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Cartagena das Índias: o Caribe com história


São Paulo. SP. 02/10/2018 11h37

O melhor plano para desfrutar é entrar no seu espírito é se deixar levar pelo calor, luz e humidade do Caribe.

Fuerte San Felipe - igor galo

Cartagena de Índias (Colômbia) se tornou uma cidade rica, o que explica os edifícios coloniais que se conservam ainda na "Cidade Amuralhada" e também a mistura de raças que vemos nas suas ruas: aos índios locais e colonos castelhanos se juntaram dezenas de negros que os portugueses trouxeram como escravos até aos últimos anos e, no último século, os viajantes e aventureiros europeus e norte-americanos, alguns dos quais ficaram. Cartagena é hispânica, africana, indígena e hoje também global.

Cidade Amuralhada

O ponto histórico da cidade, declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, é um lugar congelado no tempo, cheio de praças coloniais, igrejas, palacetes e alguns edifícios de especial interesse como o Palácio da Inquisição ou o Museu do Ouro Zenú, que mostra objetos de ouro da cultura indígena da zona. Entre as igrejas, a de Sab Pedro Claver é uma das mais destacadas.

Ainda que o melhor é se perder caminhando pelas ruas, aqueles que fiquem pouco tempo podem contratar alguma das visitas guiadas como a oferecida pela Civitatis (www.civitatis.com/es/cartagena-de-indias/tour-cartagena-completo/) que inclui também um percurso pela zona da moderna praia Bocagrande e um percurso pelo Forte de São Filipe.

Esta fortaleza é outro dos pontos imperdíveis da cidade, tanto pela sua história como pelas suas vistas. A entrada no recinto custa 25.000 pesos colombianos (cerca de 9 dólares) para o viajante que vá sozinho, enquanto as visitas organizadas costumam custar cerca de 30 dólares incluindo guia, transporte e percurso pelo resto da cidade.

Pracetas e muralhas

De qualquer modo, para viajantes com tempo, a melhor opção é, sem dúvida, vaguear e se perder com um mapa da cidade e sem olhar o relógio. O gabinete de turismo oficial da cidade oferece, de qualquer modo, algumas rotas definidas (www.cartagenadeindias.travel) como a rota das praças que arranca na Praça da Aduana, uma das maiores. Nela está a Torre do Relógio, foto típica da cidade.

Nesta praça, para os amantes da música, está "Donde Fidel", um mítico local de salsa onde podem beber uma cerveja na última hora da tarde ou da noite, pois além do mais tem preços acessíveis. Na praça há vinte locais de doces típicos da cidade, feitos com cocos e outros sabores. Outras pracetas imperdíveis de Cartagena, mesmo sendo uma questão de gostos, são a de Santo Domingo ou a praça Bolívar.

Outro passeio muito interessante é o que passa sobre as muralhas da cidade, que permite ver a cidade colonial a partir do seu limite no tempo onde se observa o Caribe e a zona moderna de Cartagena. Neste percurso, está o "Café del Mar", um bar com música chill-out que é ideal para o pôr do sol.

Menos conhecido para o viajante é o bairro de Gethemani. Situado em frente à zona histórica da "clássica" Cartagena é o bairro emergente da cidade. Aqui foi proclamada em 1811 a independência da cidade e é uma zona de construções menos notáveis, como se pode ver ao passear nas suas ruas. Mas nos últimos anos foram restauradas casas e ruas que ficaram repletas de hotéis, lojas e restaurantes mais jovens e hippies.


No bairro, cheio de grafites, e cujo epicentro é a praça da Trindade, é possível encontrar hostels e hotéis boutique maravilhosos e a preços mais baixos do que noutras zonas da cidade.

Tudo isto e também o fato de que aqui estão dois dos mais populares bares da cidade para dançar salsa, o "Quebra-canto" e o "Havana", o tornam numa das zonas de vida noturna mais animadas.

E as praias? Ao redor de Cartagena

Talvez tenha sentido falta que, sendo Caribe, ainda não se tenha falado das praias. O certo é que a cidade não tem praias na zona histórica e aquelas que existem na zona moderna de Bocagrande também são de águas transparentes e areia branca.


As ilhas do Rosário, um arquipélago a uma hora de barco da cidade, são uma boa opção para ver um Caribe de águas mais cristalinas e desfrutar do mergulho e outros desportos náuticos.

Os viajantes mais exigentes podem escolher a Ilha Múcura, uma das melhores praias do caribe colombiano. Situado a duas horas de lancha de Cartagena, na ilha pode passar a noite no hotel Punta Faro, um local ecológico onde o silêncio, a tranquilidade e o respeito pela biodiversidade são regra.

Ainda que tenha serviços de Internet e de televisão por cabo, a maioria dos hóspedes não usa. Daí o slogan do hotel: "se desconecte do mundo". A música e a festa estão proibidas neste paraíso. Entre os atrativos da ilha estão visitar uma lagoa para desfrutar desse espetáculo natural que é o plâncton com todas as suas luzes de cores dentro de água.
(http://puntafaro.com/web/)


Compras

Como todo o lugar turístico, a zona muralhada de Cartagena se tornou um conjunto de lojas de luxo de marcas internacionais e lojas de souvenir para turistas.

Apesar de tudo, temos que reconhecer que a cidade soube manter uma harmonia entre os comércios genuínos para locais, as marcas de luxo internacionais e outros comércios de qualidade local, como a joalheria Luis Alberto Cano, que é uma das referências para comprar joias de ouro e banhadas em ouro com desenhos baseados em motivos pré-colombinos com todas as garantias.

Mas o presente mais local e glamoroso para homem na cidade pode ser uma "guayabera", a camisa típica do Caribe, na loja do modista Edgar Gomez, que faz essas camisas à medida. Entre seus clientes estiveram Gabriel Garcia Marquez, príncipe Carlos, Fidel Castro e todo o tipo de celebridades.

Continuando com as compras para orçamentos folgados, as lojas de esmeraldas enchem a cidade. Para interessados no tema, se recomenda visitar primeiro o Museu-Loja da Esmeralda. E, como tudo em Cartagena, deve dedicar tempo e olhar as lojas e comparar os preços sem pressa, andando e consultando.

Outras lembranças menos caras, mas muito locais, são os runs. Especialmente o
rum "Dictador", produzido em Cartagena. Antes de comprar também se pode visitar a Alquimico para degustar os diferentes runs. E, se quiser levar da Colômbia um livro de Gabriel García Marquez, o melhor lugar é a livraria Abaco.


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