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ONG Educando trabalha para reverter panorama apresentado por alunos no Enem 2018


São Paulo-SP 25/01/2019 10h55

Nota média de Ciências da Natureza foi a única a apresentar queda no exame e reforça a importância da implantação do método STEM

Janeiro, 2019 – Os dados divulgados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) sobre o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2018 reforçam a necessidade de revisitar o ensino das disciplinas de Ciências da Natureza no Brasil. O exame que avalia conhecimentos sobre biologia, química e física foi o único que registrou queda em comparação a 2017. A nota média caiu de 510,6 pontos para 493 pontos. Há dez anos no país, a ONG norte-americana Educando trabalha, por meio do programa STEM Brasil, na capacitação de professores dos ensinos fundamental e médio da rede pública em 17 estados brasileiros. Nesta década, mais de meio milhão de estudantes foram impactados.

“Para resolver questões nestas áreas é necessário trabalhar não apenas conhecimentos teóricos, mas também habilidades que envolvam soluções de problemas, trabalho em equipe e criatividade. Raramente os alunos encontram esses elementos em uma sala de aula. Se seguirmos com o mesmo modelo de aula tradicional em ciências, os resultados serão os mesmos ou ainda piores, como ocorreu agora”, opina Marcos Paim, diretor do STEM Brasil.

Segundo o Ministério da Educação, a média das notas dos alunos em Linguagens subiu de 510,2 para 526,9 entre 2017 e 2018. No mesmo período, em Ciências Humanas cresceu de 519,3 para 569,2. Já a média das notas de Matemática (outra área abordada pelo programa STEM Brasil) aumentou 17 pontos: de 518,5 para 535,5. “Olhando as médias de matemática entre 2016 e 2017, a melhora foi de cerca de 6%. Entre 2017 e 2018, mais um degrau acima, aumentando em cerca de 3%. São melhoras que podem não representar que o conhecimento de fato melhorou. Se as habilidades de lógica e solução de problemas, muito usadas em matemática, fossem parte da base da melhoria dos resultados nessa área, a média em Ciências da Natureza talvez tivesse ficado estagnada e não caído”, argumenta Paim.

Dados preocupantes

Outros dados revelam a legitimidade da preocupação com a área STEM (acrônimo em inglês usado para designar Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática - Science, Technology, Engineering, and Mathematics) no País: o Brasil está entre os países com menor porcentual de graduados nessas áreas, segundo o relatório “Education at a Glance”, publicado em setembro de 2018 pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). O estudo analisou os 35 países-membros, os mais ricos do mundo, e outros 11 parceiros, incluindo o Brasil. Entre os graduados brasileiros, apenas 17% são oriundos de cursos STEM. Das 46 nações, apenas Argentina e Costa Rica têm porcentuais menores, ambos com 14%. A média dos países ricos é de 24%.

Na última edição do Pisa, prova realizada pela OCDE, o desempenho dos alunos brasileiros, a exemplo do Enem, também foi abaixo da média. Enquanto a média dos países-membros em Matemática é de 490, a do Brasil é 377. Em Ciências, as pontuações são 493 e 401, respectivamente.

Em levantamento nacional divulgado em 2018 pelo Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), órgão vinculado ao MEC, sete de cada dez alunos do 3º ano do ensino médio têm nível insuficiente em matemática. Ao todo, 71,67% dos alunos têm nível insuficiente de aprendizado. Desses, 23% estão no nível 0, o mais baixo da escala de proficiência. Outros 23,81% têm conhecimento “básico” e somente 4,52% possuem domínio considerado “adequado” da disciplina.

Para Paim, a participação das escolas públicas no programa STEM Brasil pode auxiliar substancialmente os professores em elevar as métricas da educação brasileira. “O STEM Brasil foca em soluções para o professor melhorar os resultados de aprendizagem dos alunos. A eles é dada a oportunidade de compreender para que serve o que estão aprendendo. Com um pouco de ajuda estruturada, os professores podem trabalhar os conteúdos previstos na Base Nacional Curricular Comum, desenvolver habilidades altamente requisitadas para os profissionais do futuro e aumentar a autoestima dos alunos simplesmente dando-lhes a oportunidade de aprenderem também com as mãos, experimentando, pensando e resolvendo problemas que mudarão o mundo deles e da sociedade”, conclui Paim.

Sobre a Educando

Inspirando Professores > Criando Líderes > Transformando Vidas

Fundada em Nova York em 2002 como World Development and Education Fund (Worldfund), a organização não-governamental passou a se chamar Educando em junho de 2018. Desde o início trabalha em parceria com governos locais para trazer investimentos de empresas privadas para projetos educacionais na América Latina. Em 15 anos, a instituição já levantou mais de US$ 30 milhões em investimentos e capacitou mais de 9,2 mil educadores no Brasil e no México, com impacto em mais de 5,3 milhões de estudantes.

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