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A proteção cibernética vai além do uso de softwares


São Paulo 06/04/2021 11h13

Garantir a integridade de processos e a segurança das informações armazenadas são objetivos compatíveis com um futuro que não se pode mais adiar

Em meio à discussão cada vez mais recorrente sobre a presença da tecnologia no ambiente de trabalho, a questão acerca da cibersegurança para lidar com situações de fraudes, ataques criminosos, uso indevido dos dados, entre outros tópicos problemáticos – e com alta incidência no Brasil – parece fazer parte de um campo ainda incerto para muitos empresários. Afinal, como construir uma estrutura digital capaz de minimizar o risco de ocorrências do tipo? A implementação tecnológica basta?

Certamente, é necessário levar em consideração a realidade operacional apresentada por cada empresa. No entanto, não seria nenhum exagero afirmar de modo categórico que o uso de softwares precisa vir acompanhado de outros elementos igualmente relevantes para a proteção cibernética. Por isso, a importância de se abordar o tema indo além do senso comum, adotando uma visão macro sobre o papel da tecnologia dentro desse contexto.

Qual é a importância da automatização?

Por anos, centralizar a organização e o gerenciamento de documentos, arquivos e informações em modelos manuais de armazenamento talvez fosse a opção mais viável para o gestor. Hoje, com o avanço tecnológico e o surgimento de alternativas personalizadas, capazes de atender as demandas de empresas de todos os tamanhos e segmentos, manter a estrutura organizacional no campo físico é um convite perigoso a erros críticos para a integridade dos materiais movimentados. Nesse ponto, a tecnologia cumpre uma função primordial.

Com a automatização do fluxo de dados, é concebido o primeiro passo para que as operações internas sejam respaldadas por softwares elaborados para garantir a segurança das informações. Dessa forma, todas essas tarefas repetitivas, e até mesmo exaustivas se direcionadas aos profissionais, terão a assertividade da máquina como diferencial para evitar imprevistos danosos.

Uma nova concepção sobre a cibersegurança

Sem dúvidas, a importância da tecnologia é indiscutível para empresas preocupadas com a proteção cibernética. No entanto, deve-se compreender o que o tema significa atualmente. Em outros tempos, o departamento de TI era, comumente, classificado como um objeto secundário e de pouco valor estratégico para as organizações. Olhando para 2021, esse tipo de mentalidade tem sido desmistificada na prática, na medida em que formaliza um dos principais artifícios para se enfrentar ataques criminosos.

Ter um projeto de cibersegurança funcional e que reflita em uma cultura orientada a Compliance acaba se tornando uma vantagem competitiva, principalmente entre organizações imaturas no que diz respeito à transformação digital. Mais do que nunca, os consumidores estão interessados em ter suas informações resguardadas pelas marcas, e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é uma consequência direta dessa linha de pensamento, agora, respaldada legalmente.

Outsourcing como aliado operacional

Se por um lado a inovação é um componente em constante evolução, com novidades surgindo a todo instante, infelizmente, os agentes criminosos acompanham esses aprimoramentos e adequam o modus operandi a possíveis atualizações, dificultando a criação de uma política preventiva no ambiente digital utilizado pela empresa.

Logo, é necessário, sim, ir além do uso de softwares para que a gestão dessas ferramentas não se limite à simplificação dos processos. Um serviço de outsourcing de TI completo, com o suporte em tempo real de profissionais especializados, bem como o monitoramento unificado das soluções implementadas, permite um gerenciamento diferenciado sobre o a estrutura digital. Trata-se de uma movimentação bem-vinda para que o cenário de cibersegurança favoreça à continuidade do negócio.

Para finalizar, partindo do pressuposto que a empresa em questão está amadurecida digitalmente e preparada para abraçar a inovação no cotidiano operacional, torna-se muito mais fácil classificar a segurança das informações como prioridade máxima. Com isso, os maiores beneficiados serão os clientes, que terão tranquilidade para firmar vínculos sem se preocupar com a integridade de suas informações.

*Andrea Rivetti é CEO da Arklok.


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