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Wi-fi customizado torna-se modelo de negócio para aumentar lucro de empresas


São Paulo - SP 03/07/2018 21h17

Novos modelos de conexão com a internet permitem entender comportamento e perfil de cliente

Divulgação

De comodidade a alternativa para aumentar os lucros. Assim que grandes empresas do segmento de varejo, supermercados, aeroportos e shoppings estão transformando a interface de sua rede de Wi-Fi aberta em ambiente para detectar o perfil e comportamento do usuário, gerar conteúdo e potencializar em visita, vendas ou até mesmo aumentar o mix de produtos.

Este novo modelo de negócio vem ganhando espaço no mercado e deixando de ser um custo extra ao empresário para ser uma fonte viável de receita. A abordagem com o cliente começa após o usuário se conectar na rede aberta de Wi-Fi. Ele passa por uma experiência com a plataforma, que pode ser vídeo, pesquisa, cupom de promoção e outros formatos de contato para depois a conexão ser livre. “Neste espaço de tempo antes de abrir a navegação, o usuário é meu. Com isso, posso impactá-lo de diferentes formas de mídia, vídeo, pesquisa. Isso é o produto que nós vendemos, a modelagem deste período”, explica Katie Pierozzi, sócia e Diretora de Desenvolvimento de Negócios da Mambo, empresa especializada em criar canais de comunicação e marketing em redes de wifi.

A interação com o usuário é desenvolvida por um portal de autenticação (SAD) que aparece na tela por um navegador já instalado nos celulares. A Mambo trabalha na customização da interface de acordo com a necessidade do cliente em um sistema semelhante ao Wordpress. Isso permite que o cliente altere a campanha de interação a qualquer momento.

A identificação do usuário é feito pelo rastreamento da numeração da placa de rede do celular, que serve como uma identidade do aparelho. A partir do momento que essa numeração é gravada, todas as vezes em que passar na rede em que há o sistema da Mambo, ele já conhece o usuário e não precisa se cadastrar novamente. “O usuário já vai ser impactado direto por um material publicitário antes de abrir a navegação sem precisar de um novo cadastro. Sempre que ele passar, as informações são gravadas mesmo que não se conecte”, detalha Katie Pierozzi.

A reunião de dados do perfil e comportamento do usuário é outra novidade no sistema. Com a identificação, é possível saber quem está usando a rede, quanto tempo fica, se ele volta e a quantidade de vezes. “Quando se conecta na rede, são ativados filtros de navegação para enxergar quais aplicativos e sites estão trafegando. Posso identificar, por exemplo, se é um homem, na faixa de 25 a 35 anos e que gosta de futebol. No entanto, eu não trato esta informação individualizada porque eu nem posso vender, mas como uma reunião de dados para afirmar que em um ambiente uma quantidade de pessoas que frequentam são homens dentro deste perfil”, explica Pierozzi.

Estes insights através de analytics podem ajudar empresas do segmento de varejo a rever posicionamento dos produtos nas lojas, criar campanhas de marketing diferentes em áreas de embarque e desembarque de aeroportos, avaliar se a taxa de conversão de mídia foi efetiva e se converteu em uma venda ou visita ou até mesmo programar disparos de SMS por proximidade.

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