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Ibogaína pode ser aliada no tratamento da dependência química, mas requer cuidados


SALVADOR 05/11/2018 11h48

Substância deve ser utilizada apenas em casos indicados e ministrado por médicos, em ambiente adequado

Divulgação Oficial

Ainda pouco disseminado e nem sempre recomendado, o tratamento com a ibogaína pode colaborar em casos graves de dependência química, mas precisa ser feito com diversos cuidados e por profissionais especializados, da área da saúde mental.

O psiquiatra da Holiste Psiquiatria, Luiz Guimarães explica que a Ibogaína é uma substância psicoativa (Onirofrênico) com efeitos neurológicos e psicológicos. 

O primeiro estudo farmacodinâmico sobre suas propriedades medicinais foi realizado já em 1901. O seu uso no combate à dependência química tem o seu primeiro registro em 1955, nos Estados Unidos, onde foi utilizada, com sucesso, no tratamento de dependentes de morfina.

A dependência química é uma patologia que não tem opções de abordagens farmacológicas efetivas, sendo que os tratamentos utilizados têm como finalidade reduzir o sofrimento causado por casos graves. Dessa forma, a Ibogaína pode ser uma opção terapêutica. Seu efeito no cérebro promove o aumento do GDNF – Glial-Cell Dereivated Neurotrophic Factor – uma substância que estimula o crescimento de neurônios, o aumento de sinapse e conexões entre os neurônios.

A intenção é promover a restauração do funcionamento do cérebro e um reequilíbrio da quantidade de neurotransmissores, fazendo com que o paciente reduza o craving (popularmente chamado de fissura) pela droga.

O tratamento, porém, é complexo e só deve ser feito em ambiente adequada e por médicos capacitados para tal. A substância pode causar reações físicas e psicológicas, como pensamentos acelerados, lembranças do passado, geralmente de momentos difíceis ou traumáticos, que trazem para o paciente uma outra compreensão dos eventos.

Em 50 anos, foram registrados mais de 30 mil tratamentos com a Ibogaína em todo o mundo. No mesmo período, 19 mortes foram registradas, supostamente relacionadas ao seu uso. Os óbitos ocorreram em tratamentos feitos sem a presença de um médico, fora do ambiente ideal e com medicação de origem desconhecida. 

No Brasil, a Ibogaína não é proibida, não é controlada, não está banida e não está incluída na portaria 344 do Ministério da Saúde – que dispõe sobre a regulamentação técnica de substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial.

Apesar de não estar regulamentada pela Anvisa como medicação, o órgão permite que pessoas físicas importem na forma de medicamente para uso pessoal, sem fins comerciais.

O tratamento com Ibogaína é um procedimento médico.  Deve ser realizado em ambiente hospitalar, com acompanhamento médico-psiquiátrico e psicoterapêutico, utilizando a Ibogaína medicinal, com 99,4% pureza e fabricado seguindo boas práticas da indústria farmacêutica.


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