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Projeto musical Alma Brasileira chega às escolas da rede pública de Brasília


RIBEIRAO PRETO/SP 19/09/2018 17h25

Esta é a primeira vez que será apresentado em Brasília (DF), após passar por 25 países

divulgação

Através de oficinas, concertos, palestras musicadas e vivências, o projeto oferece aos estudantes do ensino público, entre 12 e 18 anos de idade, o primeiro contato com a música brasileira.

Brasília (DF), 19 de setembro de 2018 - Estudantes de escolas da rede pública de ensino de Brasília (DF), entre 12 e 18 anos de idade, terão a oportunidade, a partir deste mês de setembro, de uma vivência intensa com a arte. Pela primeira vez, o Projeto Alma Brasileira (Edição DF) acontece em cinco escolas de diferentes regiões da cidade (Ceilândia, Gama, Plano Piloto, Samambaia e Taguatinga). O objetivo é propiciar aos alunos descobertas e transformação através do contato sensorial com a música. A primeira atividade acontecerá no dia 27/9, às 9h, na Escola Especial Nº1, que fica em Samambaia, na Qs 303 Ae Setor Sul, Setor Sul. Ao todo serão oito apresentações e a programação terá término no dia 29 de outubro, às 14h, CEM 414 Samambaia.

O projeto, que foi configurado para promover concertos, palestras musicadas e oficinas de percussão, viabiliza aos estudantes o contato com a música brasileira. Para muitos, esta é até a primeira apresentação musical que assistem, o que sensibiliza e desperta emoções, conforme percepções da equipe envolvida. A proposta vai além da aproximação com o público e gera um entendimento mais amplo sobre a cultura local e a miscigenação étnica que estão nas raízes da MPB.

O repertório é formado por música brasileira instrumental e tradicional, desde Chiquinha Gonzaga a Egberto Gismonti. O projeto promove uma viagem através da história do brasileiro tendo a música como fio condutor. Choro, samba, frevo e alguns estilos só percussivos são apresentados - com a participação dos alunos das oficinas de percussão - como o samba batucada e o ijexá.

Criado em 2005, o Alma Brasileira já foi apresentado em mais de 25 países e em diversas cidades brasileiras, universidades, escolas do ensino médio, conservatórios e CEBs (Centros de Estudos Brasileiros no exterior). Países como Egito, Síria, Líbano, Bélgica, Holanda, Irlanda, Suécia, Hungria, Azerbaijão, Jordânia, França, Moçambique, Nova Zelândia, Guatemala, entre outros, já receberam o projeto.

Em Brasília, o projeto foi realizado apenas uma vez, em forma piloto, em Taguatinga. A turnê de 2018 será a primeira vez que o Alma Brasileira se apresenta para estudantes dos ensinos fundamental 2 e médio. Geralmente, os concertos acontecem em universidades e centros de cultura brasileira.

Nesta edição de Brasília, o espetáculo integra artistas do Trio Baru, Camerata Caipira e Circo Rebote, grupos que são referências na música e na arte circense brasileira, com projeções nacionais e internacionais. São eles: Nelson Latif, no cavaquinho; Bosco Oliveira, no violão; Sandro Alves e Ismael Rattis, na percussão. Todos apresentam experiências como professores de música e arte-educadores.

Desenvolvido e projetado pelos artistas responsáveis, o Alma Brasileira conta ainda com fomento do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e da Secretaria de Cultura do Distrito Federal.

Despertando a vivência musical

Apresentado pelo Coletivo Educação pela Arte, o Alma Brasileira - Edição DF prevê̂ oito apresentações com oficinas de percussão, seguidas de palestras musicadas sobre a História do Brasil moderno, tendo a música como fio condutor. Segundo o coordenador do projeto e também músico, sociólogo e gestor cultural, Nelson Latif, a ideia é proporcionar aos estudantes e ao público em geral, o primeiro contato com a música tradicional brasileira. "Teremos oficinas de percussão e palestras musicadas, oferecendo subsídios artísticos e teóricos para entender o desenvolvimento cultural do nosso País”, explica.

Dessa forma, o projeto utiliza a música como elemento didático, visando a formação de plateia através da sensibilização frente às manifestações culturais brasileiras, com a combinação de dois vetores: oficinas musicais e ações educativas. "Acreditamos que essa combinação de ações é um passo na direção de um maior desenvolvimento artístico e intelectual, musicalizando nossos jovens e proporcionando um maior conhecimento dos estilos de raiz brasileira", destaca.

Latif avalia que, no Brasil a exposição à arte de qualidade no ensino público, seja no Distrito Federal ou em todo território nacional, é escassa. “O resultado é uma realidade com adolescentes desculturados, com pouco conhecimento dos fundamentos da música, da dança, e da cultura de seu País”, alerta.

Na contramão dessa realidade, o Alma Brasileira uniu quatro professores de música com o intuito de apresentar ritmos e a História da Música Brasileira aos jovens. “Nossa ideia é auxiliar no desenvolvimento musical de indivíduos e de grupos de estudantes, com base na apreciação, criação artística, prática em conjunto, conhecimento de ritmos e técnica motora. Procuramos envolver o maior número possível de alunos em cada visitação, de forma a realizar um aulão de percussão”, explica.

Complementando a oficina, o projeto realiza ainda a palestra musicada “Vereda da Música Brasileira”, que explica o desenvolvimento histórico, artístico e social do Brasil, adaptada à faixa etária e ilustrada com passagens musicais e causos curiosos da música brasileira.

Na ótica do idealizador do projeto, Nelson Latif, a expectativa com o desenvolvimento do projeto é que a união de professores experientes e conhecedores da realidade do Distrito Federal, com metodologia específica e contemporânea, seja um passo assertivo na direção de um melhor aprendizado da cultura brasileira. “Uma ação frente à carência de projetos correlatos na rede pública de ensino da capital federal. Ainda, temos certeza que, uma vez concretizado o objetivo desse projeto, teremos dado um passo, que embora pequeno, ruma à capacitação artística e cognitiva da atual geração de estudantes da cidade e para a formação de plateia futura”, conclui o artista.

A primeira apresentação do Alma Brasileira – Edição DF será no dia 27/09, na Escola Especial Nº1, em Samambaia; depois no dia 01/10, no Sesc Taguatinga Sul; 08/10, no Sesc Gama; 11/10, na CEF 04, em Taguatinga; 16/10, na Escola Parque, na Ceilândia; 22/10, na Escola Parque 304 Norte, no Plano Piloto. No dia 26/10, na Escola Maria do Rosário, Ceilândia e termina no dia 29/10 no CEM 414 Samambaia

ARTISTAS DO ALMA BRASILEIRA

Bosco Oliveira

Músico e professor de violão da Escola de Música de Brasília há 20 anos.

Nelson Latif

Músico, sociólogo (USP) e gestor cultural (UNC), trabalhou por 27 anos na instituição Holandesa Uit de Kust, coordenando oficinas de percussão e de música brasileira para estudantes europeus.

Ismael Rattis

Percussionista e licenciando em educação na UnB, percorreu o Brasil ministrando oficinas de percussão pelo Projeto Eu Faço Cultura, patrocinado pela Caixa Econômica Federal.

Sandro Alves

Percussionista carioca radicado em Brasília há 10 anos, foi um dos fundadores da Escola de Samba Tradição e ritmista da Escola de Samba Portela desde criança.

AGENDA

Alma Brasileira – DF (Participação gratuita / Classificação Livre)

Serviço: Oficinas de percussão e concertos

27/09 / 9h: Escola Especial Nº1 / Samambaia

01/10 / 14h: Sesc / Taguatinga Sul

08/10 / 14h: Sesc / Gama

11/10 / 14h: CEF 04 / Taguatinga

16/10/ 13h: Escola Parque Ceilândia

22/10 / 14h: Escola Parque 304 Norte / Plano Piloto

26/10 / 14h: Escola Maria do Rosário / Ceilândia

29/10/ 14h - CEM 414 Samambaia

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