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Similaridades entre Brasil e Índia podem ajudar a estreitar as relações comerciais, diz embaixador


São Paulo, SP 16/01/2019 18h09

Para uma seleta plateia de empresários, juristas e diplomatas, o embaixador apontou que os dois países podem estreitar as relações comerciais.


O embaixador indiano Ashok Das disse em São Paulo, nesta quarta-feira (16), que os dois países — Brasil e Índia — têm muito mais em comum do que diferenças. Há nove meses à frente da embaixada, em Brasília, Das veio à capital paulista para participar do Seminário Negócios com a Índia, realizado no auditório do escritório Nelson Wilians e Advogados Associados (NWADV).

Para uma seleta plateia de empresários, juristas e diplomatas, o embaixador apontou que os dois países podem estreitar as relações comerciais. As áreas de tecnologia e de medicamentos, em que a Índia tem grande know-how e um forte parque industrial, e a agropecuária, em que o Brasil é referência, são os segmentos da economia que no entender do diplomata poderão se beneficiar mais rapidamente com o incremento das relações bilaterais.

"Nós não estamos confinados à nossa região, queremos ter uma participação global", disse o embaixador Ashok Das. "Se observarmos a balança comercial entre Índia e Brasil, vemos que está restrita a alguns itens. E queremos expandir esses itens."

O embaixador lembrou que no encontro que teve com o presidente Bolsonaro, um dos assuntos foi o programa espacial indiano, que pode ser motivo de futuros acordos.

O seminário foi promovido pelo NWADV, pelo Consulado Geral da Índia em São Paulo e a Câmara de Comércio Índia-Brasil. O CEO do NWADV, Nelson Wilians, lembrou que o Brasil atravessou uma das piores crises econômicas, mas acredita que o país entrará numa fase de crescimento e oportunidades. "Sabemos do papel da Índia no mundo. Neste ano, 2019, devemos ter, pela primeira vez, um encontro dos integrantes do BRICS no Brasil. Uma ótima oportunidade para estreitar relações."

Rui Chammas, CEO da indiana Sterlite - empresa indiana de energia, que já assumiu R$ 7 bilhões em investimentos em nove projetos no Brasil, foi um dos palestrantes. A companhia escolheu o Brasil como primeiro mercado de investimentos fora da Índia pela oportunidade no país e pela necessidade de capital privado no setor de transmissões.

Além do representante da Sterlite, palestraram no evento Fernando Silva, CEO da Nunesfarma, Rubens Massaro, CEO da FANEM, Daniel Godinho, da WEG, e Tushar Parikh, CEO da TATA Consultancy Services Brazil. O seminário marcou também a entrada do NWADV na Câmara de Comércio Índia-Brasil.

Com 1,3 bilhão de habitantes, a Índia tem uma das economias que mais crescem no mundo. No final de janeiro, uma missão de empresários e advogados, batizada de Indian Experience, viajará para o país asiático para troca de experiências e abrir novas frentes comerciais.

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