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ETT tem mais mulheres nos cursos técnicos do que a média nacional


Joinville 28/09/2020 10h22

Turmas de ensino profissionalizante da escola contam com 59% de estudantes do sexo feminino. Percentual no país é de 55%, segundo o Censo Escolar de 2019

Divulgação

Em mais de 60 anos, a Escola Técnica Tupy acompanhou de perto o crescimento e as transformações de Joinville. Prova é que, de instituição criada para atender exclusivamente à demanda da indústria metalúrgica – com 100% dos estudantes do sexo masculino à época de sua criação – a escola vive hoje outra realidade.

Além de criar novos cursos e adotar um modelo de ensino inovador, a ETT viu as mulheres tomarem conta das salas de aula. Atualmente, 59% dos estudantes são do sexo feminino – percentual acima da média nacional. De acordo com o Censo Escolar da Educação Básica de 2019, elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 55% dos matriculados em cursos técnicos no Brasil são mulheres.

Com um mercado de trabalho mais favorável para elas em segmentos até algum tempo atrás majoritariamente masculinos, a Escola Técnica Tupy viu crescer a procura feminina em cursos das áreas de metalurgia, mecânica e plástico. Atualmente, as mulheres já representam quase metade das matrículas nestas turmas (41,5%).

Isso graças ao crescimento da participação feminina no setor industrial, que subiu 14,3% em 20 anos no país, conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego. Levantamento de 2017 revelou que no setor metalmecânico o número de vagas preenchidas por mulheres teve incremento de 37,3%.

Mulheres na construção civil

Outra área de destaque é a construção civil, que viu a presença feminina dar um salto de 120% entre 2007 e 2018, de acordo com o IBGE. Seguindo essa tendência, o curso técnico em edificações da Escola Técnica Tupy é uma das novidades que tem atraído o interesse feminino: elas já são 25,8% da turma.

No campo da informática, também dominado por homens durante muito tempo, o curso técnico da ETT atraiu o interesse de 32,5% das mulheres. Um percentual representativo se comparado a um levantamento feito pela Universidade de São Paulo (USP) entre os anos de 2013 e 2018.

No período, apenas 9% dos formandos do curso de Ciências da Computação da universidade eram mulheres. No bacharelado em Sistemas de Informação, 10%; e em Engenharia da Computação, 6%.

E não é apenas nas matrículas que a representatividade feminina vem se acentuando. O coordenador da escola, Jeferson Marcelo da Silva, conta que mais da metade do quadro docente é composto por mulheres. “Na Escola Técnica Tupy, entre os professores, 60% são mulheres e, destas, 90% são mestres”, diz.

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