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Pelo terceiro ano seguido, venda de veículos aumenta sendo aquecida por descontos


São Paulo - SP 29/08/2019 18h57

Esse movimento se deve em boa parte às aquisições por parte dos clientes pessoa jurídica, que encontram melhores condições de negociação.

O mercado de automóveis vem apresentando resultados positivos há um bom tempo, o que deve se manter neste ano. Esse movimento se deve em boa parte às aquisições por parte dos clientes pessoa jurídica, que encontram melhores condições de negociação.

É isso o que se pode concluir através da receita que o governo obtém com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) com a venda de carros, que está em baixa, mesmo com o aumento nas vendas.

Por que as vendas para pessoas jurídicas estão aumentando?

Pelos descontos que lhes são oferecidos, diferentes dos praticados com as pessoas físicas. Para chegar a essa conclusão, basta analisar a alta nos automóveis emplacados, de 11,2%, quando comparado ao primeiro semestre de 2018, de acordo com a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Em contrapartida, a arrecadação do IPI com automóveis, que também deveria estar em alta, caiu 3,1% no mesmo período, já sem os efeitos da inflação aplicados no valor.

Um dos motivos que poderia explicar isso é a mudança nos carros vendidos, como um aumento nas vendas dos populares quando comparados aos demais modelos, mas isso não aconteceu, pelo contrário.

Graças à crise econômica, carros mais caros são os que lideram as listas de vendas desde o ano de 2015. Por isso, o que pode explicar os resultados no mercado automotivo é, realmente, os descontos para pessoas jurídicas.

A venda de carros para empresas atingiu uma alta de 23,5% no primeiro semestre de 2019, enquanto as vendas para pessoas físicas também cresceu, embora apenas 2,1%. Logo, as vendas diretas (nome dado às comercializações para empresas) cresceram para 45%, em comparação com as vendas normais, número que foi de 25% no ano de 2012.

Outro ponto que também deve ter impactado os números é a demanda do mercado argentino, principal destino de exportação do Brasil, que caiu 10% no ano de 2018, e apresenta uma redução ainda mais brusca, de 50% neste ano.

Portanto, os veículos que outrora seriam oferecidos no mercado argentino passaram a ser destinados aos consumidores brasileiros. Com isso, o número de veículos disponíveis aumentou e, assim, é preciso oferecer melhores condições de pagamento aos consumidores.

O presidente da Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos (Fenabrave) disse que as altas taxas de desemprego e o crédito limitado faz a demanda baixar, o que, por sua vez, influencia as montadoras a negociar mais seus preços.

Isso também aquece mercados paralelos, como o de acessórios e som automotivo. De acordo com um levantamento da Roland Berger, o mercado brasileiro de reposição era estimado a apresentar um crescimento de 4,6% ao ano, com som e acessórios responsáveis por R$ 2,2 bilhões, número que chama a atenção.

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