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COE: o que é e por que ele é uma ótima opção de investimento em 2018


São Paulo - SP 28/05/2018 10h44

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Certificado de operações estruturadas, ou COE: três letras e uma sigla que, a princípio, causa calafrios em muitos investidores iniciantes. Mas o mais interessante é que, para investidores um pouco mais experientes, esse produto financeiro também é digno de arrepios.

Conhecido como o investimento impossível de se compreender, o COE não é muito popular aqui no Brasil, mas já dá indícios da sua força e de seu poder de crescimento no mercado financeiro.

Sua fama nada convencional nasceu por ser um produto híbrido, ou seja, possui características tão específicas que não pode encaixar-se na renda fixa nem na variável; assim como não pode ser considerado fundos de investimentos ou quaisquer outras modalidades de aplicação.

Mas afinal, o que é COE?

Como dito anteriormente, trata-se de uma operação estruturada, ou seja, na prática significa que este é um produto envelopado, com outros produtos financeiros dentro. Para facilitar a compreensão, vejamos um exemplo mais detalhado:

- COE I: possui uma parcela remunerada da taxa Selic (renda fixa pós-fixada) e uma parcela de ações na B3 (renda variável);

- COE II: possui uma parte remunerada em percentual de certificado de depósito interbancário, CDI (renda fixa pós-fixada), e por títulos prefixados (também renda fixa),

- COE III: é composto por investimentos na Ibovespa (índice da bolsa de valores, B3, no Brasil).

Basicamente, trata-se de um envelope que contém diferentes ativos dentro nos quais se pretende investir. Ao escolher um COE, é preciso analisar quais são as aplicações contidas nele, pois seu dinheiro será aplicado nelas, e não no certificado estruturado.

Quais são as principais características do COE?

Em primeiro lugar, o certificado de operações estruturadas foi desenvolvido pela Cetip (atual B3 após união com a bolsa de valores de São Paulo), aliada a algumas instituições financeiras privadas. É um produto financeiro relativamente novo e muito pouco difundido, pois suas emissões iniciaram-se apenas em 2015, mas é a grande aposta para o ano de 2018.

Ele só é emitido pelos bancos participantes na parceria com a Cetip, mas pode ser distribuído normalmente tanto por distribuidoras como por corretoras. A segurança fica por conta da B3, visto que o nome do investidor mantém-Se registrado assim que ele oficializa a aplicação.

As taxas envolvidas no processo podem ser de administração, assim como ocorre em muitos outros ativos, mesmo de renda fixa, para realizar o investimento, e de performance quando houver a ultrapassagem do benchmark na rentabilidade. Mas, boas notícias, a maior parte das corretoras não cobra nenhum dos valores. Ainda assim, será cobrada uma taxa única do Imposto de Renda de acordo com a tabela:

- 22,5% em aplicações de até 180 dias;

- 20% de 181 até 360;

- 17,5% de 361 até 720,

- 15% acima de 720.

Como é possível observar, os prazos de retorno dos COEs podem variar bastante, sendo possível realizar o resgate semestralmente ou apenas na data do vencimento - tudo vai depender do tipo de COE que escolher.

Apesar disso, o COE possui certo risco de crédito, que ocorre quando as instituições financeiras não honram seus compromissos e acabam por não pagar os clientes. Afinal, este ativo não é coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que visa a pagar débitos com limite de 1 milhão de reais por CPF.

Por que aposta em COE em 2018?

O certificado de operações estruturadas é pensado para perfis específicos com base em uma análise detalhada de todos os ativos que o compõe. Assim, o COE do Banco A procura atender a investidores mais conservadores que buscam se proteger de um eventual queda de juros, mas ganhar certa rentabilidade caso o cenário não se confirme.

Isso passa uma ideia de segurança que outros ativos podem não ter sozinhos. Além disso, e ideal para investidores esquecidos que não acompanham periodicamente seus investimentos. Fora isso, ainda existe a possibilidade de internacionalização, ou seja, é possível investir em ativos de fora do país e ainda economizar nas tribulações, pois enquanto você investe em diversos ativos, paga apenas uma taxa única.

Por esses é e outros motivos que os COEs vieram com bastante força e São a aposta de alguns especialistas desde 2017. Vale a pena procurar saber ainda mais é escolher qual envelope tem mais a ver com seu perfil de investidor.

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