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TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade


24/07/2019 14h01

Em geral, o problema se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com demais crianças, pais e professores e as crianças são tidas como “avoadas”

DINO

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Esse transtorno é mais comum em crianças e adolescentes, ocorre em 3% a 5% dessa população, em várias regiões diferentes do mundo, de acordo com especialistas. Na maioria dos casos, o TDAH acompanha o indivíduo até a vida adulta, porém a maioria dos sintomas tende a diminuir com o decorrer da idade.

Segundo os critérios diagnósticos do DSM- 5, quinta edição do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, o TDAH se caracteriza por uma combinação de dois sintomas:

1) Desatenção

2) Hiperatividade-impulsividade

O TDAH na infância, em geral, se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com demais crianças, pais e professores. As crianças são tidas como "avoadas", "vivendo no mundo da lua", geralmente "estabanadas" e com "bicho carpinteiro" ou "ligados por um motor". Isto é, não param quietas por muito tempo. Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade do que as meninas, mas todos são desatentos.

Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como por exemplo, dificuldades com regras e limites.

Em adultos, ocorrem problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho, bem como com a memória (são muito esquecidos), são inquietos (parece que só relaxam dormindo), vivem mudando de uma coisa para outra e também são impulsivos ("colocam os carros na frente dos bois"). Eles têm dificuldade em avaliar seu próprio comportamento e quanto isto afeta os demais à sua volta. São frequentemente considerados "egoístas". Com grande frequência trazem outros problemas associados, tais como o uso de drogas e álcool, ansiedade e depressão.

Estudos científicos mostram que portadores de TDAH têm alterações na região frontal e as suas conexões com o resto do cérebro.

"A região frontal orbital é uma das mais desenvolvidas no ser humano em comparação com outras espécies animais e é responsável pela inibição do comportamento, ou seja, por controlar ou inibir comportamentos inadequados, bem como pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento", alerta a pedagoga Renata Haddad, pós-graduada em Neuroeducação com ênfase em Transtorno do Espectro do Autismo.

O que parece estar alterado nesta região cerebral é o funcionamento dos neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina), que transmitem informação entre as células nervosas (neurônios). Algumas causas foram identificadas para a ocorrência do TDAH: hereditariedade, substância ingeridas na gravidez como álcool, nicotina e drogas ilícitas, problemas na hora do parto e exposição ao chumbo.

De acordo com a especialista, o diagnóstico é dado através de entrevistas e questionários aplicados por médicos especialistas, neuropediatras, psiquiatras e neurologistas.


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