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Setores de finanças e varejo são os mais atingidos por fraudes


São Paulo- SP 31/07/2018 17h53

Estudo revela que as empresas precisam criar uma cultura de investigar a fraude pela ótica do fraudador

O Grupo New Space, um dos líderes em serviços de tecnologia para o setor financeiro no Brasil, divulga o “Relatório de Fraude e Risco - Contrainteligência e Inteligência Cibernética como Proteção no Combate à Fraude 2018” que alerta sobre os números expressivos de fraudes no Brasil. O levantamento nacional, desenvolvido ao longo dos últimos três anos com empresas de diversos setores, mostra que, mesmo com todas as contramedidas necessárias e melhorias aplicadas, o segmento financeiro foi o mais atingido em 2017, registrando 73% das fraudes, seguido pelo varejo (21%) e o setor aéreo (3%).

“Notamos que houve uma mudança significativa de comportamento por parte dos fraudadores e dos hackers. Hoje em dia, eles não focam mais em coletar dados de contas correntes ou cartões de crédito. Estão em busca de informações pessoais como dados cadastrais e senhas de e-mails”, diz Thiago Bordini, Diretor de Inteligência Cibernética e Pesquisa do Grupo New Space. “Ao conseguirem todos os dados pessoais das vítimas, os golpistas conseguem acessar, inclusive, a conta bancária dessas pessoas, gerando prejuízos muito maiores por não ficarem restritos a apenas um golpe”, afirma.

Outro dado preocupante revelado pelo relatório é que cerca de 62 milhões de brasileiros foram vítimas de cibercrimes em 2017, número que representa 61% da população adulta que usa Internet no País. As perdas totalizaram US$ 22 bilhões, sendo que cada vítima perdeu uma média de 34 horas para lidar com os ajustes necessários e com as consequências dos ataques.

“Esses números levantados pelo estudo demonstram que o processo de proteção e segurança ainda tem muito o que evoluir. Utilizar serviços de inteligência cibernética é uma estratégia que fortalece a segurança das pessoas e das empresas no mundo dos negócios”, afirma o diretor.

Como alternativa para escapar de fraudes, empresas estão utilizando técnicas de contrainteligência. Com um conjunto de ações voltadas para a proteção de dados e de infraestruturas, essas técnicas ajudam a impedir, controlar e reverter ações ilegais. A utilização de contrainteligência em situações de ataques, fraudes ou riscos minimiza significativamente impactos que podem vir a colocar os negócios em risco.

“Constatamos que as ocorrências de ataques são descobertas em um período variável de 60 a 90 dias. Isso acontece porque os processos de segurança implantados não possuem a capacidade de detectar, em tempo hábil, possíveis fraudes”, diz Bordini. “Em contrapartida, com o uso de contrainteligência é possível obter um ganho significativo no tempo de detecção dos golpes, uma vez que, em apenas 10 minutos, atividades atípicas, erros e riscos podem ser identificados”, explica o executivo.

Métodos de contrainteligência auxiliam na formação, capacitação e melhoria das atividades e processos, oferecendo uma visão sistêmica e concentrada de ações ilícitas. A medida pode ser aplicada à criação de um monitoramento efetivo para que haja práticas preventivas e não apenas ações reativas para correção de erros. O objetivo é criar uma cultura de investigação de fraudes, trabalhando sempre pela ótica do fraudador.

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