Negócios em Foco

Como o uso consciente do crédito pode ajudar a girar o motor da economia


São Paulo 23/09/2020 11h52

Por Fabian Valverde, CEO da Paketá Crédito

Muita gente torce o nariz quando o assunto é tomar empréstimo, pois quem precisa de crédito pode acabar não conseguindo honrar essa dívida, tornando esse saldo devedor uma bola de neve.

Se for levada em consideração que a decisão de pedir dinheiro emprestado não é bem planejada, realmente, a chance de isso ocorrer é muito grande. Vem daí, talvez, o motivo pelo qual o crédito pode não ser bem visto por algumas pessoas. E olhando sob essa ótica, é totalmente compreensível.

Porém, se o indivíduo fizer uma análise detalhada de suas finanças, levando em consideração os ganhos e gastos, e chegar a conclusão que conseguirá arcar com a quitação do empréstimo, sem atrapalhar o orçamento, então, o crédito pode ser um recurso interessante.

Um exemplo do bom uso do crédito, por exemplo, é quando ele é usado trocar uma dívida mais cara por outra mais barata.

Um levantamento recente feito pela finech Paketá apontou que quitar as dívidas é o principal motivo pelo qual os trabalhadores recorreram ao consignado privado, aquele em que as parcelas do empréstimo são deduzidas no contracheque. Isso é um bom sinal, pois dessa forma, o crédito é utilizado como uma solução para o tomador juntar todas suas dívidas em uma só. Claro, sempre com a ressalva de que as parcelas devem caber no bolso dele.

Dentro desse cenário da pesquisa, o crédito tem sido utilizado por algumas pessoas para sair do cheque especial e do rotativo do cartão de crédito porque sua taxa de juro é bem inferior. Em julho, para se ter uma ideia, a taxa média mensal do crédito rotativo e do cheque especial foram, respectivamente de 12,52% e 6,49%, enquanto a do consignado para o setor privado foi de 2,12%. Assim, uma dívida pode ser reduzida em cerca de dez ou seis vezes.

E aí vem o melhor dessa história toda. Ao liquidar a dívida, qualquer pessoa pode aproveitar a quantia que estava sendo paga para começar a poupar e investir em sua reserva de emergência, por exemplo.

Outro exemplo do bom uso do crédito é a realização de desejos de consumo. Aí, você, leitor, pode questionar: como assim, pegar dinheiro emprestado para gastar? Isso não pode ser perigoso para uma pessoa adquirir uma nova dívida?

Vamos lá. Aqui o que proponho é usar o crédito para viabilizar mais rapidamente aqueles desejos que estão planejados, mas que ainda demandam mais tempo para o indivíduo juntar a quantia desejada. Eles podem ser vários, desde um intercâmbio para seu filho estudar no exterior até um curso de especialização.

No primeiro caso, se a pessoa fez os cálculos e chegou à conclusão que vai precisar economizar durante três anos para conseguir pagar a viagem em 12 vezes sem juros pela agência de intercâmbios, ela pode usar um empréstimo para dividir o valor total em até 60 meses, não precisando, portanto, esperar os três anos para poder realizar esse sonho. No outro exemplo, da qualificação profissional, vale o mesmo raciocínio.

Seja como uma opção momentânea para quitar dívidas maiores ou para viabilizar desejos de consumo, o crédito pode ser uma boa alternativa para ajudar o planejamento financeiro das pessoas, estimulando o consumo para movimentar a economia.


Mais informações:

Contato | Anuncie
Copyright © 2020 | Todos os direitos reservados.

Negócios em Foco

Notícias empresariais

Localização
São Paulo - SP, Brasil

E-Mail
redacao@negociosemfoco.com