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Hamburgueria fatura aproximadamente R$ 400 mil por mês em duas lojas de 26m² cada


São Paulo - SP 09/05/2018 13h41

O Whatafuck vende quase 30 mil sanduíches por mês na cidade de Curitiba em duas lojas que somam pouco mais de 50m²

Eles já foram chamados de ‘reis do hambúrguer’, os que ‘reinventaram a maneira como os curitibanos se relacionarem com a comida de rua’, ou até mesmo os caras ´que mudaram o comportamento dos curitibanos ao dividirem o mesmo espaço para comer‘, entre outros títulos que humildemente Daniel Mocellin (29) e Guilherme Requião (38) nem gostam de reforçar. Concordando ou não, é fato que os empreendedores chamam a atenção com o Whatafuck Hamburgueria, empreendimento que abriu as portas em maio de 2015, com foco na venda de hambúrguer e chope artesanal, revolucionando a noite curitibana.

Pouco menos de três anos depois, a rede vende, aproximadamente, 30 mil hambúrgueres a partir de R$ 12, nos sabores carne, vegetariano, costela e calabresa, e mais de 8 mil litros de chope artesanal por mês na cidade de Curitiba. Isso tudo em duas unidades que juntas somam 52m². Com os números expressivos, o Whatafuck Hamburgueria se transformou na grande referência da gastronomia contemporânea na capital paranaense, apostando em um conceito descolado, onde a rua é o ponto de encontro de seu público. O faturamento mensal gira em torno de R$ 400 mil.

A história desse empreendimento de sucesso surgiu em uma caminhada pela Avenida Vicente Machado, uma das vias de acessos mais tradicionais de Curitiba, tomada pelo comércio e, até então, por espaços gastronômicos com funcionamento dentro do tradicional horário comercial. Daniel é comunicador e fazia trabalhos para Guilherme, que tinha um empreendimento de gastronomia na cidade. Em uma conversa descontraída, observando o comportamento do comércio da rua onde inauguraram sua primeira loja, perceberam o potencial para o negócio.

Convencidos, deram alguns “pulos” para levantar dinheiro para a primeira unidade do Whatafuck Hamburgueria, capitalização que envolveu até a venda do carro de Daniel. Da negociação do ponto a abertura da primeira loja se passaram 7 meses. O investimento inicial foi de R$ 175 mil, quantia recuperada em apenas 2 meses após a abertura da loja. Um verdadeiro fenômeno. Em um espaço de apenas 26m², soluções criativas ajudaram neste sucesso imediato, como o tobogã de hambúrguer. “Como a cozinha fica em cima e os pedidos são feitos embaixo, a gente não tinha dinheiro para comprar um passa-carga, um pequeno elevador para descer os pedidos, por isso, tivemos que improvisar”, explica Daniel. “Não existe bandeja, não existe frescura, o consumidor faz o pedido, paga e espera um dos melhores hambúrgueres da cidade chegar pelo escorregador e volta para a rua. A loja possui mesas, mas o barato é circular pela calçada e aproveitar o agito que vem de todos os lados”, complementa Guilherme Requião.

Para os empresários, o segredo do sucesso está na qualidade dos produtos, além da proposta social de levar os curitibanos para as ruas da cidade, ocupando um espaço até pouco tempo esquecido e desvalorizado. Os hambúrgueres da casa são produzidos artesanalmente, com receitas exclusivas, poucos minutos antes do consumo. As características garantem o frescor e a excelência do sabor da carne. Para harmonizar, o WhataFuck Hamburgueria oferece uma grande quantidade de chopes locais, valorizando a produção cervejeira artesanal do Estado do Paraná, que tem na cidade de Curitiba seu grande polo cervejeiro.

Hoje, com duas unidades consolidadas na capital paranaense (Avenida Vicente Machado e Hauer Shopping), ambas com o conceito de gastronomia de rua, o WhataFuck Hamburgueria parte para novos voos. O primeiro deles ainda envolve Curitiba. Até o próximo mês de junho, a rede abrirá sua terceira loja na capital paranaense, que vai funcionar no bairro Batel, um dos principais polos gastronômicos e de entretenimento da cidade. Na sequência, o grande sonho: levar os sabores do Whatafuck para São Paulo. “A ideia ainda está no papel, mas já estamos fazendo estudos do custo inicial de todo o processo e levantamento de capital, procurando ponto na cidade, avaliando as possibilidades”, comenta Daniel.

Diversificação dos negócios

Hambúrguer combina com batata frita. Pensando nisso, surgiu outra grande sacada da dupla que quase nem precisou de muito esforço para começar a valer. Em agosto de 2016, abriram o Roots, um bar que só vende batata frita e churros no cone, além de chopes especiais em 15 torneiras em uma pequena loja ao lado do Whatafuck. “Não fizemos porção de batata frita no Whatafuck porque o público come de pé na calçada. Quando a oportunidade de pegar o ponto ao lado surgiu, a opção pela batata foi para ser um complemento, algo que ainda não tinha”, reforça Guilherme.

Já no começo de 2018, foi a vez da segunda unidade do Roots, mais uma vez ao lado de uma das unidades do Whatafuck, dessa vez no Hauer Shopping, ponto que graças aos empresários se tornou referência para a galera jovem e descolada. Hoje, as duas unidades do Roots comercializam mais de três toneladas de batata mensalmente, potencializando o faturamento da rede que quer conquistar o Brasil.

Empreendedores incansáveis, Daniel e Guilherme lançaram, ainda, a Whata Store, outra grande sacada que virou uma febre entre os frequentadores da Vicente Machado. No local é possível encontrar camisetas, bonés e tênis com a marca Whatafuck desenvolvidos a partir de parcerias com grandes nomes do segmento da moda. Os tênis, são criados e produzidos pela curitibana Öus. Eles trazem estampas inspiradas na cerveja e seu solado é feito com malte da Whatafucking Beer, a cerveja própria da rede.

“Desde o início do projeto do Whatafuck, buscamos alternativas para rentabilizar nosso negócio. Nossa marca se transformou em algo muito valorizado pelos curitibanos e, por meio de parcerias exclusivas, conseguimos expandir nossos negócios com itens que têm feito a cabeça do nosso público. Hoje, o Whatafuck é muito mais do que uma hamburgueria, é um estilo de vida”, completa Daniel. Somada as cinco unidades da rede, o faturamento mensal chega a R$ 600 mil, o que rendeu R$ 4,7 milhões em 2017.


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