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Por que deveríamos adotar uma dieta à base de vegetais?


São Paulo 13/08/2020 19h10

Mais do que nunca, manter uma alimentação mais verde deveria fazer parte de nossa vida cotidiana não apenas para melhorar a nossa saúde, mas também para ter mais sustentabilidade

Nos últimos anos, cada vez mais pessoas estão aderindo à ideia de reduzir o consumo de carne e manter uma alimentação à base de vegetais, também conhecida como plant-based diet. Para se ter ideia, uma pesquisa recente realizada nos Estados Unidos com 2 mil pessoas mostra que 71% delas estão dispostas a incorporar alimentos plant-based no dia a dia. Além disso, 53% afirmaram que as carnes já não compõem a maior parte do cardápio e outros 23% se consideram flexitarianos por consumirem carnes apenas em alguns dias da semana.

Aqui no Brasil, os números seguem a mesma tendência. De acordo com dados da Sociedade Vegetariana Brasileira, 14% da população já se declara vegetariana, o que equivale a 30 milhões de pessoas. Um aumento de 75% desde 2012.

Essa mudança de comportamento acontece por vários motivos. Além de ser uma alimentação livre de colesterol e relativamente baixa em gorduras saturadas, a proposta traz um apelo ecológico por se tratar de alimentos que consomem menos água e energia para serem produzidos, além de ter menor emissão de carbono.

No caso dos norte-americanos, a pesquisa mostra que "contribuir com o meio ambiente" é o principal fator para 40% dos entrevistados deixarem a carne de lado, seguido pelo fato de pais serem guiados pelas escolhas de seus filhos que estão deixando de consumi-la (36%) ou a busca das pessoas por se sentirem mais éticos em suas escolhas alimentares (30%). Ainda segundo a pesquisa americana, boa parte dessas pessoas (65%) buscam fontes de proteína vegetal ao consumir barras de proteína e shakes e 56% das pessoas entrevistadas obtêm proteína por meio da ingestão de alimentos conhecidos por serem uma alta fonte de proteína.

Entre os pontos de atenção para quem segue uma alimentação sem carne está o consumo adequado de proteína, que deve ser de cerca de 1g por quilo de peso* - quantidade que precisa ser maior no caso dos esportistas. No entanto, cada vez mais pessoas tomam consciência de que as dietas à base de plantas não são desprovidas desse nutriente.

Nesse quesito, a proteína isolada da soja se destaca pelo seu alto valor biológico, já que possui todos os aminoácidos essenciais e tem excelente biodisponibilidade, ou seja, é bem aproveitada pelo organismo. Por este motivo, ela é cada vez mais incluída em alimentos que vêm atender as necessidades desse público.

Seja verde

De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, a produção mundial de alimentos precisará aumentar em cerca de 70% para ser suficiente para todas as pessoas até 2050. E, para dar conta dessa demanda, precisará superar questões ambientais, como a disponibilidade de terra, água e recursos energéticos.

A agência ainda aponta que a criação de animais para consumo de carne, ovos e leite é responsável por gerar 14,5% dos gases de efeito estufa, sendo a segunda maior fonte de emissões e maior que todos os meios de transporte combinados.

Susan Bowerman é Nutricionista, Mestre em Ciências dos Alimentos e Nutrição. Membro da Academia Americana de Nutrição e Dietética (FAND). Diretora Sênior Global de Treinamentos de Nutrição da Herbalife Nutrition.


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