

Nesse sentido, é preciso compreender que não apenas é necessário adotar os tais códigos de ética e conduta, e prestar orientação aos colaboradores do empreendimento a respeito do que pode ou não ser feito. Mas, também, investir no chamado compliance individual, acentua o advogado Bruno Fagali. Segundo o que explica o Estadão, este tipo de compliance avalia, através de uma metodologia, a flexibilidade moral, bem como o nível de aderência à cultura ética organizacional por parte dos funcionários.

"Mesmo um profissional capacitado e treinado, tecnicamente excelente, pode trazer riscos para a organização, seja por sua percepção incorreta sobre o certo e errado, pela suscetibilidade às pressões do dia a dia ou até por buscar a neutralidade de posicionamento em situações em que deveria se impor e realizar o que é correto", esclarece a reportagem.

Bruno Fagali frisa, portanto, que no ambiente corporativo, o compliance individual, como bem destaca o Estadão, é uma ferramenta essencial. É ela quem ajuda as organizações a compreender o comportamento ético de cada colaborador, o que dá às empresas informações relevantes para a tomada de decisões importantes — como em processos de seleção, de promoção, de delegação de responsabilidades, e da escolha de quem tem acesso a informações críticas ou sigilosas do negócio.

"Compreender o posicionamento ético dos profissionais é um fator preponderante para a gestão estratégica de pessoas, prevenção de crises e segurança do negócio, sem contar ainda que permite antecipar ações diretas na dinâmica organizacional. O comportamento ético pode ser aprendido e cabe às empresas a missão de alinhar, reforçar e direcionar o tema junto aos seus profissionais com ações que revitalizem o ambiente", concluiu a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

Perfil ético dos profissionais

De acordo com o estudo "Perfil Ético do Profissional Brasileiro", realizado pela consultoria Protiviti Brasil, em 2017, 47% dos trabalhadores denunciam atos irregulares no ambiente organizacional. Em contrapartida, 53% deles apresentam resistências por medo de sofrer com as consequências da atitude.

O índice pode até parecer insatisfatório, entretanto, trata-se de um crescimento de 17,5% de pessoas que denunciam atos ilícitos nas empresas, quando comparado à pesquisa anterior, realizada em 2015, também pela Protiviti. Nela, os percentuais eram de 40% para quem denunciava e 60% para quem apresentava resistência, reporta o advogado Bruno Fagali.

Ainda conforme o estudo de 2017, 15% dos profissionais analisados apresenta baixa flexibilidade moral — ou seja, valores morais sólidos. Outros 35% possuem uma flexibilidade moral média baixa — o que significa, segundo a pesquisa, que os valores morais ainda são sólidos e que estão ancorados num contexto afetivo-social maior, como família e amigos. Contudo, 36% dos participantes do levantamento apresentam média flexibilidade — ou seja, tendência a agir de forma correta, mas, quando colocados em situações de pressão e não identificação de uma saída correta podem flexibilizar a conduta.

Outros dados do levantamento:

63% dos entrevistados não repassam dados sigilosos da empresa, por receio de serem prejudicados no mercado de trabalho ou por medo de serem pegos atuando de forma irregular;

Também 63% não furtariam ou fariam mau uso dos bens materiais da companhia, por medo de forte condenação social;
Quando o assunto é pagamentos e recebimentos ilícitos, 57% dos trabalhadores ouvidos disseram que a prática não faz parte de suas relações profissionais, por medo da punição.

Ainda, 56% dos entrevistados veem a gratificação indevida com maus olhos.

A pesquisa "Perfil Ético dos Profissionais Brasileiros" de 2017 ouviu 6.277 trabalhadores de diversos níveis hierárquicos em 146 companhias diferentes, completa o advogado, membro da Fagali Advocacia, Bruno Fagali.


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