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As pessoas felizes têm mais saúde, revela novo estudo da CVA Solutions, que se baseou em entrevistas com usuários de planos de saúde de todo o país


São Paulo 20/07/2018 11h00

Empresas como MediService, Allianz,Mapfre, Bradesco Saúde, OneHealth e São Francisco concentram o maior número de usuários que se dizem muito felizes

casal na bicicleta - pixabay

A felicidade é importante para manter a saúde e bem-estar e prevenir doenças. O tema, já estudado em todo o mundo, foi comprovado em um novo estudo da CVA Solutions, que entrevistou em maio, 6.419 pessoas de todo o país, usuários de planos de saúde. Entre os entrevistados, 73,3% têm entre 25 e 54 anos, 46,6% são funcionários de empresas privadas e públicas e 54,4 % tem renda familiar entre R$ 2,8 mil e R$ 9,5 mil.

De acordo com o estudo, 67,2% dos que se dizem muito felizes, também afirmam ter saúde muito boa ou excelente. A maioria dos mais felizes também tem IMC (Índice de Massa Corpórea) normal (40%), fazem atividades físicas três vezes por semana ou mais (51%), tem um médico que o acompanha (64%) e não tem doença crônica (73%). Somente para exemplificar, 10,2% dos insatisfeitos ou infelizes têm hipertensão. Já entre os muito felizes, apenas 7,8% têm hipertensão. O estudo também conclui que as pessoas mais felizes esperam viver em média até 91 anos, enquanto que os infelizes até os 83.

“Perguntamos sobre os planos de saúde e também sobre felicidade, saúde e bem-estar. Estamos comprovando o que estudos das mais importantes universidades do mundo já têm mostrado. As pessoas que têm atitudes e comportamentos positivos são mais felizes e têm melhor saúde e bem-estar, podendo até prevenir doenças. Claro que não podemos descartar a influência da genética e do meio ambiente. Assim como o estudo mostra que a renda isoladamente não é suficiente para ser feliz”, observa Sandro Cimatti, sócio-diretor da CVA Solutions, empresa de pesquisa de mercado e consultoria, subsidiária da CVM Inc., dos Estados Unidos. Cimatti também é autor de um livro sobre o assunto, “Felicidade Sustentável”, em parceria com a life coach Patricia Serra (*).

Programas de Promoção da Saúde

Os mais felizes também participam mais dos programas de promoção de saúde dos planos de saúde: 14,4% dos mais felizes já participaram, enquanto apenas 6,6% dos menos felizes o fizeram. No entanto, de um modo geral, os usuários de planos de saúde conhecem muito pouco sobre esses programas de promoção de saúde (apenas 30%) e menos de 10% já participaram (9,8%).

“Como em média 10% dos usuários mais doentes dos planos de saúde representam 65% dos custos, os planos de saúde deveriam investir mais na divulgação e incentivo aos programas de prevenção e promoção de saúde, visando a prevenção e monitoramento mais intenso junto aos 10% mais doentes e a promoção de saúde e mudança de hábitos dos outros 90% de usuários que representam apenas 35% dos custos”, observa Sandro Cimatti, lembrando que 69% do total não têm doenças crônicas.

Os planos de saúde MediService, Allianz, Mapfre, Bradesco Saúde, OneHealth e São Francisco concentram o maior número de usuários que se dizem muito felizes.

Mercado de Planos de Saúde

Mapfre, Allianz, Cassi e Prevent Senior apresentam o melhor Valor Percebido. Bradesco Saúde, Unimed, SulAmérica e Amil têm a maior Força da Marca.

Setor em crise, os planos de saúde perderam mais de 3 milhões de usuários nos últimos três anos, em função da recessão econômica e dos altos índices de desemprego.

Desde 2016, último estudo sobre o setor realizado pela CVA Solutions, as pessoas demonstraram maior insatisfação com os planos de saúde, diminuindo a nota e aumentando o desejo em mudar de operadora, principalmente para buscar um preço menor (80%). Se fosse fácil e descomplicado, 77% mudariam.

Desperdícios, serviços com problemas e alternativas

Um dos problemas detectados no estudo é o uso excessivo do Pronto Atendimento, nem sempre em emergências, mas muitas vezes para driblar a demora em conseguir agendar uma consulta médica. Mais de 80% afirmaram usar o Pronto Atendimento (número que em 2016 era de 64,8%). Esse tipo de atendimento gera custos muito maiores aos planos de saúde. Demora em agendar uma consulta é o principal problema indicado por 22,7%, seguido por aumento de preço (17,7%) e médico que saiu do plano (16,3%). Apenas 39,2% afirmam não ter nenhum problema com seu plano de saúde.

Dos entrevistados, 37,3% realizaram alguma internação hospitalar nos últimos 12 meses e 52,3% também já usaram serviços do SUS (Sistema único de Saúde).

Alternativas de menor custo, como Cartão de Descontos e Clínicas Populares, além de serem uma saída aos que não têm mais planos de saúde, têm sido usadas como complemento por quem tem plano de saúde, por apresentarem maior agilidade e conveniência nas consultas. Dos que utilizaram as Clínicas Populares (31% dos entrevistados), 50% deram notas 9 e 10 para os serviços. Principais clínicas citadas: Dr Consulta, Dr Agora, Novamed, Megamed, Doctormed.

Também a gestão da saúde dos usuários, informações preciosas para os planos de saúde, não estão sendo bem administradas. A maioria dos usuários faz seu histórico sozinho ou acompanha nos laboratórios onde realiza exames. “Essa é uma deficiência dos planos de saúde. Os usuários querem agilidade e conveniência para acompanhar e fazer a gestão de sua saúde e já estão usando aplicativos para fazer a própria gestão. Cabe aos planos de saúde oferecer e incentivar o uso desta tecnologia, assim como os programas de promoção da saúde”, afirma Sandro Cimatti.

Planos citados e como melhorar a qualidade com menor custo

No estudo foram citados pelos usuários cerca de 44 planos de saúde. Os mais citados foram: Unimed, Bradesco Saúde, Amil, SulAmérica, Hapvida, Porto Seguro, Notre Dame Intermédica, Golden Cross, Allianz, Cassi, Next Saúde, Mediservice, Prevent Senior, Assim, Mapfre, Sompo, entre outros.

Os estudos da CVA Solutions têm por objetivo entender a estrutura de Valor Percebido (custo-benefício percebido) no mercado, a partir do ponto de vista do consumidor. Além de medir a posição competitiva dos principais players e diagnosticar possibilidades de criação de vantagem competitiva sustentável. Os estudos avaliam ainda a Força da Marca, que é a atração menos rejeição perante clientes e não clientes.

“Se os planos de saúde reduzirem os desperdícios e engajarem os consumidores nos comportamentos e atitudes que geram maior cuidado com a saúde e felicidade, teremos uma solução com menor custo e melhor qualidade, beneficiando consumidores e operadoras”, conclui Sandro Cimatti.

Nota baixa entre 47 setores da economia

O segmento de Planos de Saúde piorou sua nota em relação a 2016. A nota caiu de 7,00 para 6,93 (em uma escala de 1 a 10), colocando o setor na 43ª posição, melhor apenas que Internet Banda Larga e Operadoras de Telefonia Fixa e Móvel. O Valor Percebido para os 47 segmentos pesquisados pela CVA se baseia na nota de custo-benefício percebido e tem como melhor segmento o de Microondas (8,87) e o pior o de PVA - Satisfação de Funcionários de Empresas (6,28).

Valor Percebido

O melhor Valor Percebido (custo-benefício percebido pelos clientes) em Planos de Saúde é o da Mapfre (nota 1,19), seguido por Allianz, Cassi, Prevent Senior e Bradesco Saúde.

“A Prevent Senior está muito bem avaliada e trabalha com um público que ninguém quer, a maioria com 50 anos ou mais. Dentre os seus usuários, 96% usam os descontos em medicamentos, 53,6% afirmam não terem problemas com seu plano e 61% conhecem os programas de promoção de saúde. O que comprova que dar boa atenção, aliado à qualidade e bom preço é bastante eficiente”, comenta o sócio-diretor da CVA Solutions.

Força da Marca

A maior Força da Marca (a atração menos rejeição perante clientes e não clientes) é da Bradesco Saúde, com 18,1%, seguido por Unimed, SulAmérica, Amil e Porto Seguro. A Unimed teve uma grande queda em Força da Marca nos últimos três anos.

RANKING

Valor Percebido (relação custo-benefício percebido):

1º Mapre, 2º Allianz, 3º Cassi, 4º Prevent Senior, 5º Bradesco Saúde, 6º Hapvida Saúde, 7º Mediservice, 8º Porto Seguro, 9º Assim, 10º São Francisco, 11º Amil, 12º SulAmérica, 13º Unimed, 14º Greenline, 15º Notredame Intermédica.

Força da Marca (share de atração menos share de rejeição):

1º Bradesco Saúde, 2º Unimed, 3º SulAmérica, 4º Amil, 5º Porto Seguro, 6º Omint, 7º Allianz, 8º OneHealth, 9º Golden Cross, 10º Cassi, 11º Mediservice, 12º Prevent Senior, 13º Mapfre, 14º São Francisco, 15º Greenline.

(*) Livro Felicidade Sustentável, autoria de Sandro Cimatti e Patricia Serra, lançado em dezembro de 2016 pela Scortecci Editora. O livro cita a “Fórmula da Felicidade Sustentável” – conjunto de atitudes, motivações e hábitos - foi base para o estudo atual da CVA Solutions.

CVA Solutions e Metodologia

A CVA Solutions (Customer Value Added) está há 17 anos no mercado brasileiro e 22 anos nos Estados Unidos. A empresa é uma subsidiária da CVM Inc., empresa criada nos Estados Unidos, em 1996, pelo engenheiro Ray Kordupleski.

A CVM Inc. conta com seis escritórios associados em todo o mundo e atende a mais de 30 corporações internacionais. No Brasil, a CVA Solutions atende a empresas como Amil, Boticário, Whirlpool, Porto Seguro, SulAmérica, Fleury Medicina Diagnóstica, Dasa, Claro, Oi, International Paper, Daimler Chrysler, Philips, Colgate, Natura, Banco Santander, Bradesco e Itaú.

A CVA Solutions é uma empresa especializada em ajudar seus clientes a criar vantagem competitiva sustentável, através da melhora do Valor Percebido em toda a cadeia de valor. A empresa pesquisa, analisa e indica os caminhos que levarão ao aumento do market share e da rentabilidade do cliente. O trabalho baseia-se na metodologia criada por Ray Kordupleski, capaz de medir e gerenciar diversos atributos de valor presentes no processo de decisão de compra e experiência de consumo de qualquer tipo de produto ou serviço.

Desta forma, além de medir os atributos de valor e identificar aqueles que têm o maior impacto, do ponto de vista do cliente, também se promove uma integração entre as medidas de valor percebido pelo cliente e os processos internos da empresa, possibilitando um gerenciamento mais eficaz.

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