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A importância da saúde financeira no mundo pós-pandemia


São José dos Campos 07/07/2020 10h00

* Por Luciana Ikedo, assessora de investimentos

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Após uma grande pausa, ocasionada pela pandemia que tomou conta de todo o mundo, tivemos que adaptar nossa rotina de várias formas. Desde o trabalho remoto e reuniões à distância, até a forma com que nos relacionamos com nossos clientes e parceiros comerciais, aprendemos a compartilhar o espaço de trabalho e a internet sem fio com as crianças em homeschoolling, mas agora precisamos nos preparar para o novo normal.

A retomada será repleta de novos hábitos sociais e de consumo, que trará consigo outros desafios, mas também muitas oportunidades. Como reflexo da atividade permitida somente ao que se considera essencial, veio também a renda reduzida para famílias de diferentes classes sociais. Sim, a maioria de nós foi atingido de forma direta, com redução do próprio rendimento mensal, ou de forma indireta, com a redução da renda daqueles que nos sãos caros.

Em contrapartida, pudemos olhar com mais atenção ao que sempre se fez importante: planejamento. O financeiro das famílias que já haviam iniciado esse processo e possuíam a reserva de emergência constituída, contribuiu e continua contribuindo para que elas pudessem passar por esse período de forma muito mais tranquila e, aqueles que ainda não haviam começado, entenderam o quão urgente precisam fazê-lo. Portanto, chegamos àquele momento em que precisamos fazer uma situação ruim se transformar em oportunidade. É hora de enxergar as diversas lições financeiras que a crise tem nos deixado e que devemos levá-las para a vida.

Conhecer os próprios números nunca foi tão importante. É necessário saber detalhadamente quais são os seus gastos e fazer uma distinção entre os essenciais e os supérfluos, aqueles que podem ser cortados imediatamente. Constituir uma reserva de emergência de, pelo menos, três vezes o valor mensal dos seus gastos essenciais. E, se você já a tinha e precisou utilizá-la durante a crise, é necessário começar a recompô-la o mais breve possível.

Investir melhor o dinheiro, prestando muita atenção no mercado financeiro e estudando os produtos disponíveis. Tomando cuidado, claro, com altas taxas de administração que podem comprometer de forma significativa a rentabilidade dos seus ativos. Quem tinha liquidez em março conseguiu surfar uma onda muito interessante em renda variável. Quem não tinha, ficou apenas observando.

Todos os cortes de gastos que foram feitos neste período, especialmente com alimentação e deslocamento, podem servir de estímulo para o futuro. Avaliar o valor dessa redução e fazer uma estimativa do quanto terá daqui a um ano se continuar gastando menos fará toda a diferença. É preciso também investir muito bem esse valor.

Por fim, envolve a família no orçamento familiar, estimulando a todos, inclusive as crianças, a contribuírem com os cortes de gastos. Esse deve ser um processo contínuo e recorrente, constantemente reavaliado. E recompensar a todos conforme os resultados positivos aconteçam. Um novo tempo de aproxima, de consumo consciente, de solidariedade e de percepção do quanto a nossa família e nosso lar são importantes e que devem ser, sempre, cuidados com muito carinho e atenção, assim como nossa saúde financeira.

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